11.10.16

A BUSCA DO GURU - Lucy Marr


Existe muita gente procurando um guru e uma porção dos chamados gurus fazem disso um bom negócio, aproveitando as idéias distorcidas sobre o guru e sua função que prevalecem por aí.

O verdadeiro guru é aquele que realizou o Eu. Mas como reconhecê-lo? Ele não falará sobre si mesmo. Ele se comporta como as outras pessoas, e se não se comportar tenha cuidado.

Se você estiver pronto para o verdadeiro guru, ele o encontrará sem que você o procure, e apenas então pode estar certo de que ele é o guru certo para você. Enquanto isso você não fica sem orientação do exterior. O guia interior manda sinais constantemente. Uma certa sentença num livro, um sorriso de uma criança, a beleza de uma flor ou de um por do sol. Todas essas coisas podem tornar-se o meio para uma repentina compreensão, uma das iluminações menores que adornam o caminho do buscador sincero.

Se você buscar o guru, encontrará aquele tipo de guru que corresponde ao seu estágio de desenvolvimento. E isso comumente significa um tipo inferior, porque o guru de um tipo superior não tem utilidade para um discípulo de compreensão limitada.

Um dos piores tipos dos muitos gurus de hoje em dia são aqueles que deliberadamente exploram os que estão em busca de um guru. Seu método de fisgar o ignorante confiante é mistificar um espetáculo de cerimônias, encantações, sugestões inferiores e poderes referentes a magia negra.

Um outro tipo de auto-intitulado guru é aquele que pode ter algum conhecimento intelectual da verdade, e é capaz de ensiná-la na extensão de seu limitado conhecimento.

O grande perigo de entregar-se a um guru errado é que sua astúcia, vaidade e egoísmo são contagiosos, embora o discípulo possa ser protegido pelo guru interior, se o merecer.

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