Alguns
de vocês podem perguntar, "Para que serve este ensinamento
(jnana yoga)? Ele é prático? O que pode fazer por mim?" E eu
digo a vocês, "Vocês são realmente felizes? Têm felicidade
imutável em suas vidas? Têm paz, paz verdadeira?"
A
maioria de nós nem mesmo entende o que felicidade e paz são.
Pensamos que felicidade é conseguir coisas em nossa vida. Quanto
tempo dura essa felicidade?
Como
vocês bem sabem por experiência, as coisas mudam. A única coisa
permanente nessa vida é a mudança. Se sua felicidade depende de uma
pessoa, de um lugar ou de uma coisa, quando isso mudar sua felicidade
irá embora pela janela. O mesmo se dá com a paz e a alegria.
Enquanto as coisas lhe forem a causa da felicidade, alegria e paz,
você estará sofrendo a maior parte do tempo. Pois as coisas devem
se transformar, mais cedo ou mais tarde, e lá vai sua felicidade com
elas.
Algumas
pessoas pensam que este ensinamento (jnana yoga) vai curar seus
males, dar-lhes recompensas financeiras, melhorar seus
relacionamentos. Talvez, mas a questão não é essa. Não estamos
tentando melhorar nossas condições humanas. Se você deseja
melhorar suas condições humanas, há por aí muitas das chamadas
ciências mentais, cursos de pensamento positivo.
O que
estamos tentando fazer é aniquilar nossa condição humana.
Destruí-la completamente. É nossa condição humana que causa o
equívoco, o sofrimento. Enquanto nos identificamos com o corpo,
temos de sofrer. Isso não significa que não se identificando com o
corpo, o mundo se tornará cheio de alegria, felicidade e paz; pelo
contrário.
Significa
que você terá uma nova atitude. Verá as coisas de modo diferente,
ao começar a entender que você é o Eu divino, que sua verdadeira
natureza é Sat-Chit-Ananda (Existência-Consciência-Felicidade
absolutas).
Mas até
que isso aconteça a você, não tente enriquecer. É como bater num
cavalo morto. Quando você melhora suas finanças, elas ficam bem por
algum tempo e então algo negativo estoura em outra parte. Então
você melhora aquilo e novamente algo negativo surge em outro lugar.
Isso
nunca termina.
É como
quando você tem câncer numa parte do corpo e vai a um doutor e ele
diz, "Bem, vou cortá-lo fora. Vou lhe dar uma anestesia local e
cortá-lo bem aqui." Então ele o faz, mas um mês mais tarde o
câncer volta no outro lado do braço. E
o médico o corta. E ele volta na perna. O
médico nunca chega à causa. Você
não pode destruir os efeitos e esperar harmonia. Você
tem de mudar a causa, e existe apenas uma causa que é sua crença
errônea de que você é humano. Que você é o corpo e a mente.
Esta é
a causa de seu sofrimento. Elimine
isso e o sofrimento vai cessar. Mas como eliminar isso? Simplesmente
perguntando a si mesmo, "A quem vem tudo isso? Quem passa por
esses karmas?" e logo vai perceber que é seu ego, não você.
Seu ego não tem nada a ver com você. É
seu ego que reencarna. É
seu ego que volta sempre e sempre. Isso não tem nada a ver com você.
Até que
um dia você se cansa do jogo. E diz para si mesmo, "Espere um
momento, estou neste jogo há milênios. Morro, volto e morro e volto
e morro e volto. Estou
cansado disso. O que fazer?"
Quando
você finalmente faz essa pergunta, algo vai acontecer. Você vai
encontrar o livro certo, o mestre certo, vai ouvir as palavras
certas. Mas algo vai lhe acontecer quando perguntar, "Por que
continuo jogando esses jogos?" e logo vai perguntar, "Quem
é que joga? Quem
passa pelas encarnações? Quem sou eu? De onde vim? O que me fez
nascer? Como
apareci?" E algo vai lhe dizer que é como uma ilusão de ótica.
É como
quando lhe digo, "O céu é azul." Na verdade não existe
céu nem o azul. Existe apenas a atmosfera. Mas você olha pela
janela e vê um belo céu azul. Ainda assim sabe que ele não existe.
O mesmo é verdade com relação a você. Seu ego parece existir, mas
é não-existente. Seu corpo parece existir, mas é como cenas de um
filme sobre uma tela. Apenas a tela existe.
Você
acredita que é um corpo. E passa por muitas experiências. Assim que
para de acreditar, a Realidade se mostra por si mesma. Tudo
para. O
primeiro sentimento que você tem é o sentimento de imortalidade.
Você
simplesmente sabe. Sabe que nunca nasceu. E
se nunca nasceu, nunca pode morrer. Você se torna consciente disso.
Encontre
seu Eu. Quantos anos você ainda tem? O
que está fazendo com sua vida? Como passa cada dia? Em vez de
pensar, “Quero uma xícara de café, tenho de ir para o trabalho”,
pergunte a si mesmo, “O que estou fazendo? Pelo
que estou passando? Por que?”
Nenhum comentário:
Postar um comentário