15.7.17

O PRANA OU FORÇA VITAL – Ramacháraka


Absorvemos nossa provisão de Prana (ou Força Vital) dos alimentos que comemos, da água que bebemos, e em grande proporção do ar que respiramos. Temos também uma fonte mental de força, por meio da qual haurimos a energia dos grandes receptáculos de Energia, que formam a Mente Universal.

A Energia Vital é depositada no cérebro e nos grandes centros nervosos (chakras) do corpo, e daí é tirada para suprir as necessidades do sistema. Pelos fios do sistema nervoso é distribuída a todas as partes do corpo. Com efeito, cada nervo está sendo constantemente carregado de Força Vital; todas as vezes que se acha exausto, é novamente recarregado.

Cada nervo é um fio vivo, através do qual corre o fluxo de Força Vital. E além disso, cada célula do corpo contém sempre Energia Vital em grau maior ou menor.

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É sadio e robusto quem possui uma boa provisão de Força Vital, a qual passa a todas as partes do corpo, refrescando, estimulando e produzindo atividade e energia. E não se limita a isso sua ação, mas ainda circunda o corpo como uma aura, que pode ser sentida por pessoas com quem vem em contato.

Uma pessoa que não tem suficiente Força Vital manifesta má saúde, falta de vitalidade etc. e recupera suas condições normais só quando novamente absorve Vitalidade. Os médicos não negam a existência da Força Vital, embora difiram em suas teorias a respeito de sua natureza, mas julgam que não pode ser transferida além dos limites do sistema nervoso da pessoa que a produz ou manifesta.

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Esta opinião é, porém, inutilizada pelas experiências de milhares de pessoas que sabem que a Força Vital, ou Prana, chamai-o como quiserdes, pode ser transmitida ao corpo de uma terceira pessoa, que com essa transmissão se sente fortificada e revigorada.

Todas as pessoas têm mais ou menos Força Vital, e todas as pessoas têm a faculdade de aumentar sua provisão (através do pranayama) e de transmiti-la a outrem, curando assim doenças. Em outras palavras, todas as pessoas são terapeutas potenciais.


VIDA E ENSINAMENTOS DE PITÁGORAS - F. S. Darrow


I. A VIDA

Este mundialmente famoso instrutor grego da “Doutrina do Coração” nasceu em cerca de 580 a.C. na ilha de Samos e morreu em cerca de 500 a.C. Antes de seu nascimento foi profetizado a seu pai que um filho nasceria dele e seria um grande benfeitor da humanidade. Alguns declararam que Pitágoras era uma encarnação humana de Apolo. Relata-se que, quando ainda jovem, ele deixou sua cidade natal para iniciar uma série de viagens em busca dos sábios de todos os países, dos hindus e árabes no Oriente, aos Druidas da Gália no Ocidente.

Dizem que ele passou doze anos na Babilônia, conversando com os magos, que lhe ensinaram todos seus Mistérios. Passou ainda vinte e dois anos no Egito convivendo com os mais sábios hierofantes, e junto a eles dominou as três formas egípcias de escrita: a comum, a hieroglífica e a sacerdotal.

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Levou consigo uma carta pessoal de introdução de Amasis, o faraó da época, que escreveu aos hierofantes pedindo-lhes que iniciassem Pitágoras em seus Mistérios.

Pitágoras primeiro foi aos sacerdotes de Heliópolis, mas eles, devido às suspeitas que os egípcios tinham para com estrangeiros, embora hesitando desobedecer Amasis abertamente, recusaram-se a iniciar Pitágoras e o aconselharam que fosse à sagrada escola de Mênfis, porque era mais antiga que a de Heliópolis.

Em Mênfis ele encontrou a mesma situação e foi encaminhado à escola de Tebas, onde finalmente, após passar por severos testes que quase lhe custaram a vida, foi plenamente iniciado nos Mistérios Egípcios, e daí em diante teve livre acesso aos tesouros de conhecimento dos hierofantes.

Após deixar o Egito, Pitágoras retornou à Grécia através de Creta, onde ele desceu à caverna do monte Ida em companhia de Epimênides, o grande profeta e vidente cretense, que em agradecimento pela remoção de uma epidemia em Atenas no ano de 596 a.C., aceitou do povo apenas um galho da oliveira sagrada de Atena, a deusa, e recusou as grandes somas de dinheiro que lhe foram oferecidas, declarando que as dádivas espirituais não podem ser compradas ou vendidas.

De Epimênides e Themistoklea, a sacerdotisa do templo de Delfos, Pitágora recebeu mais conhecimento. No curso de suas viagens, ele se tornou um iniciado não apenas nos mistérios da Índia, Egito, Grécia e Gália, mas também nos de Tiro e Síria.

