"Winston Churchill," ele nos disse, "foi Napoleão. Napoleão quis conquistar a Inglaterra. Churchill, como Primeiro Ministro da Inglaterra, realizou aquela ambição. Napoleão quis destruir a Inglaterra. Como Churchill ele teve de governar um Império Britânico desintegrado. Napoleão foi mandado ao exílio, e depois voltou novamente ao poder. Churchill, do mesmo modo, foi expulso da política, e após algum tempo, voltou novamente ao poder."
É um fato interessante que Churchill, quando jovem, encontrou inspiração nas explorações militares de Napoleão.
"Hitler," o Mestre continuou, "foi Alexandre o Grande."
Um ponto interessante de comparação aqui é que, na guerra, ambos Hitler e Alexandre empregaram a estratégia dos ataques relâmpagos (blitzkrieg, como Hitler os chamava). No Oriente, é claro, onde as conquistas de Alexandre foram responsáveis pela destruição de grandes civilizações, seu codinome "o Grande" é dito sarcasticamente.
O Mestre esperava despertar em Hitler o bem conhecido interesse de Alexandre pelos ensinamentos da Índia, e assim dirigir as ambições do ditador para metas mais espirituais. Ele na verdade tentou ver Hitler em 1935, mas sua solicitação por uma entrevista foi negada.
"Mussolini", disse o Mestre, "foi Marco Antonio. Kaiser Wilhelm foi Julius César. Stalin foi Genghis Khan".
"Quem foi Franklin Roosevelt?" perguntei.
"Eu nunca disse a ninguém," o Mestre replicou com um sorriso. "Fiquei temeroso de me meter em encrencas!"
Abraham Lincoln, ele nos disse, tinha sido um yogi nos Himalayas que morreu com um desejo de ajudar a trazer à humanidade a igualdade racial. Seu nascimento como Lincoln foi com o propósito de satisfazer aquele desejo.
"Ele voltou neste século 20," disse o Mestre, "como Charles Lindbergh."
Charles Lindbergh tinha grande interesse em filosofia indiana. Talvez, tendo realizado seu desejo, como yogue, de trabalhar pela igualdade racial, e tendo rejeitado, como Lindbergh, a aclamação da qual se fez merecedor pelo sucesso de Lincoln, ele novamente se tornará em sua próxima vida um yogi.
Sobre pessoas santas, o Mestre disse que Theresa Neumann, a católica estigmatizada de Konnersreuth, Alemanha, foi Maria Madalena. "É por isso," ele nos disse, "que ela tinha aquelas visões da crucificação de Cristo."
"Lahiri Mahasaya," ele nos disse certa vez, "foi o maior santo de sua época. Numa vida anterior, ele foi o rei Janaka. Babaji o iniciou naquele palácio de ouro porque ele tinha vivido num palácio antes." O Mestre também disse a outro discípulo que Lahiri Mahasaya foi igualmente o grande místico medieval Kabir.
"Babaji," nos disse o Mestre, "é uma encarnação do maior profeta da Índia, Krishna."
O Mestre então revelou-nos que ele mesmo tinha sido o mais íntimo amigo e discípulo de Krishna, Arjuna. É fácil de acreditar que ele foi aquele poderoso guerreiro. O incrível poder da vontade, sua liderança inata e sua enorme força física, quando ele queria usá-la, tudo indicava alguém com as características de um poderoso herói.

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