Certos
ensinamentos mais profundos não devem ser difundidos pelo mundo.
Existem pessoas que não devem recebê-los. Não estão preparados
para esses ensinamentos aqueles que são extremamente materialistas,
nem os que estão sujeitos aos desejos. Em qualquer dos casos, não
compreenderiam pois querem algo que lhes satisfaça os desejos.
Não
pode a mente compreender instrução tão sutil enquanto não houver
se purificado em certa medida. Não se deve ministrar a instrução a
pessoas que não andam em busca da verdade. Nem se deve comunicá-la
a quem não expressou o desejo de ouvi-la. Sufocamos nossos melhores
pensamentos oferecendo-os onde não são desejados.
Devemos
deixar à vontade aqueles que não se interessam pelos ensinamentos
de um mestre. Não forcemos esses ensinamentos. Não ensinemos a
doutrina aos que não vêem nenhuma utilidade na vida espiritual, e
talvez até falem mal dela. Se ensinarmos, será tempo perdido, e
mesmo menosprezo pela doutrina.
Os
deuses aguardam com imperturbável paciência que seus parentes
mortais cheguem a conhecer a verdade, pois sabem que nenhum ato
humano pode apagar a escritura invisível que existe no coração do
homem.

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