8.1.14

COMO AGIR NA CRISE – Paul Brunton


Um grande e sagrado mistério jaz encerrado no ruidoso fracasso e na crise aflitiva do mundo. Quando a humanidade se vê com as costas voltadas para um muro intransponível, quando cuida haver chegado ao limite máximo dos desastres, quando a esmaga a agonia do desamparo total, ela está próxima, muito próxima da Porta.

Se, nesses momentos, ela reorientar seus pensamentos no mais sincero abandono de si mesma ao Divino e na mais completa humildade do ego; se ela, além disso, aceitar calmamente o menosprezo de todas as coisas terrenas que a sincera reflexão sobre sua situação deverá propiciar-lhe - terá chegado ao clímax de seu sofrimento exterior e de sua íntima derrota.

Se fazendo suas preces com paciência, arrependimento, desejo de reforma e aceitação do propósito mais alto da vida, estender os braços no escuro e suplicar a volta da Paz, não suplicará em vão. O Eu Supremo entrará em ação e tomará posse da mente consciente, ao menos por alguns momentos memoráveis.

O alívio surgirá misteriosamente e mãos salvadoras se estenderão para ela. Sobrevirá a coragem e lhe será dada a força para suportar o imutável, prometendo assim um coração tranquilo no meio de uma vida tormentosa (*).


*Nota: P.B. se refere aqui a possíveis tempos de profunda crise e desespero que poderão sobrevir para a humanidade, em razão do final da antiga era e começo da nova.

 

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