15.7.17

A CURA ATRAVÉS DA AUTO-SUGESTÃO – Ramacháraka


A saúde física do homem depende, em grande parte, de sua auto-sugestão. Se ele mantém uma atitude de saúde, força, intrepidez, manifestará estas qualidades. E se anda com a mente cheia de idéias e pensamentos de uma natureza deprimente, seu corpo igualmente responderá a eles.

O medo é uma grande causa de doenças. O medo age sobre o sistema físico como um veneno, e seus efeitos se manifestam em várias direções. Removei o medo e tereis removido a causa do mal, e os sintomas desaparecerão gradualmente.

Quem quer tratar a si mesmo pode fazê-lo, dando-se sugestões. A parte de vós mesmos que tem o nome de Eu pode dar sugestões àquela parte da mente que percorre o organismo físico e maneja o corpo, desde a célula até o órgão.

Estas sugestões serão recebidas e elaboradas, se forem dadas com suficiente seriedade. Exercitai-vos na prática do reto pensar, que consiste em manter a mente numa atitude de alegria e coragem; estas duas coisas são a bateria de força.

Vede-vos mentalmente assim como desejais ser. E ponde-vos a pensar a respeito de vós mesmo como sendo aquilo, e vivei como devem viver os sãos. Falai a vós mesmo e dizei a vossa mente instintiva o que esperais que ela faça para vós, e insisti para que ela cuide do corpo físico e reconstrua novas células e novos tecidos e descarregue o velho material gasto e inútil. E ela vos obedecerá como um assistente ou ajudante bem exercitado, e começareis a manifestar saúde e força.


Falai à mente instintiva justamente assim como se fosse outra pessoa, encarregada de cuidar de vosso corpo, e dizei-lhe o que esperais que ela faça. Não hesiteis em fazê-lo com a maior seriedade; colocai vida em vossas ordens. Falai-lhe muito sério.

Dizei-lhe: “Eu, minha mente instintiva, preciso e quero que trabalhes melhor para mim e que faças as coisas devidamente. Estou cansado destas velhas perturbações e quero vencê-las. Eu como alimento nutritivo, e meu estômago é bastante forte para digeri-lo bem, e eu quero que tu lhe prestes a devida atenção. Eu bebo quantidade suficiente de água para eliminar de meu corpo o material gasto, e quero que tu cuides dos meus intestinos para que funcionem todos os dias regularmente. Quero que olhes que minha circulação seja suave e normal. Eu respiro devidamente e queimo o material gasto e inútil, oxigenando o sangue, e tu hás de fazer o resto. Trabalha como deves, faz a tua tarefa.”

Adicionai a isto algumas instruções que julgais úteis e depois vede como a mente instintiva fará seu trabalho. Dizei a vós mesmo: “Estou me tornando forte e são. Estou manifestando saúde”, etc.

3.7.17

O PROGRESSO ESPIRITUAL – Brian Weiss


Não se deixe vencer pela frustração, se notar que seu progresso espiritual parece bastante lento. O progresso na via espiritual não é linear. Muitas vezes dou por mim caindo na preguiça e deixando de meditar durante semanas a fio, até que me lembro e retomo a prática.

O que importa é a direção, não é a velocidade. Se sentir que está evoluindo no sentido de ser uma pessoa mais carinhosa, com uma maior capacidade de compaixão, de ser menos violenta, então saiba que está indo na direção certa.

Como eu, você também pode distrair-se, às vezes pode virar no lugar errado e andar um bocado perdido até achar o caminho de volta. Pode parecer que está a dar dois passos em frente e, a seguir, um passo para trás, mas daí não virá mal nenhum ao mundo.

É assim mesmo que as coisas se processam quando estamos na forma humana. A iluminação é um processo lento e árduo e requer dedicação e disciplina. Não há problema nenhum em descansar um pouco de vez em quando. Você não está andando para trás; está consolidando posições e descansando.

O progresso não é sempre linear. Você poderá estar muito avançado na área da caridade e da compaixão e comportar-se como um novato no que se refere à raiva ou à paciência. O importante é não se julgar a si próprio. Se não entrar no julgamento a si próprio, nem deixar que outros o façam por si, não haverá espaço para a frustração.

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KUNDALINI, SUSHUMNA E CHAKRAS – Joseph Campbell


A palavra Kundalini significa "a enrodilhada", e se refere à energia espiritual, considerada como enrodilhada sobre si mesma na maioria de nós e, na maior parte do tempo, tem sua sede na base do corpo, realmente bem no ânus.