Pitágoras estudou os vários ramos de conhecimento, especialmente a matemática, astronomia, música, ginástica e medicina, e contribuiu grandemente para o desenvolvimento destas ciências entre os gregos.

Sua aparência pessoal era notável. Era muito belo e digno, trajava-se comumente em branco e usava uma longa barba. Nunca cedeu à dor, alegria ou ira, mas costumava cantar hinos de Homero, Hesíodo e Tales, para preservar a serenidade de sua mente, e era muito conhecido por seu poder de fazer amigos.

O elemento religioso era predominante em seu caráter, e toda sua vida foi dominada por motivos humanitários e filantrópicos. Opunha-se ao sacrifício animal, e em certa ocasião comprou grande quantidade de peixes, que tinham acabado de ser pegos numa rede, e os libertou para ensinar a bondade.

Pitágoras era um ocultista prático, e dizem que entendia a linguagem dos animais a ponto de conversar com eles e domar até mesmo os mais ferozes. Dizem que em certa ocasião foi visto e ouvido em lugares distantes, tais como a Itália e Sicília, no mesmo dia, uma impossibilidade física.

Relata-se também que curava os doentes, tinha o poder de expulsar espíritos maus, previa o futuro, reconhecia o caráter de uma pessoa só em olhá-la e tinha comunicação direta com os deuses.

Finalmente, na idade de cinqüenta anos, Pitágoras foi para o sul da Itália, após uma tentativa infrutífera de iniciar uma sociedade em sua cidade natal, e em 529 a.C. fundou a Irmandade Pitagórica e a Escola de Mistérios em Crotona.

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Ali atraiu muitas pessoas de todas as classes, incluindo muitos nobres e ricos da cidade, e logo escolas similares foram estabelecidas em outras cidades da Magna Grécia. Os candidatos eram aceitos sob invioláveis promessas de manter segredo e eram ligados a Pitágoras e aos outros membros pelos mais sagrados compromissos.

Sobre sua morte, uns dizem que foi banido de Crotona e se dirigiu a Metapontum, onde morreu devido a um jejum autoimposto de quarenta dias. Outros dizem que foi assassinado por seus inimigos quando o templo de Crotona foi destruído por Kylon devido a sua indignidade para ser admitido na Irmandade.

Em outras cidades onde havia escolas da Irmandade, todos os membros foram assassinados, com exceção de alguns mais jovens e fortes, que conseguiram escapar para o Egito. A partir de então, alguns membros da Irmandade mantiveram a tocha do conhecimento acesa durante séculos.

II. A ESCOLA

Era uma máxima pitagórica que "nem tudo deveria ser dito a todos." Portanto a admissão na sociedade era secreta e protegida pelas mais solenes formas de votos e iniciações. Os membros eram classificados como Ouvintes, Probacionários e Estudantes, que viviam com suas famílias na escola central dos Mistérios ou numa de suas filiais.

Qualquer candidato que tivesse uma vida honesta e correta era admitido como Ouvinte, mas apenas os mais dignos e preparados eram aceitos como Estudantes. Os Ouvintes que desejavam tornar-se Estudantes tinham de passar por um período probatório que durava de dois a cinco anos, durante os quais sua capacidade de manter-se em silêncio era testada, bem como seu temperamento, caráter e capacidade mental.

Bons conhecimentos de aritmética, geometria, astronomia e música eram requisitos preliminares para ser admitido à escola. Às mulheres também se permitia a admissão na Irmandade. Os membros eram fiéis ao líder e uns aos outros. Conseguiam reconhecer-se através de seus símbolos secretos.

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Os Estudantes usavam uma roupa especial e faziam votos. Eram treinados para suportar fadiga e falta de sono, usavam roupas simples, nunca se importavam com a censura e suportavam a zombaria com serenidade.

A Escola de Mistérios era uma escola da vida, não um monastério. Pitágoras não pretendia que seus discípulos se retirassem da vida ativa, mas ensinava-lhes a manter um comportamento calmo e um caráter elevado sob todas as circunstâncias.

Como era uma máxima de Pitágoras que "amigos devem possuir todas as coisas em comum," os novos membros, ao entrar na Escola, entregavam suas posses à Irmandade, que as adicionava ao tesouro comum.

Um Estudante poderia deixar a Escola a qualquer momento, e na sua partida era-lhe dado o dobro do que trouxera ao entrar, mas era a partir daí considerado como morto pelos membros leais.

Exigia-se pureza de vida e equilíbrio. Todos os membros comiam num refeitório comum em grupos de dez. A alimentação consistia principalmente de pão, mel e água. Alimentos derivados de animais e vinho eram proibidos. Muita importância era dada à musica e aos exercícios físicos.

Cada dia começava com uma meditação sobre como ele deveria ser melhor gasto, e terminava com um cuidadoso retrospecto. Os membros levantavam-se antes do nascer do sol e após o desjejum estudavam por várias horas, com intervalos de lazer passados em caminhadas solitárias e contemplação silenciosa. A hora anterior ao jantar era devotada aos exercícios físicos. À noite os estudantes visitavam Pitágoras e iam dormir com música.

