7.10.16

PARA QUE SERVE JNANA YOGA – Robert Adams


Alguns de vocês podem perguntar, "Para que serve este ensinamento (jnana yoga)? Ele é prático? O que pode fazer por mim?" E eu digo a vocês, "Vocês são realmente felizes? Têm felicidade imutável em suas vidas? Têm paz, paz verdadeira?"

A maioria de nós nem mesmo entende o que felicidade e paz são. Pensamos que felicidade é conseguir coisas em nossa vida. Quanto tempo dura essa felicidade?

Como vocês bem sabem por experiência, as coisas mudam. A única coisa permanente nessa vida é a mudança. Se sua felicidade depende de uma pessoa, de um lugar ou de uma coisa, quando isso mudar sua felicidade irá embora pela janela. O mesmo se dá com a paz e a alegria. Enquanto as coisas lhe forem a causa da felicidade, alegria e paz, você estará sofrendo a maior parte do tempo. Pois as coisas devem se transformar, mais cedo ou mais tarde, e lá vai sua felicidade com elas.

Algumas pessoas pensam que este ensinamento (jnana yoga) vai curar seus males, dar-lhes recompensas financeiras, melhorar seus relacionamentos. Talvez, mas a questão não é essa. Não estamos tentando melhorar nossas condições humanas. Se você deseja melhorar suas condições humanas, há por aí muitas das chamadas ciências mentais, cursos de pensamento positivo.

O que estamos tentando fazer é aniquilar nossa condição humana. Destruí-la completamente. É nossa condição humana que causa o equívoco, o sofrimento. Enquanto nos identificamos com o corpo, temos de sofrer. Isso não significa que não se identificando com o corpo, o mundo se tornará cheio de alegria, felicidade e paz; pelo contrário.

Significa que você terá uma nova atitude. Verá as coisas de modo diferente, ao começar a entender que você é o Eu divino, que sua verdadeira natureza é Sat-Chit-Ananda (Existência-Consciência-Felicidade absolutas).

Mas até que isso aconteça a você, não tente enriquecer. É como bater num cavalo morto. Quando você melhora suas finanças, elas ficam bem por algum tempo e então algo negativo estoura em outra parte. Então você melhora aquilo e novamente algo negativo surge em outro lugar. Isso nunca termina.

É como quando você tem câncer numa parte do corpo e vai a um doutor e ele diz, "Bem, vou cortá-lo fora. Vou lhe dar uma anestesia local e cortá-lo bem aqui." Então ele o faz, mas um mês mais tarde o câncer volta no outro lado do braço. E o médico o corta. E ele volta na perna. O médico nunca chega à causa. Você não pode destruir os efeitos e esperar harmonia. Você tem de mudar a causa, e existe apenas uma causa que é sua crença errônea de que você é humano. Que você é o corpo e a mente.

Esta é a causa de seu sofrimento. Elimine isso e o sofrimento vai cessar. Mas como eliminar isso? Simplesmente perguntando a si mesmo, "A quem vem tudo isso? Quem passa por esses karmas?" e logo vai perceber que é seu ego, não você. Seu ego não tem nada a ver com você. É seu ego que reencarna. É seu ego que volta sempre e sempre. Isso não tem nada a ver com você.

Até que um dia você se cansa do jogo. E diz para si mesmo, "Espere um momento, estou neste jogo há milênios. Morro, volto e morro e volto e morro e volto. Estou cansado disso. O que fazer?"

Quando você finalmente faz essa pergunta, algo vai acontecer. Você vai encontrar o livro certo, o mestre certo, vai ouvir as palavras certas. Mas algo vai lhe acontecer quando perguntar, "Por que continuo jogando esses jogos?" e logo vai perguntar, "Quem é que joga? Quem passa pelas encarnações? Quem sou eu? De onde vim? O que me fez nascer? Como apareci?" E algo vai lhe dizer que é como uma ilusão de ótica.

É como quando lhe digo, "O céu é azul." Na verdade não existe céu nem o azul. Existe apenas a atmosfera. Mas você olha pela janela e vê um belo céu azul. Ainda assim sabe que ele não existe. O mesmo é verdade com relação a você. Seu ego parece existir, mas é não-existente. Seu corpo parece existir, mas é como cenas de um filme sobre uma tela. Apenas a tela existe.

Você acredita que é um corpo. E passa por muitas experiências. Assim que para de acreditar, a Realidade se mostra por si mesma. Tudo para. O primeiro sentimento que você tem é o sentimento de imortalidade. Você simplesmente sabe. Sabe que nunca nasceu. E se nunca nasceu, nunca pode morrer. Você se torna consciente disso.

Encontre seu Eu. Quantos anos você ainda tem? O que está fazendo com sua vida? Como passa cada dia? Em vez de pensar, “Quero uma xícara de café, tenho de ir para o trabalho”, pergunte a si mesmo, “O que estou fazendo? Pelo que estou passando? Por que?”
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