A meta do ioga é empregar o controle da respiração e a meditação para desenrodilhar essa Kundalini, de forma que ela suba por um canal na espinha conhecido como Sushumna. E ao fazê-lo ela atravessa os diferentes níveis orgânicos que têm desempenho psicológico: os órgãos genitais (2º chakra), que são o centro do sexo, o umbigo (3º chakra), que está ligado à agressividade, o coração (4º chakra), que é a abertura de sua própria capacidade de compaixão, a garganta (5º chakra), que é o nível da austeridade ascética, e a mente (6º chakra), que é o nível da contemplação da imagem de Deus.

A garganta é o centro da verbalidade e está relacionada ao lado esquerdo do cérebro, tal como o centro de imagens está associado ao lado direito do cérebro.

Até atingir o nível do coração, você permanece na arte cinética, aquela da posse e da submissão. Considere a diferença entre a sensualidade sexual e o amor. É a diferença entre o segundo centro e o quarto. Dante, ao contemplar Beatriz, viu-a com o olho do coração. Ácteon, ao contemplar a deusa Ártemis, o fez com sensualidade. Este jovem caçador estava fora com seus cães e seguiu um regato até sua fonte, e lá estava Ártemis, a deusa se banhando nua com suas ninfas.

Ele a olhou com o olho não da contemplação de uma deusa, chakra quatro, mas chakra dois, ou seja, com desejo sexual. Ela fez com que ele fosse salpicado com um pouco de água, e ele foi transformado num cervo macho — o que poderíamos observar que era o que ele era em primeiro lugar — e seus cães o devoraram.

Qualquer referência abaixo do chakra quatro é perigosa pelo fato de ser cinética, nesse sentido, seja de desejo, seja de aversão.

Uma vez passei uma semana com psicanalistas, e minha função era dar palestras sobre o amor cortês. Eles não sabiam o que era isso. E eu me senti como se estivesse realmente no lugar errado, pois esses homens do conhecimento eram adeptos da análise de pessoas que se encontravam deslocadas.

Eles conheciam muito de pedagogia e de como ensinar as pessoas a viver, da mesma maneira que um coletor de lixo ensinaria como preparar uma boa refeição. Impressionou-me que a tentativa de resolver os problemas do chakra dois nos termos do chakra dois está simplesmente fadada ao fracasso.

Equilibrando Chakras #4 Anahata - O Amor

A luxúria não é curada por mais luxúria. A solução tem que ser encontrada nos termos do chakra quatro. Tampouco pode você resolver os problemas do chakra três nos termos do chakra três. A agressão não é remédio para a agressão.

A única maneira de você civilizar pequenos seres humanos brutais é civilizando-os, ou seja, abrindo seu chakra do coração. E se eles não conseguirem abrir o chakra do coração, você pode, ao menos, dar-lhes um sistema de regras civilizadas acerca de como viver, que os ajudará a atuar como se seu chakra do coração houvesse sido aberto.

Quando chega a iluminação e chega a compaixão, então você não precisa de regras que indiquem como agir compassivamente. Você será, então, espontaneamente compassivo.

Você não pode transformar um mau animalzinho num bom animalzinho tratando-o como se ele fosse um animal. Você tem que despertar o chakra do coração, que é o sentimento humano da compaixão e do entendimento, aquele do amor e não o da sensualidade sexual.

Entre os psicanalistas havia homens que disseram não saber o que era o amor, mas sabiam realmente o que era o fetichismo. Esta é certamente uma visão subterrânea da condição humana.

O animal humano é encontrado no sistema pélvico com aqueles três primeiros

chakras. Mas o coração é o começo da humanidade.

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2.7.17

UMA HISTÓRIA DE COMPAIXÃO – Joseph Campbell


Um guerreiro mesquinho, conhecido por sua implacável crueldade, presenciando a fuga de suas tropas que deixavam o campo em carreira impetuosa, teve também de fugir para não cair nas garras de seu rival.

Depois de tirar o uniforme e envergar a roupa azul de um camponês grosseiramente tecida em casa, correu como louco para as montanhas. Faminto e cansado, seguiu adiante, tão depressa quanto seu esgotado cavalo pôde levá-lo.

Ao chegar a segunda noite, sentiu-se bastante a salvo para passá-la num eremitério próximo da estrada. Descobrindo que os únicos habitantes eram um idoso lama mongólico e um rapazinho que ali trabalhava, agiu com brutal truculência, forçando-os a encher suas sacolas vazias com todas as coisas portáteis de valor que o eremitério continha. Roubar seus hospedeiros era, afinal, sua forma habitual de pagar a hospitalidade, pois a única função dos civis era permitir que os heróis vivessem bem.

Como as celas dos monges eram pequenas e sem conforto, ordenou que colocassem um divã na sala do santuário e ali, sem ficar perturbado pela luz de duas velas votivas que iluminavam uma estátua do Compassivo Kuan Yin, mergulhou num sono espasmódico.