III. OS ENSINAMENTOS

Pitágoras tinha duas formas de ensinar: uma pública ou exotérica, e a outra privada ou esotérica. Onde seus ensinamentos prevaleciam, a sobriedade e o equilíbrio tomavam o lugar da licenciosidade e da luxúria, pois os pitagóricos eram homens de vida correta, consciência e autocontrole, capazes de amizades duradouras.

(a) ENSINAMENTOS EXOTÉRICOS

Os ensinamentos públicos de Pitágoras consistiam de práticas morais e enfatizavam as virtudes do autocontrole, reverência, patriotismo, sinceridade, verdade, justiça e pureza de coração. Ele insistia sobre os ideais mais elevados do casamento e dos deveres familiares.
Ele costumava dizer: “A embriaguez é sinônimo de ruína. A força mental depende da sobriedade, pois esta mantém a razão não desviada pela paixão. Nunca diga ou faça nada, se estiver irado. A virtude é harmonia; a saúde é o Bem Universal.”

Estimulava seus discípulos a não matar animais, porque declarava que estes tinham o direito de viver, assim como o homem.

Faça o que considerar que é correto, pensem o que pensarem de você. Despreze igualmente a censura e o louvor. Não fale poucas coisas em muitas palavras, mas muitas coisas em poucas palavras. Acostume-se à obediência, pois assim será fácil obedecer à autoridade da razão. Ninguém deve considerar algo como exclusivamente seu. Cada homem deve treinar-se a fim de ser digno de ser acreditado sem necessidade de jurar.”

Um homem nunca deve orar pedindo algo para si mesmo, porque ele ignora o que é realmente bom para si. As melhores dádivas do céu para o homem são falar a verdade e fazer o bem. Aprenda a reverenciar seu Ser interior.”

(b) ENSINAMENTOS ESOTÉRICOS

Os ensinamentos esotéricos de Pitágoras tratavam de (1) Símbolos, (2) Números, isto é, o significado interno da aritmética e geometria, (3) Música, (4) o Homem e (5) a Terra e o Universo.

Os Números: (1) a Mônada é Deus e o bem, é a origem do ser e a Inteligência. A Mônada é o começo de tudo. A Unidade é o princípio de todas as coisas e da Unidade veio a dualidade, que é subordinada à Mônada como sua causa. (2) a Díade é a primeira figura, simboliza o caos ou espírito-matéria. (3) a tríade, que é a Mônada mais a díade, simboliza o Divino, tudo é simbolizado pelo número 3: começo, meio e fim; masculino, feminino e neutro etc. (4) a tétrade contém em germe a soma total do universo, as quatro estações, os quatro elementos, as quatro direções cardeais etc. (5) o pentário simboliza o homem. (6) o senário é composto de dois três e é considerado uma abreviação para o alfa e o ômega do crescimento evolucionário. (7) o setenário é o número perfeito, as sete cores, as sete notas musicais, os sete dias da semana etc. (8) a ogdóade simboliza o movimento eterno dos ciclos. (9) o nonário é o triplo ternário, reproduzindo a si mesmo incessantemente sob todas as formas e figuras. (10) a década traz de volta todos os dígitos à unidade e termina a tábua pitagórica.

Pitágoras também ensinava que a música era importante para controlar as paixões, que a música expressava a Harmonia das Esferas, isto é, dos corpos celestes. Declarava que a harmonia das esferas não é ouvida pelo ouvido humano comum, porque o som é poderoso demais para as capacidades do ouvido físico.

Pitágoras ensinava sobre os continentes anteriores, que foram destruídos alternadamente por fogo e água, e em particular sobre a lenda da Atlântida, incluindo uma história da invasão atlante na Grécia, por volta de 10.000 a.C., antes que os gregos vivessem nas terras gregas – uma invasão que foi repelida pelos habitantes da Atenas pré-histórica.

Em relação a nosso Sistema Solar, Pitágoras sabia não apenas que a Terra era esférica, mas também que o Sol, igualmente esférico, é o centro do Sistema – uma teoria redescoberta mais de 2.000 anos depois por Copérnico e Galileo.

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Pitágoras também explicou a obliquidade da eclíptica, as causas dos eclipses, que a Lua brilha pela luz refletida do Sol, e que a Via Láctea é composta de estrelas. Sustentava que o Universo não tem altura nem profundidade, mas que é infinito em extensão; que o Universo é criado por uma Deidade e que é perecível em relação à sua forma, mas que sua essência não pode ser destruída.


