7.10.17

O UNIVERSO EM QUE VIVEMOS – Joanna de Angelis




Observando-se o Universo, são detectadas aproximadamente mais de cem bilhões de galáxias, sendo que aquela na qual se encontra a Terra é constituída de duzentos e cinquenta bilhões de estrelas, qual nuvem de poeira sideral espraiando-se pelos espaços imensuráveis do Cosmo.

Segundo alguns estudiosos, especializados em astronomia, nossa galáxia teria a forma de um hiperbolóide tetradimensional, que mereceu de Albert Einstein a conceituação de ser um hipercilindro tetradimensional, com uma extensão de cento e vinte mil anos-luz e um diâmetro de trinta mil anos-luz... Nesse colosso, o Sistema Solar quase não tem significado, podendo ser considerado um perdido grânulo de pó, sem qualquer sentido astronômico.

Reflexionando-se que o Big Bang, que teria dado início ao Cosmo, ocorreu há quinze bilhões de anos - dado, aliás, muito discutido, em razão de haver-se detectado estrelas cuja origem remontaria a época muito mais recuada - partindo-se da premissa materialista de que todos os astros aí se originaram, aqueles astros que se hajam deslocado do epicentro e conseguido condensar-se com maior anterioridade do que a Terra possuiriam condições específicas para manifestar a vida, que agora estaria em um estágio mais adiantado do que a do homem contemporâneo.

Desse modo, em nossa galáxia, se for levada em conta a possibilidade de que ao redor de cada estrela se apresentam em órbita gravitacional alguns planetas, seria óbvio supor-se que se encontrariam na ordem de milhões aqueles que manifestariam vida dentro dos padrões conhecidos, desde que a sua origem ocorreu no fulcro central de onde surgiu também o orbe no qual evoluímos.

A Terra pequenina, porém, se nos apresenta gigantesca, em razão de possuir uma massa de significativos seis sextilhões de toneladas, que representam, por centímetro cúbico, uma massa específica de 5,5 gramas. No entanto, o Sol que a vitaliza, é maior um milhão e trezentas mil vezes, constituído por uma massa trezentas e trinta e três mil vezes mais volumosa.

Por sua vez, o Sol é um milhão e trezentas mil vezes menor do que as estrelas de primeira grandeza como Canópus, Sírius, Betelgeuse, Antares, que em triunfo entoam um hino de glória à Criação.

Avançando na análise e penetração dos insondáveis abismos siderais, os mesmos astrofísicos detectaram os quasares azuis, que são fontes quase inesgotáveis de radioenergia, que se localizam distantes uns dos outros em média de cinco a dez bilhões de anos-luz. A radioenergia que exterioriza cada um deles corresponde em um segundo à que decorre da desintegração de um bilhão de sóis...

Cuidadosas investigações demonstram que o Universo continua expandindo-se e, ao mesmo tempo que partículas prosseguem distanciando-se do epicentro que lhes deu origem, outras já se encontram viajando de retorno ao núcleo.

Velozmente avançando no conhecimento do Cosmo, descobriram também que todo ele é resultado de peculiar substância negra, ainda não fotografada, porque invisível, no entanto, responsável por quase tudo quanto nele existe. Tal substância, em razão da sua peculiaridade, seria constituída de neutrino - micropartícula concebida pelo físico alemão Wolfgang Pauli, em 1930, e somente detectada por fotografia de alta velocidade em região muito profunda do solo, no ano de 1955 — e que, embora considerada matéria, é destituída de massa, de campo magnético e de campo elétrico, apesar de presente em todo o Universo.

As observações mais audaciosas através de imagens captadas e transmitidas pelo telescópio Hubble, em órbita terrestre, registaram o contínuo surgimento de novas galáxias e o aniquilamento de estrelas e outros conglomerados absorvidos pela força gravitacional dos denominados buracos negros.