Com pena de seu grosseiro perseguidor, o velho lama se esgueirou até o divã e, sentado de pernas cruzadas sobre as lajes, num local sombrio, começou a repetir o mantra OM MANI PADME HUM, num murmúrio que durou a noite toda; a não ser quando via o guerreiro agitar-se no sono, então verbalizava as sílabas silenciosamente, temendo perturbar o adormecido.

Não havia ressentimento no coração do velho, nenhum lamento pela perda dos valores, sem importância para ele, apenas o compassivo desejo de salvar o hóspede das conseqüências de sua loucura.

Durante a noite inteira, o guerreiro sonhou. Quadros e mais quadros surgiram em sua mente, de alegrias sentidas em vidas anteriores; neles, sempre havia alguém que o havia tratado com amor — a mãe, a irmã, algum amigo querido e assim por diante — mas todos esses episódios eram seguidos por outros, dilacerantes, nos quais ele via uma das pessoas queridas na aparência de uma de suas incontáveis vítimas; muitas e muitas vezes teve de suportar a dor de reviver seus atos de tortura, assassinato ou decapitação de alguém que reconhecia ser um generoso benfeitor em vida anterior.

Era insuportável, era horrível, ver-se como um feliz garoto sendo acarinhado por sua mãe que o adorava e depois como o brutal violador e executante da mesma pessoa amada noutra aparência facilmente reconhecível; fossem quais fossem as lágrimas e lamentações, ele não podia suster sua mão.



Despertou com a primeira luz da madrugada, o corpo banhado em suor, a mente enevoada pelo desprezo de si mesmo. De joelhos, caiu ante a imagem da Compassiva Kuan Yin e bateu sua cabeça nas lajes, num frenesi de remorso.

Entretanto, seguindo as instruções dadas na noite anterior, o rapazinho havia tirado o cavalo do estábulo e colocado nele os alforjes com os valores roubados. Tendo feito isso, ajudou o velho lama a levar para o hóspede uma refeição com chá quente, oferecendo-lhe o parco alimento de que dispunham naquele pobre lugar.

Depois, com grande espanto do rapazinho, o guerreiro, antes tão truculento, inclinou-se até o chão ante o lama e implorou para ser aceito como discípulo. "Não", foi a resposta. "A vida monástica não é para você. Continue o seu caminho. Se em qualquer tempo sua sorte melhorar, use seu poder e sua riqueza para o bem-estar dos oprimidos, lembrando que qualquer um deles pode ter sido seu pai, sua mãe ou seu amigo numa das vidas anteriores, pois as vidas de todos os seres sensíveis se interligam no passado durante eras inumeráveis."

Pasmo diante dessa íntima conexão entre aquelas palavras e seu pesadelo recente, o guerreiro implorou ao lama que lhe desse algo a que se apegasse nos anos futuros, ao que o velho respondeu: "Nada há no universo mais forte que o poder da compaixão. Apegue-se apenas a isso. Se os seus esforços, alguma vez, falharem, devido à carga do karma criminoso, que as palavras do mantra de Kuan Yin, OM MANI PADME HUM sejam o sinete do seu pacto para nunca mais ceder à crueldade e à avareza."

Assim o guerreiro, depois de devolver o roubo, partiu envergonhado. Dizem que, anos depois, alguns de seus antigos subordinados o encontraram ganhando seu arroz como arrieiro, empregado numa comunidade de monges em remoto mosteiro do cume oriental do Wu T'ai.

Os não-iniciados usam o Mani muitas vezes como feitiço protetor contra toda espécie de má sorte, seja do próprio indivíduo ou de outrem. Ele é pronunciado em momentos de perigo, entoado suavemente quando se conforta alguém em aflição e recitado mentalmente ou alto, em repetição infindável, pelos que buscam nascimento na Terra da Pureza. Inúmeros tibetanos morrem tendo nos lábios o Mani.



O YOGUE SAUBHARI – Joseph Campbell


Existiu certa vez um grande sábio, de nome Saubhari que, como todos os grandes sábios da Índia, era iniciado nos Vedas e dedicado apenas à virtude suprema. Por isso, ele tinha passado anos imerso na água, longe do mundo dos homens.

Não havia nenhum homem, rei, mulher ou inimigo que conseguisse trazê-lo de volta a este mundo ilusório, mas apenas certo peixe de considerável tamanho, que habitava as mesmas águas do santo. Com sua numerosa progênie de filhos e netos à volta, o peixe vivia muito feliz entre eles, brincando com eles dia e noite.

E Saubhari, o sábio, ao ser perturbado em sua concentração pelos respingos, percebeu a felicidade patriarcal do monarca do lago e permitiu-se pensar: "Que invejável é esta criatura que, embora nascida em tão modesta situação, brinca alegremente com seus filhos e netos! Ele desperta em minha mente o desejo de participar de tal prazer, divertindo-me assim com meus filhos".

