O
Mestre nos contou de quando seu desapego foi testado.
“Eu
estava parado certa noite numa esquina escura de Nova York, quando
três homens mal-encarados vieram detrás de mim, um deles apontando
uma arma.
-
Passe-nos
seu dinheiro – eles exigiram.
-
Aqui
está – eu disse, sem me perturbar – mas quero que saibam que não
estou dando por medo. Tenho tal riqueza em meu coração que, em
comparação, o dinheiro nada significa para mim.
Eles
ficaram espantados! Então olhei para eles com o poder de Deus, eles
explodiram em lágrimas. Devolvendo meu dinheiro, exclamaram: - Não
podemos mais viver deste modo!
Então
dominados pela experiência que tiveram, correram embora.
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Em
outras ocasiões, também, transformei os corações de criminosos,
não eu, mas o poder de Deus através de mim.
Certa
noite, durante os anos de
depressão (após a grande crise financeira de 1929), fiz uma
palestra para milhares de pessoas no
Carnegie Hall. Falei
contra a maneira com que as pessoas ricas estavam tirando vantagem
dos pobres. E mencionei alguns nomes. Ao final, várias pessoas me
pressionaram para que não fosse sozinho para casa.
"Deus
está comigo”, repliquei.
“De
quem posso ter medo?”
Entrei
sozinho numa parte escura da estação de trem, quando um homem se
aproximou com uma arma. “Por que você falou contra aquelas
pessoas?” ele perguntou.
"Por
que não deveria falar?” repliquei. “Deus é para o homem comum
tanto quanto é para o rico. Ambos são seus filhos. E Ele não fica
satisfeito quando Seus filhos ricos exploram Seus filhos
pobres.”
Olhando
fixamente
nos olhos do homem, eu disse, "Por
que você vive assim? Você não é feliz. Ordeno que Satã saia de
você, e que você mude!”
O
homem começou a tremer. De repente, deixando cair sua arma, ele se
ajoelhou ante mim. “O que você fez comigo?”, ele exclamou. “Fui
mandado para te matar.”
“Pegue
sua arma e jogue-a fora,” eu disse. Sua vida foi completamente
transformada naquele encontro.
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Certa
noite, em Chicago, visitei um parque, numa época em que a cidade era
famosa por seus gangsters. Um policial me parou quando ia entrar e
avisou-me que era inseguro entrar ali após o anoitecer.
De
qualquer modo, eu entrei e sentei-me num banco do parque. Após algum
tempo, um homem mal-encarado, muito maior que eu, parou na minha
frente.
"Dê-me
um dólar”, ele rosnou.
Pus
a mão no bolso e lhe dei um dólar.
"Dê-me
dois dólares!”, eu lhe dei dois dólares.
”Dê-me
cinco dólares.”
Comecei
a ver que as coisas não estavam melhorando. Então com a consciência
do poder de Deus, fiquei em pé e gritei:
"CAIA
FORA!!!”
O
homem começou a tremer como uma folha. “Não quero seu dinheiro!”
ele balbuciou. Afastando-se, ele continuou repetindo, “Não quero
seu dinheiro! Não quero seu dinheiro!”
De
repente, ele voltou-se e correu como se sua vida estivesse em perigo.
Fiquei sentado em paz, observando a lua que aparecia. Mais tarde,
quando eu saía do parque, o mesmo policial me viu e perguntou, “O
que você disse para aquele homem? Eu o vi com você e não ousei
interferir. Ele é um tipo perigoso!”
"Oh,”
repliquei,
“nós
nos entendemos um pouco."
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Se
o Mestre se protegia pelo amor, ou por medidas duras, dependia da
orientação que ele recebia internamente. Talvez o amor fosse o que
ele dava a pessoas que apenas sucumbiam a influências do meio, e
dureza para aqueles cuja crueldade era autogerada. Neste sentido ele
nos contou de um convidado em Monte
Washington (Los
Angeles) durante a década de
1920. A
irmã desse homem era uma discípula residente ali.
Disse
o Mestre: “Eu estava sentado em minha cama certa manhã, meditando,
quando Deus me mostrou este homem subindo as escadas para me bater.
Ele queria jactar-se publicamente do que faria para desacreditar este
trabalho (sua missão).
"Dê-lhe
o que ele merece!”
disse
a voz.
Momentos
mais
tarde o homem apareceu na porta. “Eu sei por que você veio”, eu
lhe disse. “Você pode não perceber, mas sou muito forte; eu
poderia facilmente bater você numa luta, se eu quisesse. Mas não
descerei a seu nível. Mesmo assim, eu te aviso: não atravesse esta
porta!”
"Vamos
lá, profeta!”
ele
replicou.
“O
que você poderia fazer?”
"Eu
te avisei. Você se arrependerá.”
Ignorando
minhas palavras, ele entrou no quarto. No momento em que entrou, ele
caiu no chão gritando, “Estou pegando fogo! Estou pegando fogo!”
Levantando-se,
correu escada abaixo e para fora da casa. Segui atrás e o encontrei
rolando no
gramado da frente, ainda gritando, “Estou pegando fogo! Estou
pegando fogo!”
Quando
coloquei minha mão sobre ele, ele ficou bem, embora ainda
aterrorizado. “Não me toque!”
ele
gritou.
“Não
se aproxime!”
Ele
mandou sua irmã buscar suas coisas e partiu imediatamente.