Havia
certa vez um monge budista que se sentava ao lado de uma estrada,
meditando. Aparentemente ele estava meditando há muitos anos, porque
seu cabelo tinha crescido até o chão, e os pássaros fizeram um
ninho em seu cabelo.
Intuitivamente
ele sentiu alguém passando por ali, um ser realizado, e então abriu
os olhos para ver. E
viu um velho sábio passando. Ele perguntou, "Santo Pai, onde
está indo?" E o velho disse, "Estou indo ver Deus." O
monge disse, "Por favor, interceda por mim e pergunte a Deus por
quanto tempo ainda tenho que meditar antes de obter a liberação?”
Então o velho disse, "Eu perguntarei." E
continuou andando.
Uma
milha adiante havia outro monge budista, que também tinha estado
meditando por muitos anos. Ele também sentiu alguém se aproximar e
sentiu que era um ser realizado. Abriu seus olhos e disse, "Onde
está indo, Pai?"
E o
velho disse, "Estou indo ver Deus." E o monge perguntou,
"Por favor pergunte a Deus por quanto tempo mais devo meditar
até ser liberado?" E o velho disse, "Perguntarei, meu
filho," e continuou caminhando.
Seis
meses se passaram. O velho sábio voltou caminhando pela estrada. O
primeiro monge budista sentiu intuitivamente que ele estava vindo,
abriu seus olhos e disse, "Pai, você viu Deus?"
O sábio
disse, "Sim”. O monge, “E perguntou a ele quanto tempo ainda
tenho que sentar em meditação antes de ser livre de samsara?"
O velho disse, "Sim, perguntei, meu filho." E apontando uma
árvore disse, "Está vendo as folhas daquela árvore? Deus me
disse que você tem de reencarnar tantas vezes quantas são as folhas
desta árvore antes de se tornar livre."
O monge
ficou furioso e disse, "O que? Após todos esses anos meditando?
Que
bobagem! Isso é tudo uma perda de tempo! Chega
disso para mim!" E levantou-se e dirigiu-se à cidade para ficar
bêbado.
Mais
tarde o velho passou pelo segundo monge, que também lhe perguntou,
"Pai, você intercedeu por mim? Perguntou a Deus por quanto
tempo mais tenho de meditar antes de me tornar livre?"
O velho
disse, "Sim, meu filho, perguntei." O velho apontou uma
árvore e disse, "Deus
me disse que você tem de reencarnar tantas vezes quantas folhas
existem nessa árvore."
E o
monge ficou feliz e cantou de alegria, e disse, "Obrigado,
obrigado! Poderiam ter sido duas árvores, ou três, ou cinco, a
floresta toda! Mas
é apenas uma! Sou
grato a Deus!" E caminhou embora feliz.
Esta
é a diferença entre as pessoas. Temos de ter paciência. Estamos
destinados à liberdade. Não
tenha medo, chegaremos lá.

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