E, decidido, Saubhari saiu da água e foi até o palácio de um poderoso rei chamado Mandhatri, pedir em casamento uma de suas filhas. O rei, informado da chegada do santo, levantou-se do trono para oferecer-lhe a hospitalidade usual, tratando-o com profundo respeito, e Saubhari então disse ao rei: "Decidi-me, ó Rei, a casar. Concedei-me, portanto, uma de vossas filhas. Não é prática dos príncipes de vossa linhagem recusar os desejos daqueles que vem a eles em busca de ajuda e sei, por isso, que não me desapontareis. Outros reis vivem na terra, a quem foram concedidas filhas, mas vossa família é, acima de todas, reconhecida pela sua generosidade. Tendes cinqüenta filhas. Concedei-me apenas uma".

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E o rei, considerando a pessoa do sábio, enfraquecido pela austeridade e idade avançada, sentiu-se disposto a recusar; mas temendo provocar a ira e a imprecação do santo homem, ficou perplexo e, baixando a cabeça, permaneceu absorto por um momento em seus próprios pensamentos.

Em seguida, o sábio, observando sua hesitação, disse: "Sobre o quê, ó Rajá, meditais? O que foi que pedi que não possa ser prontamente concedido? Ademais, se eu ficar satisfeito com a filha que ora deveis me dar, nada haverá no mundo que possais desejar sem conseguir". Mas o rei, com muito medo de desagradá-lo, respondeu-lhe: "Respeitável senhor, é costume desta casa que nossas filhas escolham, elas mesmas, entre os pretendentes de posição apropriada, e como seu pedido ainda não é conhecido de minhas filhas, não posso dizer se ele será tão bem-vindo a elas quanto o é a mim. Essa é a razão de minha reflexão; não sei o que fazer".

O sábio compreendeu. "Isso", ele pensou, "é um mero artifício do rei para esquivar-se de mim. Ele vê que sou velho, não tenho atrativos para as mulheres e provavelmente não serei escolhido por nenhuma de suas filhas. Bem, assim seja! Agirei da mesma forma que ele."

E disse: "Já que esse, ó Majestade, é o costume de vossa casa, ordenai que eu seja conduzido ao harém. Se alguma de vossas filhas quiser tomar-me como esposo, eu a tomarei como esposa, e se nenhuma quiser, deixemos que a culpa recaia sobre os anos que tenho e apenas sobre eles".

Mandhatri, com muito temor dele, foi assim obrigado a ordenar que o eunuco o conduzisse aos aposentos interiores, onde o sábio, enquanto adentrava, assumiu uma forma de tal beleza que de longe excedia a de qualquer mortal, e até mesmo os encantos dos seres celestiais.

E o eunuco disse: "Vosso pai manda-vos este sábio devoto, jovens damas, que veio a ele em busca de uma noiva. E o rei prometeu-lhe que não lhe recusará nenhuma que o escolher para marido".

As jovens, ao vê-lo e ouvir tal proclamação, ficaram imediatamente tomadas de desejo e, como uma manada de fêmeas elefantes disputando os favores de seu dono, alvoroçaram-se e empurraram-se mutuamente: "Fora, irmã, fora!" "Ele é meu escolhido." "Ele é meu." "Ele não é para ti." "Ele foi criado por Brahma para mim e eu para ele." "Fui eu quem o viu primeiro." "Tu não podes colocar-te entre nós."

De maneira que surgiu uma violenta contenda e, enquanto o "inocente" sábio era disputado pelas princesas aos gritos, o eunuco retornou ao rei e com a cabeça baixa relatou-lhe a rixa. O rei ficou surpreso. "O que!" exclamou. "Não é possível! O que devo fazer agora? O que é que eu fui prometer?"

E para cumprir com sua promessa ele teria que conceder ao velho visitante as cinqüenta. E assim, depois de desposar legalmente as cinqüenta filhas do rei, o sábio foi com elas para sua floresta, onde fez o mestre artesão dos deuses, o próprio Vishvakarman, construir-lhe cinqüenta palácios, um para cada uma de suas esposas, provendo cada um com luxuosos leitos, elegantes poltronas e outros móveis, jardins, agradáveis arvoredos e reservatórios d'água, onde o pato selvagem e outras aves aquáticas podiam brincar entre os lótus.

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E finalmente, em cada um havia uma despensa e um tesouro inesgotáveis para que as princesas pudessem entreter seus hóspedes e criadas com suas bebidas preferidas e alimentos de todos os tipos. Passado um tempo, o rei Mandhatri, com saudades das filhas e preocupado em saber como passavam, partiu para uma visita ao eremitério de Saubhari.