Qual seria, perguntar-se-ia, a finalidade de um Universo desconhecido, infinito e em desenvolvimento incessante, nem sequer concebido em toda a sua grandiosidade, caso não exista vida fora da Terra?

Após essa questão outras surgiriam, como por exemplo: Existirá apenas um Universo, ou além do infinito relativo existirão outros? E antes da sua existência, que havia?

A conceituação materialista sonha com a presença de forças que se anulavam interminavelmente nesse nada antes existente, até o momento em que algo modificou um dos campos e houve a grande explosão que assinala o início de tudo.

E a imaginação perde-se em conturbadas buscas para negar a Causalidade Universal Inteligente, geradora dos efeitos conhecidos e de outros ainda não detectados, exclusivamente com o desejo mórbido de tudo reduzir ao caos.

Apesar da teimosa e continuada obstinação negativista, paira acima de todas as dúvidas a lógica derivada da razão, afirmando que a vida não é patrimônio do acaso, do vácuo, do não existente. Como inevitável consequência, expressa-se em dimensões variadas, inimagináveis, povoando todo o mundo de energia, onde quer que se apresente, e de forma inteligente em lugares que lhe propiciem o crescimento, a evolução.

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Quando o homem conseguir chegar ao planeta Marte, visitando-o pessoalmente, em oportuna viagem espacial, após haver estado na lua, onde erguerá plataformas que facultarão os audaciosos saltos, ele terá mais amplos conhecimentos da realidade da vida, do Espírito imortal que é, capacitando-se melhor e mais profundamente para curvar-se ante a grandeza do Criador e erguer um hino de louvor à Vida, na qual se encontra mergulhado e de onde não poderá fugir.


MEUS ANOS DE BUSCA ESPIRITUAL – G. Franks


Passei mais de 20 anos estudando várias formas de meditação. Às vezes estudava nos livros, mas mais diretamente estudei com instrutores de renome. Recitei mantras, pratiquei técnicas de respiração, prestei atenção à respiração e observei os pensamentos em minha mente.
Pratiquei yoga âsanas. Fiquei sobre minha cabeça! Pratiquei meditação uma vez por dia, duas vezes por dia, três vezes por dia. Repeti o gayatri mantra 125.000 vezes em 30 dias. Meditei de manhã, meditei à noite, meditei no meio do dia.
Fui a retiros espirituais. Permaneci ao lado do fogo sagrado uma noite inteira. Fixei o olhar em velas. Pratiquei Bhakti Yoga, Karma Yoga, Jnana Yoga e Hatha Yoga.
Até mesmo morei num ashram de yoga por mais de um ano. Levantava-me às cinco da manhã para fazer uma hora de Hatha Yoga e uma hora de meditação e pranayamas. Também fazia pranayamas antes do almoço, e mais uma hora de meditação e pranayama antes de deitar.
Fiz jala neti, sutra neti, dhoti e muitos outros exercícios de purificação e limpeza. Tudo isso combinado com uma grande dose de serviço inegoísta (ou pelo menos tão inegoísta quanto me era possível à época). Tudo foi uma experiência valiosa, aprendi muito e as práticas me prepararam para futuros desenvolvimentos.  
Entretanto, no que respeita à meditação, não acho que fui muito longe. Podia sentar-me durante uma hora sem me mover muito. Minha mente vagava por todo canto, minhas pernas doíam e eu frequentemente caía no sono.
Não tinha nenhuma pista para saber se estava próximo a entrar em meditação, ou se tinha estado meditando. Meus instrutores me diziam, “Continue praticando – você conseguirá mais cedo ou mais tarde” ou “Quanto mais você tentar conseguir, mais fácil será.”
Durante um tempo abandonei toda meditação. Fiquei desencorajado. Eu tinha trabalhado duro. Tinha acreditado que a meditação era boa para curar meus males, que era boa para a alma e me ajudaria a encontrar a verdadeira felicidade, contentamento e iluminação.
Entretanto eu não sabia se estava perto de conseguir, ou se estava um milhão de milhas longe. Meus instrutores não faziam uma análise de minha prática meditativa. O que eu sempre ouvia era, “Continue praticando, quando estiver pronto será iniciado numa prática superior. Primeiro tem que se preparar.” Depois de mais de 20 anos, eu estava pronto para dar o fora.
Anos mais tarde descobri Kriya Yoga, ensinada por Paramahansa Yogananda. Com a Kriya Yoga aprendi a sentar, fechar meus olhos, concentrar-me no olho espiritual e ouvir o som de OM. Não posso dizer que meu sucesso foi total, mas sinto muito mais paz agora, sinto já a aproximação do estado meditativo.