Ele declarou que toda a Natureza é viva, pois a Alma se estende a todas as coisas e as interpenetra. Acreditava que existe uma Alma Universal difundida em todas as coisas – eternal, invisível, imutável, e que desta Alma Universal provém a inteligência do homem e dos seres que lhe estão acima e abaixo.

A CURA ATRAVÉS DA AUTO-SUGESTÃO – Ramacháraka


A saúde física do homem depende, em grande parte, de sua auto-sugestão. Se ele mantém uma atitude de saúde, força, intrepidez, manifestará estas qualidades. E se anda com a mente cheia de idéias e pensamentos de uma natureza deprimente, seu corpo igualmente responderá a eles.

O medo é uma grande causa de doenças. O medo age sobre o sistema físico como um veneno, e seus efeitos se manifestam em várias direções. Removei o medo e tereis removido a causa do mal, e os sintomas desaparecerão gradualmente.

Quem quer tratar a si mesmo pode fazê-lo, dando-se sugestões. A parte de vós mesmos que tem o nome de Eu pode dar sugestões àquela parte da mente que percorre o organismo físico e maneja o corpo, desde a célula até o órgão.

Estas sugestões serão recebidas e elaboradas, se forem dadas com suficiente seriedade. Exercitai-vos na prática do reto pensar, que consiste em manter a mente numa atitude de alegria e coragem; estas duas coisas são a bateria de força.

Vede-vos mentalmente assim como desejais ser. E ponde-vos a pensar a respeito de vós mesmo como sendo aquilo, e vivei como devem viver os sãos. Falai a vós mesmo e dizei a vossa mente instintiva o que esperais que ela faça para vós, e insisti para que ela cuide do corpo físico e reconstrua novas células e novos tecidos e descarregue o velho material gasto e inútil. E ela vos obedecerá como um assistente ou ajudante bem exercitado, e começareis a manifestar saúde e força.


Falai à mente instintiva justamente assim como se fosse outra pessoa, encarregada de cuidar de vosso corpo, e dizei-lhe o que esperais que ela faça. Não hesiteis em fazê-lo com a maior seriedade; colocai vida em vossas ordens. Falai-lhe muito sério.

Dizei-lhe: “Eu, minha mente instintiva, preciso e quero que trabalhes melhor para mim e que faças as coisas devidamente. Estou cansado destas velhas perturbações e quero vencê-las. Eu como alimento nutritivo, e meu estômago é bastante forte para digeri-lo bem, e eu quero que tu lhe prestes a devida atenção. Eu bebo quantidade suficiente de água para eliminar de meu corpo o material gasto, e quero que tu cuides dos meus intestinos para que funcionem todos os dias regularmente. Quero que olhes que minha circulação seja suave e normal. Eu respiro devidamente e queimo o material gasto e inútil, oxigenando o sangue, e tu hás de fazer o resto. Trabalha como deves, faz a tua tarefa.”

Adicionai a isto algumas instruções que julgais úteis e depois vede como a mente instintiva fará seu trabalho. Dizei a vós mesmo: “Estou me tornando forte e são. Estou manifestando saúde”, etc.

3.7.17

O PROGRESSO ESPIRITUAL – Brian Weiss


Não se deixe vencer pela frustração, se notar que seu progresso espiritual parece bastante lento. O progresso na via espiritual não é linear. Muitas vezes dou por mim caindo na preguiça e deixando de meditar durante semanas a fio, até que me lembro e retomo a prática.

O que importa é a direção, não é a velocidade. Se sentir que está evoluindo no sentido de ser uma pessoa mais carinhosa, com uma maior capacidade de compaixão, de ser menos violenta, então saiba que está indo na direção certa.

Como eu, você também pode distrair-se, às vezes pode virar no lugar errado e andar um bocado perdido até achar o caminho de volta. Pode parecer que está a dar dois passos em frente e, a seguir, um passo para trás, mas daí não virá mal nenhum ao mundo.

É assim mesmo que as coisas se processam quando estamos na forma humana. A iluminação é um processo lento e árduo e requer dedicação e disciplina. Não há problema nenhum em descansar um pouco de vez em quando. Você não está andando para trás; está consolidando posições e descansando.

O progresso não é sempre linear. Você poderá estar muito avançado na área da caridade e da compaixão e comportar-se como um novato no que se refere à raiva ou à paciência. O importante é não se julgar a si próprio. Se não entrar no julgamento a si próprio, nem deixar que outros o façam por si, não haverá espaço para a frustração.

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KUNDALINI, SUSHUMNA E CHAKRAS – Joseph Campbell


A palavra Kundalini significa "a enrodilhada", e se refere à energia espiritual, considerada como enrodilhada sobre si mesma na maioria de nós e, na maior parte do tempo, tem sua sede na base do corpo, realmente bem no ânus.