E quando chegou, viu diante de si uma galáxia de palácios de cristal, brilhando enfileirados tão intensamente quanto cinqüenta sóis, entre jardins esplendorosos e reservatórios de águas transparentes. Ao entrar em um, ele encontrou e abraçou efusivamente uma de suas filhas. "Querida filha", disse com lágrimas nos olhos, "dize-me como estás? Estás feliz? O grande sábio trata-te bem? Ou sentes saudades de teu primeiro lar?"

E ela respondeu: "Pai, tu próprio vês em que maravilhoso palácio estou vivendo, cercado de jardins e lagos encantadores onde o lótus floresce e os gansos selvagens grasnam. Tenho a comida mais deliciosa, os ungüentos mais raros, ornamentos preciosos e belas roupas, camas macias e todos os prazeres que a riqueza pode proporcionar. Por que então deveria sentir falta do palácio onde nasci? A ti devo tudo o que possuo. Entretanto, tenho apenas um problema, que é o seguinte: como meu marido jamais se ausenta do meu palácio, está sempre comigo, jamais pode ir ter com minhas irmãs. Estou preocupada com elas, devem sentir-se mortificadas por sua negligência. Esta é a única coisa que me preocupa".

O rei continuou a visitar uma por uma de suas filhas, abraçando-as, sentando-se com elas e fazendo a mesma pergunta — à qual todas deram a mesma resposta. E o rei, com o coração transbordando de felicidade, dirigiu-se então ao sábio Saubhari, que encontrou sozinho. Inclinou-se diante do sábio e agradecido dirigiu-se a ele, "Ó santo sábio, vi a maravilhosa evidência de seu grande poder: semelhantes faculdades miraculosas jamais vi ninguém possuir. Que grande recompensa por suas austeridades devotas!"

O rei, saudado respeitosamente pelo sábio, permaneceu com ele por algum tempo, compartilhando abundantemente dos prazeres daquele maravilhoso refúgio, e depois retornou, satisfeito, para seu palácio. As filhas tiveram, com o tempo, três vezes cinqüenta filhos, e a cada dia o amor de Saubhari por seus filhos aumentava, de maneira que seu coração ficou totalmente ocupado com o sentimento do eu.

"Estes meus filhos", ele adorava pensar, "encantam-me com suas conversas infantis. Eles aprenderão a caminhar. Eles crescerão e tornar-se-ão jovens e depois homens. Eu os verei casados e com filhos. E depois verei os filhos desses filhos."

Ele percebeu, entretanto, que a cada dia suas expectativas superavam o transcorrer do tempo; de maneira que, por fim, pensou: "Que louco! Não há fim para meus desejos. Mesmo que em dez mil anos ou cem mil anos, tudo o que desejo se realizasse, haveria ainda novos desejos surgindo em minha mente. Pois agora já vi meus filhos caminharem, assisti a sua juventude, maturidade, casamentos e progênie, e no entanto as expectativas continuam surgindo e minha alma anseia por ver a progênie de sua progênie. Assim que a vir, um novo desejo surgirá e quando se realizar, como posso prevenir o surgimento de ainda outros desejos? Finalmente descobri que não há fim para a esperança a não ser com a morte e que a mente perpetuamente ocupada com expectativas não pode unir-se ao espírito supremo. Minhas devoções, quando vivia imerso na água, foram interrompidas pelo envolvimento com meu amigo peixe. O resultado dessa relação foi meu casamento e o resultado de minha vida de casado o desejo insaciável. [...] A separação do mundo é o único caminho do sábio para a libertação final; da relação com o mundo podem surgir apenas inumeráveis erros. Agora, portanto, devo empenhar-me na salvação de minha alma".

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E tendo assim dialogado consigo mesmo, Saubhari deixou os filhos, a casa com todo seu esplendor e, acompanhado de suas esposas, foi viver na floresta, onde diariamente praticava as observâncias prescritas aos chefes de família, até ter abandonado todos os apegos.

Então, quando sua inteligência atingiu a maturidade, concentrou em seu espírito os fogos sagrados e se tornou um mendicante devoto. Depois disso, dedicando todos seus atos ao supremo, ele alcançou a condição de Firmeza (acyuta), que não conhece nenhuma mudança e não está sujeita às vicissitudes de nascimento, transmigração e morte.

A moral é obviamente que para o verdadeiro indiano o mundo não basta — mesmo o melhor que há no mundo, mesmo além do melhor. Seu objetivo supremo, portanto, está além deste mundo. E no entanto, as criaturas e os feitos do mundo têm para ele certos fascínios, que se apossam de suas faculdades em forma de ciladas.

A floresta, por isso, é o primeiro refúgio de seu coração anelante. Mas mesmo a floresta mostra seus encantos. Conseqüentemente, as portas dos próprios sentidos têm que ser fechadas. Contudo, no interior, também a respiração dá prazer. E mais fundo no interior? Sigamos, portanto, o iogue em sua busca da chama.