Além disso, às vezes experimento saltos intuitivos e frequentemente tenho uma melhor perspectiva da vida, de meus relacionamentos e de meu trabalho.
Como é excitante finalmente experimentar algumas das coisas maravilhosas que eram prometidas quando comecei a prática de meditação, tais como a paz mental, a concentração e o estado mental refrescante e relaxante que advém das práticas de Kriya Yoga.
Naturalmente, no passado ao meditar tive momentos de paz mental, mas duravam apenas uns poucos momentos. Com Kriya Yoga permaneço em paz e bem-estar por um período muito mais longo; se medito 30 minutos de manhã, é o suficiente para estar bem o dia todo.
A meditação certamente é um processo complexo; Patanjali nos Yoga Sutras fala sobre “aquietar as modificações da mente” e isso requer tempo e prática. De todo modo, creio que minhas práticas anteriores estabeleceram uma boa base para meu posterior avanço na prática de Kriya Yoga. Os longos anos de prática constroem o caráter e preparam o estudante para as mudanças que acontecerão em seu corpo, mente e personalidade. 

25.9.17

O USO DA INTUIÇÃO NA VIDA PRÁTICA – P. Yogananda


Para progredir e evitar o sofrimento causado pelos erros, encontre qual é a verdade em tudo. Isso só é possível quando se desenvolve a intuição. Nos relacionamentos, nos negócios, na vida conjugal, em todos os aspectos da vida, a intuição é essencial.

Quando você não desenvolve a faculdade da intuição, toma decisões erradas, escolhe sócios errados nos negócios e acaba preso a relacionamentos errados na vida pessoal. Já que o discernimento mental é condicionado pelas informações que são fornecidas aos sentidos, quando estes se enganam você pode achar que uma pessoa é maravilhosa sem conseguir saber quem ela realmente é por dentro. Você pode achar que encontrou sua alma gêmea – então se casa e acaba na Vara de Família.

Mas a intuição jamais erraria assim, pois ela não prestará atenção no poder magnético dos olhos nem se deixará levar pela atração do rosto ou da personalidade. Pelo contrário, sentirá e perceberá de modo correto, no coração, quem a outra pessoa realmente é.


Muitas pessoas sem intuição investem muito dinheiro em empreendimentos financeiros que não produzem resultado nenhum e por isso perdem tudo. À medida que você se desenvolve através da meditação, a intuição se manifesta como certo sentimento ou como uma voz silenciosa.

As mulheres são mais receptivas aos sentimentos do que os homens e em geral possuem mais intuição – exceto quando exageram na emoção. Normalmente os homens são mais conduzidos pela razão do que pelo sentimento, mas quando encontram o equilíbrio entre inteligência e sentimento, isso os leva à intuição.

A única maneira de saber a verdade e nela viver é desenvolvendo o poder da intuição. Então você verá que a vida tem um sentido e que, independentemente do que fizer, sua voz interior o orienta em tudo. É uma voz que esteve submersa por longo tempo no lodaçal dos pensamentos falsos.

O modo mais garantido de libertar a expressão da intuição é meditar cedo pela manhã e antes de dormir, à noite. Se você passar a vida em constante agitação, jamais conhecerá a verdadeira felicidade. Tenha uma vida simples e encare tudo com mais leveza. A felicidade está em dar a si mesmo tempo para pensar e refletir. Fique sozinho de vez em quando e permaneça mais em silêncio. 