A meta do ioga é empregar o controle da respiração e a meditação para desenrodilhar essa Kundalini, de forma que ela suba por um canal na espinha conhecido como Sushumna. E ao fazê-lo ela atravessa os diferentes níveis orgânicos que têm desempenho psicológico: os órgãos genitais (2º chakra), que são o centro do sexo, o umbigo (3º chakra), que está ligado à agressividade, o coração (4º chakra), que é a abertura de sua própria capacidade de compaixão, a garganta (5º chakra), que é o nível da austeridade ascética, e a mente (6º chakra), que é o nível da contemplação da imagem de Deus.

A garganta é o centro da verbalidade e está relacionada ao lado esquerdo do cérebro, tal como o centro de imagens está associado ao lado direito do cérebro.

Até atingir o nível do coração, você permanece na arte cinética, aquela da posse e da submissão. Considere a diferença entre a sensualidade sexual e o amor. É a diferença entre o segundo centro e o quarto. Dante, ao contemplar Beatriz, viu-a com o olho do coração. Ácteon, ao contemplar a deusa Ártemis, o fez com sensualidade. Este jovem caçador estava fora com seus cães e seguiu um regato até sua fonte, e lá estava Ártemis, a deusa se banhando nua com suas ninfas.

Ele a olhou com o olho não da contemplação de uma deusa, chakra quatro, mas chakra dois, ou seja, com desejo sexual. Ela fez com que ele fosse salpicado com um pouco de água, e ele foi transformado num cervo macho — o que poderíamos observar que era o que ele era em primeiro lugar — e seus cães o devoraram.

Qualquer referência abaixo do chakra quatro é perigosa pelo fato de ser cinética, nesse sentido, seja de desejo, seja de aversão.

Uma vez passei uma semana com psicanalistas, e minha função era dar palestras sobre o amor cortês. Eles não sabiam o que era isso. E eu me senti como se estivesse realmente no lugar errado, pois esses homens do conhecimento eram adeptos da análise de pessoas que se encontravam deslocadas.

Eles conheciam muito de pedagogia e de como ensinar as pessoas a viver, da mesma maneira que um coletor de lixo ensinaria como preparar uma boa refeição. Impressionou-me que a tentativa de resolver os problemas do chakra dois nos termos do chakra dois está simplesmente fadada ao fracasso.

Equilibrando Chakras #4 Anahata - O Amor

A luxúria não é curada por mais luxúria. A solução tem que ser encontrada nos termos do chakra quatro. Tampouco pode você resolver os problemas do chakra três nos termos do chakra três. A agressão não é remédio para a agressão.

A única maneira de você civilizar pequenos seres humanos brutais é civilizando-os, ou seja, abrindo seu chakra do coração. E se eles não conseguirem abrir o chakra do coração, você pode, ao menos, dar-lhes um sistema de regras civilizadas acerca de como viver, que os ajudará a atuar como se seu chakra do coração houvesse sido aberto.

Quando chega a iluminação e chega a compaixão, então você não precisa de regras que indiquem como agir compassivamente. Você será, então, espontaneamente compassivo.

Você não pode transformar um mau animalzinho num bom animalzinho tratando-o como se ele fosse um animal. Você tem que despertar o chakra do coração, que é o sentimento humano da compaixão e do entendimento, aquele do amor e não o da sensualidade sexual.

Entre os psicanalistas havia homens que disseram não saber o que era o amor, mas sabiam realmente o que era o fetichismo. Esta é certamente uma visão subterrânea da condição humana.

O animal humano é encontrado no sistema pélvico com aqueles três primeiros

chakras. Mas o coração é o começo da humanidade.

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2.7.17

UMA HISTÓRIA DE COMPAIXÃO – Joseph Campbell


Um guerreiro mesquinho, conhecido por sua implacável crueldade, presenciando a fuga de suas tropas que deixavam o campo em carreira impetuosa, teve também de fugir para não cair nas garras de seu rival.

Depois de tirar o uniforme e envergar a roupa azul de um camponês grosseiramente tecida em casa, correu como louco para as montanhas. Faminto e cansado, seguiu adiante, tão depressa quanto seu esgotado cavalo pôde levá-lo.

Ao chegar a segunda noite, sentiu-se bastante a salvo para passá-la num eremitério próximo da estrada. Descobrindo que os únicos habitantes eram um idoso lama mongólico e um rapazinho que ali trabalhava, agiu com brutal truculência, forçando-os a encher suas sacolas vazias com todas as coisas portáteis de valor que o eremitério continha. Roubar seus hospedeiros era, afinal, sua forma habitual de pagar a hospitalidade, pois a única função dos civis era permitir que os heróis vivessem bem.

Como as celas dos monges eram pequenas e sem conforto, ordenou que colocassem um divã na sala do santuário e ali, sem ficar perturbado pela luz de duas velas votivas que iluminavam uma estátua do Compassivo Kuan Yin, mergulhou num sono espasmódico.