30.6.17

ALMAS-GRUPO E ALIMENTAÇÃO CARNÍVORA – Ramatis


Os animais, na evolução, possuem uma organização mais avançada que as pedras e as árvores, sendo almas-grupo diferentes entre si, ou tipos de colônias vibratórias correspondendo às necessidades evolutivas das diversas espécies. Portanto, os espíritos, estagiando em corpos de animais, necessitam das experiências vitais no orbe, de acordo com a posição evolutiva em que se encontram, buscando galgar os degraus rumo ao estágio hominal, do mesmo modo que os humanos vivenciam múltiplas situações que os acicatam para a formação da futura consciência angélica que permitirá o ingresso nos planos "celestiais".

Chega um momento em que as espécies animais adquirem os primeiros sinais de emotividade, num psiquismo ainda embrutecido. A lógica sideral condiciona a aquisição de impulsos psíquicos emocionais à formação de corpos físicos afins, para abrigar os princípios espirituais reencarnantes das diversas espécies.

Assim, se evidenciam nas massas nervosas cérebro-encefálicas os primeiros lapsos de formação das células orgânicas que tecerão futuramente a glândula pineal. A partir desse estágio, de animais reunidos em espécies nas almas-grupo, gradativamente vão desaparecendo as amarras que os ligam a seus pares e quanto mais alcançarem impulsos de emotividade, mais darão margem ao nascimento em espécies individualizadas.

Ocorre que os homens, em sua insanidade coletiva, matam diariamente milhões de vacas, porcos e aves, espécies que se encontram mais próximas do estágio evolutivo que descrevemos e que já obtiveram escassos rudimentos de emotividade, tendo capacidade de vincular-se emocionalmente ao homem em suas encarnações.

Como estão aprisionadas nas criações pecuárias intensivas, impedidas de uma experiência natural em suas curtas vidas, artificialmente manipuladas para engordarem e se reproduzirem, além de violentamente assassinadas em vossos matadouros, imprime-se no seu psiquismo nascente o medo dessas experiências e o horror da morte fatídica e cruel. Por isso, aportam ao plano astral bilhões de duplos espirituais morbidamente modificados pelas experiências terrenas aviltantes, o que mantém as almas-grupo correspondentes totalmente distorcidas, formando gigantescos condensadores energéticos de vibrações altamente deletérias e pestilentas que "emperram" a sua evolução e a encarnação de quantidades maiores de espíritos mais evoluídos no orbe.

Então, continuam encarnando hordas de espíritos rebeldes, calcetas, assassinos, déspotas, violentos, pois sobre eles se instala intenso magnetismo telúrico mantido pelo tônus vital etéreo dos milhões de litros de sangue derramados.

Almas-grupo "aleijadas" flutuam adjacentes à crosta planetária, densas, escurecidas, um cenário pintado de vultos disformes em telas gigantes (egrégoras). As conseqüências são nefastas para os habitantes da crosta, pelo mecanismo natural de ressonância vibratória que incide sobre as populações que estão sob o raio de influência dessas egrégoras, intensificando-lhes no psiquismo os estados violentos das almas enfermas.

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Aí estão as guerras fratricidas, os assassinatos grupais, os assaltos, os acidentes de trânsito, os vícios, a cobiça ensandecida da indústria de proteínas animais, a pobreza e a fome de muitas nações, mantendo um roteiro de tresloucado drama existencial.

Este drama é diretamente alimentado por bilhões de bocas carnívoras, entorpecidas pelo hábito aviltante de comer retalhos e vísceras de animais, que escravizam as almas-grupo dos irmãos menores do orbe na vã tentativa de satisfazer o insaciável apetite.

Logo, como o que está em cima está embaixo, e o que está em baixo está em cima, repercute na existência humana terrícola o sofrimento, os lamentos e urros de pavor ecoados dos animais aprisionados artificialmente e trucidados nos matadouros, frigoríficos e charqueadas, excluídos das necessárias e naturais experiências na matéria para sua evolução.

Criam-se então gigantescos campos magnéticos, massas mentais coletivas que emitem ininterruptamente vibrações de emoções aviltantes (energias destrutivas) aos habitantes dos dois planos de vida, encarnados e desencarnados.

Continuando essa situação anômala, somente uma mudança geográfica no planeta fará alterarem-se as consciências, libertando-as das relações escravizadoras dos irmãos menores. Em breve, não haverá mais áreas disponíveis para criar, alimentar e matar bilhões de animais, artificialmente mantidos para saciar outros bilhões de bocas carnívoras, enquanto grande parte da população não terá o que comer, por falta de grãos que servem para produzir ração animal. Também escassearão as hortaliças e verduras, pela absoluta inexistência de terra para o plantio agrícola.