COMO PRESERVAR A SAÚDE E A ALEGRIA – P. Yogananda


Evite comer em demasia. Ingerir mais do que o corpo necessita pode ser tão danoso quanto comer mal. Não pense que é preciso comer só porque o sinal para o jantar tocou. E quando se alimentar, coma menos. Aprenda também a jejuar um dia por semana, ingerindo frutas frescas ou sucos de fruta não adoçados.

A eliminação adequada é muito importante. Frutas e verduras ajudam a limpar o corpo. Quando jejuar, é bom tomar um laxante natural suave com suco de laranja.

A postura também é importante para a boa saúde. A má postura comprime o fluxo saudável de energia vital nos vários órgãos e partes do corpo. A melhor postura é tórax para fora, ombros para trás. Não fique com a coluna dobrada ou com os ombros caídos. Não se sente em posição encurvada com a coluna fora de alinhamento, o que dificulta a respiração e o livre fluxo da energia vital.

Psicologicamente a postura encurvada indica uma atitude derrotista. Sente-se e posicione-se com a coluna reta, sempre. Seja dono de si, com a mente sempre no poder infinito que está ao seu redor e em seu interior.

Faça exercícios regularmente, tal como caminhar todos os dias. Aprenda a respirar corretamente – de modo calmo e profundo, enchendo também a parte inferior dos pulmões. Quando o sistema está bem oxigenado com exercício e respiração correta, a força vital energiza o corpo todo, inclusive o cérebro.

Por último, em conexão com os aspectos físicos da juventude, é extremamente importante conservar a força sexual. O excesso de sexo e o mau uso da força criativa da Natureza atraem doenças e velhice mais rápido do que qualquer outra coisa. O excesso desvitaliza o corpo e enfraquece o sistema imunológico. Os casais devem praticar a moderação, e os solteiros devem observar a continência.

Aderindo a essas práticas de boa saúde e não reduzindo a energia vital interior com atos físicos e mentais errados, você aperfeiçoa sua capacidade de manter a saúde e a juventude. Até um karma de má saúde trazido de vidas passadas pode ser grandemente mitigado. Por pior que seja seu passado, nunca é tarde demais para tentar mudar, nunca é tarde demais para corrigir os maus hábitos.

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A PACIÊNCIA DO YOGUE – P. Yogananda


Havia um yogue casado na Índia cuja mulher era a encarnação do mau humor. Nada que o yogue fizesse conseguia agradar ou contentar a esposa. Até os vizinhos viviam reclamando daquele gênio intempestivo.

O yogue, com sua bondade natural e seguro em sua tranquilidade interior, pacientemente a deixava em paz na esperança de que o tempo a reformasse. Mas ela não tinha paciência nenhuma e estava firmemente determinada a acabar com o que considerava ser uma espiritualidade nada prática do marido.


Nunca tendo conseguido nada com todos os esquemas diabólicos antes tentados, certo dia ela queimou todos os livros do yogue e terminou por incendiar a casa também.

Nesse dia o yogue se aproximou da mulher e disse: “Minha querida, foi Deus quem a enviou a mim. Todo esse tempo você me ensinou a ser paciente. Agora curou minha última enfermidade, que era o amor e o apego aos livros e à casa.”

Quem ou o que pode perturbar a mente tranquila e treinada de um verdadeiro yogue?


24.9.17

O CAMINHO DE SHIVA E O CAMINHO DE BUDDHA – Sadhguru


É muito fácil falar sobre o caminho de Buddha, porque é muito lógico, muito simples, na verdade. É um processo que leva um longo tempo. Os métodos que Gautama deu às pessoas são para serem completados em algumas vidas. Você pode claramente ver isso hoje, o Budismo está sempre falando sobre isso, particularmente o Budismo tibetano, que é o Budismo mais conhecido no mundo atualmente. Eles estão sempre falando nesse trabalho espiritual que deve durar algumas vidas.