Com pena de seu grosseiro perseguidor, o velho lama se esgueirou até o divã e, sentado de pernas cruzadas sobre as lajes, num local sombrio, começou a repetir o mantra OM MANI PADME HUM, num murmúrio que durou a noite toda; a não ser quando via o guerreiro agitar-se no sono, então verbalizava as sílabas silenciosamente, temendo perturbar o adormecido.

Não havia ressentimento no coração do velho, nenhum lamento pela perda dos valores, sem importância para ele, apenas o compassivo desejo de salvar o hóspede das conseqüências de sua loucura.

Durante a noite inteira, o guerreiro sonhou. Quadros e mais quadros surgiram em sua mente, de alegrias sentidas em vidas anteriores; neles, sempre havia alguém que o havia tratado com amor — a mãe, a irmã, algum amigo querido e assim por diante — mas todos esses episódios eram seguidos por outros, dilacerantes, nos quais ele via uma das pessoas queridas na aparência de uma de suas incontáveis vítimas; muitas e muitas vezes teve de suportar a dor de reviver seus atos de tortura, assassinato ou decapitação de alguém que reconhecia ser um generoso benfeitor em vida anterior.

Era insuportável, era horrível, ver-se como um feliz garoto sendo acarinhado por sua mãe que o adorava e depois como o brutal violador e executante da mesma pessoa amada noutra aparência facilmente reconhecível; fossem quais fossem as lágrimas e lamentações, ele não podia suster sua mão.



Despertou com a primeira luz da madrugada, o corpo banhado em suor, a mente enevoada pelo desprezo de si mesmo. De joelhos, caiu ante a imagem da Compassiva Kuan Yin e bateu sua cabeça nas lajes, num frenesi de remorso.

Entretanto, seguindo as instruções dadas na noite anterior, o rapazinho havia tirado o cavalo do estábulo e colocado nele os alforjes com os valores roubados. Tendo feito isso, ajudou o velho lama a levar para o hóspede uma refeição com chá quente, oferecendo-lhe o parco alimento de que dispunham naquele pobre lugar.

Depois, com grande espanto do rapazinho, o guerreiro, antes tão truculento, inclinou-se até o chão ante o lama e implorou para ser aceito como discípulo. "Não", foi a resposta. "A vida monástica não é para você. Continue o seu caminho. Se em qualquer tempo sua sorte melhorar, use seu poder e sua riqueza para o bem-estar dos oprimidos, lembrando que qualquer um deles pode ter sido seu pai, sua mãe ou seu amigo numa das vidas anteriores, pois as vidas de todos os seres sensíveis se interligam no passado durante eras inumeráveis."

Pasmo diante dessa íntima conexão entre aquelas palavras e seu pesadelo recente, o guerreiro implorou ao lama que lhe desse algo a que se apegasse nos anos futuros, ao que o velho respondeu: "Nada há no universo mais forte que o poder da compaixão. Apegue-se apenas a isso. Se os seus esforços, alguma vez, falharem, devido à carga do karma criminoso, que as palavras do mantra de Kuan Yin, OM MANI PADME HUM sejam o sinete do seu pacto para nunca mais ceder à crueldade e à avareza."

Assim o guerreiro, depois de devolver o roubo, partiu envergonhado. Dizem que, anos depois, alguns de seus antigos subordinados o encontraram ganhando seu arroz como arrieiro, empregado numa comunidade de monges em remoto mosteiro do cume oriental do Wu T'ai.

Os não-iniciados usam o Mani muitas vezes como feitiço protetor contra toda espécie de má sorte, seja do próprio indivíduo ou de outrem. Ele é pronunciado em momentos de perigo, entoado suavemente quando se conforta alguém em aflição e recitado mentalmente ou alto, em repetição infindável, pelos que buscam nascimento na Terra da Pureza. Inúmeros tibetanos morrem tendo nos lábios o Mani.



O YOGUE SAUBHARI – Joseph Campbell


Existiu certa vez um grande sábio, de nome Saubhari que, como todos os grandes sábios da Índia, era iniciado nos Vedas e dedicado apenas à virtude suprema. Por isso, ele tinha passado anos imerso na água, longe do mundo dos homens.

Não havia nenhum homem, rei, mulher ou inimigo que conseguisse trazê-lo de volta a este mundo ilusório, mas apenas certo peixe de considerável tamanho, que habitava as mesmas águas do santo. Com sua numerosa progênie de filhos e netos à volta, o peixe vivia muito feliz entre eles, brincando com eles dia e noite.

E Saubhari, o sábio, ao ser perturbado em sua concentração pelos respingos, percebeu a felicidade patriarcal do monarca do lago e permitiu-se pensar: "Que invejável é esta criatura que, embora nascida em tão modesta situação, brinca alegremente com seus filhos e netos! Ele desperta em minha mente o desejo de participar de tal prazer, divertindo-me assim com meus filhos".

