Pela lei do karma, quem não
prejudica o semelhante deixará de ser prejudicado, excetuando o que
lhe possa advir em conseqüência de más ações cometidas antes de
ter descoberto e enveredado pelo verdadeiro caminho.
Segundo a lei do karma, as
pessoas recebem aquilo que deram e fizeram aos outros. Esta crença
poderia aterrorizar as pessoas perante a possibilidade de terem uma
imensa reserva de experiências dolorosas “depositadas”, por
assim dizer, em sua conta, prontas a interferir como um fator
incalculável ou imprevisto nos seus planos presentes ou futuros.
Estes receios devem, porém,
ser afastados por duas razões. Uma, é que nossas vidas são uma
mistura de prazer e dor, daquilo que na maior parte das vezes podemos
chamar bom e mau, o que mostra que a contrair e pagar dívidas tem
sido e é sempre mais ou menos equilibrado, de maneira que não nos
podemos imaginar como tendo sido um monstro terrível que tivesse
deixado atrás de si uma grande quantidade de pecados.
A outra razão contra o receio
é a doutrina de que aquilo que fazemos agora, com uma generosidade
verdadeira, anula uma quantidade igual do antigo karma mau que ainda
não se revelou em nossa vida presente. A pessoa pode saldar o velho
karma com as boas ações espontaneamente praticadas. Por outro lado,
uma vez que os resultados das ações estão subordinados a nós,
isso significará que de agora em diante obteremos aquilo pelo qual
lutarmos.
Muitas pessoas ricas não
gostam da idéia da reencarnação, pois pensam que seria horrível
não terem seus bens. Mas se os ganharam ou os mereceram serão seus
no futuro, desde que não os tenham roubado por qualquer processo.
Há, contudo, na doutrina a
noção de que nem todos os karmas do passado podem ser agrupados ao
mesmo tempo, numa só existência. Por essa razão, dá-se o
agrupamento, durante uma vida, de um certo número de karmas
compatíveis. Sendo assim, uma pessoa que enriqueceu honestamente
pode ter outros karmas não amadurecidos que o farão voltar pobre em
vidas futuras.

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