23.6.17

ALIMENTAÇÃO CARNÍVORA E CRUELDADE – Ramatis


Através dos milênios, seja por questões alimentares, religiosas, mercantis ou devocionais, os homens vêm cometendo atrocidades contra o mundo animal que deixariam qualquer nativo "primitivo" estarrecido.

Milhões de animais são retirados das matas para serem vendidos. Em seguida, são mutilados, envenenados, queimados e expostos à ação de diversos componentes químicos para testar vossos cosméticos e artigos de higiene e limpeza. Entre gôndolas perfumadas e corredores refrigerados, acondicionados nas embalagens coloridas e nos corredores com música ambiente, esconde-se o suplício de dor e sofrimento dessas pequenas almas-grupo que procuram estagiar no orbe. São despedaçados, ficam cegos, mancos, sem peles, bicos e unhas, para servirem de teste e verificarem os efeitos internos das novas substâncias pesquisadas por uma indústria esfomeada por lucros; suas entranhas são arrancadas, raspadas e feridas até a morte.

Em vossos rodeios modernos, por trás das apoteoses ensaiadas, escondem-se dolorosos estímulos no saco escrotal dos animais, nos momentos em que os touros bravos saem para as arenas. Pregos, pedras e outros objetos cortantes e pontiagudos, firmemente colocados sob a cela, garantem o sucesso do espetáculo. Reforçam-se as performances com as esporas afiadas aplicadas com força na região do baixo ventre do animal esbravejante.

Dando total garantia ao espetáculo, choques elétricos podem ser aplicados nas partes sensíveis, antes da entrada para o show. Pimenta e terebentina, associadas a outros princípios abrasivos passados no corpo do animal, garantem a satisfação dos espectadores ansiosos em seus camarotes confortáveis.

Touro na arena é brincadeira de criança diante da adulta farra do boi. Conduzido do seu estábulo e solto no meio da rua, é perseguido por pessoas armadas de porretes, pedras, facas e lanças. Ferido até arrancarem seu rabo, no final do festim cruel é morto, e sua carne enrijecida pelas descargas elétrico-nervosas de pavor e medo é repartida entre os esfomeados participantes.

Vossos circos pomposos acorrentam os animais em gaiolas sujas, deixando-os ao sol em altas temperaturas. Nos seus olhos, troncos e pernas, o chicote acicata-os firmemente. Focinheiras apertadas e coleiras estranguladoras garantem o espetáculo da noite. São "treinados" com choques elétricos e chapas quentes para pisar, além de chibatadas.

Quanto ao carnivorismo, já dizia Gandhi:"A grandeza de uma nação pode ser avaliada pela forma como são tratados os animais". As aves ficam dias sem dormir em ambiente extremamente apertado e com luz, sem se mexerem, levadas ao desespero. Martirizadas, os seus bicos são cortados com lâmina quente, sem anestesia, para que não se ataquem uma às outras no desespero a que são submetidas e apertadas.

Da mesma forma, os suínos são confinados em jaulas. O odor brutal de suas fezes fere suas narinas sensíveis, que não mais resfolegam na lavagem de restos de comidas humanas, que é substituída pelas rações cheias de hormônios para a engorda e crescimento descomunal.

Alguns morrem imóveis pela obesidade, recusando-se a comer e a beber; outros se atacam violentamente, mutilando seus rabos, o que leva os criadores a cortarem-nos. Quanto menor o movimento, mais rápido o animal engorda e maior é o lucro.

A produção dos bifes dos tenros bezerros, tão apreciados pelas classes abastadas nos grelhados dos almoços dominicais, obriga-os, desde os primeiros instantes do nascimento, a ficar separados das mães, violentando-os no mais forte instinto natural de sobrevivência, natural aos mamíferos.

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Para suas carnes manterem-se tenras, vossos pecuaristas os deixam imobilizados a fim de não enrijecerem os músculos. Quanto mais rápido crescerem e engordarem, mais sofrem. Para suas carnes ficarem brancas, recebem dieta pobre em ferro. Muitos não resistem e morrem antes do abate. Quando chegam aos cem quilos, algo próximo aos quatro meses de suplício, são abatidos.

As vacas leiteiras são apartadas dos filhotes e o leite é extraído com máquinas de sucção. Após um certo tempo, suas mamas inflamam, sangram e transferem resíduos de pus e sangue infectado para o leite extraído, que será pasteurizado para chegar em caixas de alumínio até vós, acondicionamento metalizado que demora centenas de anos para desintegrar-se junto à natureza. O gado leiteiro vive em média cinco anos em confinamento (sem ver o Sol, sem andar, num espaço exíguo), sendo sugado pelos vampiros mecânicos inventados pelo homem, ao invés de uma existência de 25 anos, que seria o normal.

Nos grandes abatedouros modernos, centenas de milhões de frangos, carneiros, porcos, cabritos, perus, gansos, patos, bois, javalis, são diariamente mortos sem piedade, recebendo um disparo de pistola pneumática com estilete ou agulha, que recorta a medula espinhal.