E, decidido, Saubhari saiu da água e foi até o palácio de um poderoso rei chamado Mandhatri, pedir em casamento uma de suas filhas. O rei, informado da chegada do santo, levantou-se do trono para oferecer-lhe a hospitalidade usual, tratando-o com profundo respeito, e Saubhari então disse ao rei: "Decidi-me, ó Rei, a casar. Concedei-me, portanto, uma de vossas filhas. Não é prática dos príncipes de vossa linhagem recusar os desejos daqueles que vem a eles em busca de ajuda e sei, por isso, que não me desapontareis. Outros reis vivem na terra, a quem foram concedidas filhas, mas vossa família é, acima de todas, reconhecida pela sua generosidade. Tendes cinqüenta filhas. Concedei-me apenas uma".

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E o rei, considerando a pessoa do sábio, enfraquecido pela austeridade e idade avançada, sentiu-se disposto a recusar; mas temendo provocar a ira e a imprecação do santo homem, ficou perplexo e, baixando a cabeça, permaneceu absorto por um momento em seus próprios pensamentos.

Em seguida, o sábio, observando sua hesitação, disse: "Sobre o quê, ó Rajá, meditais? O que foi que pedi que não possa ser prontamente concedido? Ademais, se eu ficar satisfeito com a filha que ora deveis me dar, nada haverá no mundo que possais desejar sem conseguir". Mas o rei, com muito medo de desagradá-lo, respondeu-lhe: "Respeitável senhor, é costume desta casa que nossas filhas escolham, elas mesmas, entre os pretendentes de posição apropriada, e como seu pedido ainda não é conhecido de minhas filhas, não posso dizer se ele será tão bem-vindo a elas quanto o é a mim. Essa é a razão de minha reflexão; não sei o que fazer".

O sábio compreendeu. "Isso", ele pensou, "é um mero artifício do rei para esquivar-se de mim. Ele vê que sou velho, não tenho atrativos para as mulheres e provavelmente não serei escolhido por nenhuma de suas filhas. Bem, assim seja! Agirei da mesma forma que ele."

E disse: "Já que esse, ó Majestade, é o costume de vossa casa, ordenai que eu seja conduzido ao harém. Se alguma de vossas filhas quiser tomar-me como esposo, eu a tomarei como esposa, e se nenhuma quiser, deixemos que a culpa recaia sobre os anos que tenho e apenas sobre eles".

Mandhatri, com muito temor dele, foi assim obrigado a ordenar que o eunuco o conduzisse aos aposentos interiores, onde o sábio, enquanto adentrava, assumiu uma forma de tal beleza que de longe excedia a de qualquer mortal, e até mesmo os encantos dos seres celestiais.

E o eunuco disse: "Vosso pai manda-vos este sábio devoto, jovens damas, que veio a ele em busca de uma noiva. E o rei prometeu-lhe que não lhe recusará nenhuma que o escolher para marido".

As jovens, ao vê-lo e ouvir tal proclamação, ficaram imediatamente tomadas de desejo e, como uma manada de fêmeas elefantes disputando os favores de seu dono, alvoroçaram-se e empurraram-se mutuamente: "Fora, irmã, fora!" "Ele é meu escolhido." "Ele é meu." "Ele não é para ti." "Ele foi criado por Brahma para mim e eu para ele." "Fui eu quem o viu primeiro." "Tu não podes colocar-te entre nós."

De maneira que surgiu uma violenta contenda e, enquanto o "inocente" sábio era disputado pelas princesas aos gritos, o eunuco retornou ao rei e com a cabeça baixa relatou-lhe a rixa. O rei ficou surpreso. "O que!" exclamou. "Não é possível! O que devo fazer agora? O que é que eu fui prometer?"

E para cumprir com sua promessa ele teria que conceder ao velho visitante as cinqüenta. E assim, depois de desposar legalmente as cinqüenta filhas do rei, o sábio foi com elas para sua floresta, onde fez o mestre artesão dos deuses, o próprio Vishvakarman, construir-lhe cinqüenta palácios, um para cada uma de suas esposas, provendo cada um com luxuosos leitos, elegantes poltronas e outros móveis, jardins, agradáveis arvoredos e reservatórios d'água, onde o pato selvagem e outras aves aquáticas podiam brincar entre os lótus.

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E finalmente, em cada um havia uma despensa e um tesouro inesgotáveis para que as princesas pudessem entreter seus hóspedes e criadas com suas bebidas preferidas e alimentos de todos os tipos. Passado um tempo, o rei Mandhatri, com saudades das filhas e preocupado em saber como passavam, partiu para uma visita ao eremitério de Saubhari.