Então, se você tiver paciência, se está disposto a um trabalho que dure algumas vidas, o caminho de Buddha é muito eficiente, pois é lógico, científico, um processo passo a passo que uma pessoa pode seguir, porque esse é um caminho do “estar consciente”.

O importante de seguir o caminho da consciência é que existem marcos à medida que você segue. Você conta: uma milha, duas milhas, três milhas... É um caminho que lhe diz onde você está. Este é o aspecto mais importante. Ele lhe diz que mesmo sem muita confiança ou devoção, você pode evoluir, porque tem um método ao qual se apegar. Um método que lhe diz: continue fazendo isto, fazendo aquilo... Ele claramente lhe mostra que está progredindo.

Mas com Shiva não existe esta garantia. Ele não fixa marcos no caminho, você não sabe se está seguindo adiante ou voltando. Mas está indo para algum lugar, isso é tudo que você sabe.

É como cair num abismo sem fundo. Isso soa assustador. Quero que entendam: um abismo sem fundo é o lugar mais seguro para se cair. Um abismo que tem fundo é perigoso, mas um abismo sem fundo é absolutamente seguro, você simplesmente cairá.

Não entenda a queda como algo negativo. A queda é algo muito bom. Só quando se atinge o fundo é que é ruim. Não há problema em cair num abismo sem fundo. Assim, Shiva é um abismo sem fundo. Seus métodos são muito diferentes, aos seus sete discípulos, os sete rishis antigos, ele ensinou sete caminhos básicos nos quais os seres humanos podem explorar sua consciência. Destes sete, em múltiplos de sete, eles se multiplicaram em 112 caminhos que Shiva explorou. E disse: “Isso é tudo”.

Assim Shiva expôs 112 caminhos pelos quais o ser humano pode alcançar seu máximo de desenvolvimento. E estes 112 caminhos correspondem aos 112 chakras do corpo. Existem 114 chakras, mas dois deles estão fora do corpo. Shiva deixou estes dois de lado e disse: “Cento e doze caminhos para a autorrealização, enquanto se está no corpo.”

Isso significa que cada chakra do corpo é um caminho particular de realização. Assim ele não deixou nada de fora, de modo que Buddha é uma pequena parte do trabalho de Shiva.
O próprio Buddha, nos oito anos de seu sádhana, ele os passou na companhia de vários mestres em toda a Índia. E todo esse processo espiritual do Budismo veio essencialmente de Shiva. Em qualquer lugar do mundo, a essência dos ensinamentos espirituais, que se apresentam sob tão diferentes formas, veio de um ou outro dos 112 caminhos ensinados por Shiva.

Por isso não é correto discutir a diferença entre Buddha e Shiva, mas sim qual aspecto de Shiva Buddha explorou. Buddha explorou o caminho do “estar consciente”, que é um dos aspectos dos ensinamentos de Shiva. Gautama é muito científico, clínico, seus ensinamentos apelam à mente lógica.

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Mas Shiva é diferente. Muitas vezes se apresenta como asceta, outras como um louco, dançarino, bêbado, em todo tipo de estado mental, porque ele não se limita a qualquer dimensão particular. Ele simplesmente explora cada aspecto da vida.

Então o que chamamos caminho de Buddha é apenas um aspecto dos 112 caminhos de Shiva. E muitos outros mestres revelaram em seus ensinamentos outros aspectos desses 112 caminhos.

E dos sete discípulos de Shiva, os sete rishis, aquele que foi para o Sul da Índia, isto é, ao sul dos Himalayas, foi Agástya, e se tornou particularmente ativo ao sul das montanhas Vindhyas. Agástya se fez conhecido no sul de tal modo, que tocou cada habitação humana ali.

Em qualquer cidade que se vá dessa região, pode-se ouvir algo a respeito de Agástya Muni. Ele começou esse trabalho de rejuvenescimento rural, não deixou uma única habitação sem levar ali a espiritualidade e os processos espirituais.