Nos abatedouros menores, muitos clandestinos, são sacrificados a golpes de marretas na cabeça. Após caídos, são suspensos por trás por correntes e têm suas veias carótidas cortadas. As vísceras são usadas para fazer finos patês e o sangue coletado para servir de farinha e alimentar animais.

Muitos abatedouros utilizam choques elétricos, especialmente os de suínos. Os porcos ficam em jejum para "limparem" o aparelho digestivo, passam por um corredor que os afunila e os molha para, no final, receberem irmã carga elétrica mortífera na cervical. As aves também ficam de cabeça para baixo, recebem choques elétricos e são sangradas no céu da boca.

Vosso famoso peru de Natal é engordado em criadouros de forma intensiva. São "depósitos" sem janela e mal-iluminados, a fim de reduzir a agressividade de uns com os outros. O espaço reduzido produz ferimentos nos joelhos e quadris, úlceras nos pés e bolhas nos peitos. Muitos dos perus têm os bicos arrancados com uma lâmina em brasa para reduzir os ferimentos. Os perus mais pesados são suspensos pelos pés, durantes minutos. Em seguida, recebem um banho de água eletrificada, têm suas gargantas cortadas e são mergulhados em água fervente para serem depenados. A maioria deles vai para a água fervente ainda vivo, com os seus duplos espirituais acoplados nos organismos físicos.

Grande tristeza é a indústria de patê foie-gras para satisfazer os paladares mais refinados. Os gansos são agarrados pelo pescoço e lhes inserem funis e tubos metálicos de alimentação que vão até o estômago. Impedidos de dormir, uma alavanca bombeia ração ininterruptamente, com o objetivo de engorda e aumento das vísceras, algo como se fôsseis obrigados a comer 15 quilos de macarrão por dia, colocado em vossas gargantas.

Nos pescoços das aves é colocado um anel elástico para não regurgitarem, garantindo o sobrepeso almejado para a lucratividade famélica da indústria. Após quatro semanas, os patos e gansos estão com os fígados inchados até doze vezes o tamanho normal. Apenas os machos são utilizados para fazer vossos deliciosos patês e antepastos de vísceras. As fêmeas são amontoadas em sacos e jogadas em latões de água escaldante. As que sobrevivem são mortas tendo as cabeças dilaceradas.

Ao comer vossos canapés regados a champanhe, lembrai-vos desses irmãos menores do orbe. Ao remeter para vossas bocas os quitutes saborosos cobertos desses patês, lembrai-vos que o mesmo Deus que vos criou é Pai desses irmãos menores.

Trata-se de uma indústria cruel, mantida para cidadãos que se dizem de fino paladar. Infelizmente, ainda existem rituais religiosos que matam os animais. Um rito chamado Kosher é uma forma religiosa de abate utilizada por judeus e provém de épocas anteriores ao nascimento de Jesus. O boi é pendurado vivo por grilhões nas patas traseiras. Ao se debater freneticamente de terror, mugindo e babando com a língua de fora, suas pernas são quebradas e é degolado com uma faca sacerdotal, que tem essa única finalidade.

Segue-se toda uma liturgia para analisar se o boi foi sacrificado com o corte adequado e se sua alma (duplo) serviu como oferenda para "Deus". Ao contrário, se for recusado pelos sacerdotes, novo boi deve ser levado ao suplício sacrificial e assim sucessivamente.

Em muitos de vossos países comem-se cães e gatos. No Vietnã, os cachorros são retirados de gaiolas, escolhidos pelas donas de casa nas feiras. Com um pau de gancho na ponta, são espetados no pescoço e jogados vivos em água fervente. São servidos em mercados e restaurantes, acreditando-se que sua carne é afrodisíaca.

Na China, existe fondue de cachorro em que são servidos são-bernardos. Essa indústria de abate canino é mais lucrativa que a de porcos, vacas ou galinhas e está crescendo assustadoramente.

Para nossas considerações não se tornarem demasiado chocantes, já que teríamos muitos outros relatos fatídicos que deixariam qualquer sacerdote religioso antigo estarrecido, ou pajé de penacho em pé, finalizemos este capítulo relembrando Jesus, o Cordeiro de Deus, que se deixou sacrificar para libertar as consciências da mortandade religiosa.

Resta aos homens que ainda matam em nome do sagrado libertarem-se desse atavismo milenar, e aos tantos outros que não assassinam os animais em ritos religiosos, mas que saciam seus estômagos esfomeados com restos dos cadáveres de nossos irmãos menores, educarem-se, contribuindo para a transição planetária que se avizinha.

Em breve a verdade prevalecerá e mudanças se implementarão na consciência coletiva para a inevitável sustentação equilibrada do planeta.