E quando chegou, viu diante de si uma galáxia de palácios de cristal, brilhando enfileirados tão intensamente quanto cinqüenta sóis, entre jardins esplendorosos e reservatórios de águas transparentes. Ao entrar em um, ele encontrou e abraçou efusivamente uma de suas filhas. "Querida filha", disse com lágrimas nos olhos, "dize-me como estás? Estás feliz? O grande sábio trata-te bem? Ou sentes saudades de teu primeiro lar?"

E ela respondeu: "Pai, tu próprio vês em que maravilhoso palácio estou vivendo, cercado de jardins e lagos encantadores onde o lótus floresce e os gansos selvagens grasnam. Tenho a comida mais deliciosa, os ungüentos mais raros, ornamentos preciosos e belas roupas, camas macias e todos os prazeres que a riqueza pode proporcionar. Por que então deveria sentir falta do palácio onde nasci? A ti devo tudo o que possuo. Entretanto, tenho apenas um problema, que é o seguinte: como meu marido jamais se ausenta do meu palácio, está sempre comigo, jamais pode ir ter com minhas irmãs. Estou preocupada com elas, devem sentir-se mortificadas por sua negligência. Esta é a única coisa que me preocupa".

O rei continuou a visitar uma por uma de suas filhas, abraçando-as, sentando-se com elas e fazendo a mesma pergunta — à qual todas deram a mesma resposta. E o rei, com o coração transbordando de felicidade, dirigiu-se então ao sábio Saubhari, que encontrou sozinho. Inclinou-se diante do sábio e agradecido dirigiu-se a ele, "Ó santo sábio, vi a maravilhosa evidência de seu grande poder: semelhantes faculdades miraculosas jamais vi ninguém possuir. Que grande recompensa por suas austeridades devotas!"

O rei, saudado respeitosamente pelo sábio, permaneceu com ele por algum tempo, compartilhando abundantemente dos prazeres daquele maravilhoso refúgio, e depois retornou, satisfeito, para seu palácio. As filhas tiveram, com o tempo, três vezes cinqüenta filhos, e a cada dia o amor de Saubhari por seus filhos aumentava, de maneira que seu coração ficou totalmente ocupado com o sentimento do eu.

"Estes meus filhos", ele adorava pensar, "encantam-me com suas conversas infantis. Eles aprenderão a caminhar. Eles crescerão e tornar-se-ão jovens e depois homens. Eu os verei casados e com filhos. E depois verei os filhos desses filhos."

Ele percebeu, entretanto, que a cada dia suas expectativas superavam o transcorrer do tempo; de maneira que, por fim, pensou: "Que louco! Não há fim para meus desejos. Mesmo que em dez mil anos ou cem mil anos, tudo o que desejo se realizasse, haveria ainda novos desejos surgindo em minha mente. Pois agora já vi meus filhos caminharem, assisti a sua juventude, maturidade, casamentos e progênie, e no entanto as expectativas continuam surgindo e minha alma anseia por ver a progênie de sua progênie. Assim que a vir, um novo desejo surgirá e quando se realizar, como posso prevenir o surgimento de ainda outros desejos? Finalmente descobri que não há fim para a esperança a não ser com a morte e que a mente perpetuamente ocupada com expectativas não pode unir-se ao espírito supremo. Minhas devoções, quando vivia imerso na água, foram interrompidas pelo envolvimento com meu amigo peixe. O resultado dessa relação foi meu casamento e o resultado de minha vida de casado o desejo insaciável. [...] A separação do mundo é o único caminho do sábio para a libertação final; da relação com o mundo podem surgir apenas inumeráveis erros. Agora, portanto, devo empenhar-me na salvação de minha alma".

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E tendo assim dialogado consigo mesmo, Saubhari deixou os filhos, a casa com todo seu esplendor e, acompanhado de suas esposas, foi viver na floresta, onde diariamente praticava as observâncias prescritas aos chefes de família, até ter abandonado todos os apegos.

Então, quando sua inteligência atingiu a maturidade, concentrou em seu espírito os fogos sagrados e se tornou um mendicante devoto. Depois disso, dedicando todos seus atos ao supremo, ele alcançou a condição de Firmeza (acyuta), que não conhece nenhuma mudança e não está sujeita às vicissitudes de nascimento, transmigração e morte.

A moral é obviamente que para o verdadeiro indiano o mundo não basta — mesmo o melhor que há no mundo, mesmo além do melhor. Seu objetivo supremo, portanto, está além deste mundo. E no entanto, as criaturas e os feitos do mundo têm para ele certos fascínios, que se apossam de suas faculdades em forma de ciladas.

A floresta, por isso, é o primeiro refúgio de seu coração anelante. Mas mesmo a floresta mostra seus encantos. Conseqüentemente, as portas dos próprios sentidos têm que ser fechadas. Contudo, no interior, também a respiração dá prazer. E mais fundo no interior? Sigamos, portanto, o iogue em sua busca da chama.