Dizem que Agástya viveu quatro mil anos, não sabemos quantos anos ele viveu, mas definitivamente sua vida não teve uma duração normal. Ele teve uma vida extraordinariamente longa, uma vez que percorreu a pé vila por vila. Não sabemos se sua vida durou 400 ou 4.000 anos, mas é certo que tornou o processo espiritual uma realidade para as pessoas.

Ainda hoje estamos colhendo os benefícios de seu trabalho na Índia do Sul. Ele trouxe o yoga para a vida das pessoas, sem um rótulo de religião, sem um formato. Simplesmente como um processo de vida.

Se você observar cada processo de evolução espiritual, em qualquer lugar do planeta, verá que não está fora dos 112 caminhos de Shiva. Por isso não é possível comparar Gautama com Shiva. Tenho um grande respeito por Gautama. Sem dúvida, ele é um Grande Ser, seu trabalho é fantástico. Ele iniciou uma grande onda espiritual que ainda segue em frente após 2.500 anos.

Tudo que se pode dizer é: o trabalho de Shiva contém o trabalho de Gautama como um pequeno elemento que significa menos de 1%, porque dos 112 caminhos de Shiva Gautama explorou um.

Mas o importante é que Gautama o explorou com perfeição e fez com que milhões de pessoas tomassem esse caminho. Devemos propagar os ensinamentos de Shiva, embora Shiva não esteja preocupado em ser popular, ele não quer propaganda para si mesmo.

Shiva deu seus ensinamentos aos sete rishis há 40 ou 60 mil anos atrás, e após esses 60 mil anos Shiva ainda está presente e atuante na humanidade.

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19.9.17

A NOVA ERA – Hermes


A grande maioria dos encarnados é composta de espíritos endividados para com
a Lei de Deus, portanto ainda não conquistaram o ingresso para a Terra do
Terceiro Milênio.

Em meio à transição planetária rumo à Nova Era, ainda vivem, e viverão por
algumas décadas do Terceiro Milênio, espíritos com graves distúrbios oriundos
de séculos de encarnações voltadas para o mal e o egoísmo.

Nunca, na atual história da humanidade terrena, estiveram presentes, ao mesmo
tempo, tantos espíritos encarnados com baixa vibração. Na década de 60 do
século passado, havia em torno de 95 por cento de espíritos com grande atraso
espiritual para o padrão terreno.

Atualmente, já estamos vivendo um período onde estão reencarnando espíritos
evoluídos para promover a transformação para a Nova Era, mas é nesse período
também que estão voltando para a vida física espíritos com grave inclinação para
o mal. Alguns deles passaram séculos em sintonia com os sentimentos
anticristãos nas zonas de treva no mundo espiritual. Hoje, presos ao corpo físico,
extravasam todo seu ódio, rancor e tendência para o mal.

Acentuam, assim, a imagem de desequilíbrio espiritual e de caos social,
praticando sequestros, estupros, assassinatos, tráfico de drogas e todas as
formas de violência contra seus semelhantes.

Observamos a presença desses espíritos também nos crimes do “colarinho
branco”, que indiretamente prejudicam a vida de milhares de pessoas.

Agora, vivemos um período em que espíritos missionários já estão reencarnando
para mudar o perfil da humanidade. Os rebeldes desencarnarão
sistematicamente e o retorno gradual das almas evoluídas à vida física mudará
a face do planeta, realizando um processo de grande avanço científico e moral
para a humanidade terrena.

Nos primeiros anos da década de 70 do século 21, provavelmente já deveremos
vislumbrar a Nova Era consolidada, que surgirá após o processo de transição
planetária.

Enquanto os seguidores do Bem estiverem comemorando a vitória conquistada
no processo evolutivo, os espíritos rebeldes estarão sendo exilados num mundo
inferior, onde poderão externar todas suas taras e desequilíbrios sem prejudicar
o avanço de uma sociedade espiritualmente superior.

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