Lá às
margens do sagrado Ganges em Rishikesh, um sábio de oitenta anos,
com olhos luminosos, face serena, personalidade magnética, corpo
brilhante, senta-se com apenas tanga. Há uma pequena cabana a seu
lado sob uma árvore. Dentro da cabana você encontrará uma pequena
cuia para guardar água e uma bengala comum. Isso é tudo que ele
possui.
Ele está
sempre ali sentado em contemplação. Ele nunca fala, nem ri, mas
ocasionalmente vira a cabeça e sorri gentilmente. Nunca se afasta do
lugar. Não é afetado pelo calor do verão nem pelo frio do inverno.
Nunca usa um cobertor, nem mesmo no inverno. Que maravilhoso poder de
resistência!
Ele vive
apenas com um pouco de leite e algumas frutas. Seu coração está
cheio de pureza, compaixão, simpatia e amor! Pessoas de várias
partes do país vêm a ele às centenas com flores e frutas em suas
mãos, prostram-se a seus Sagrados Pés, adoram-no com suas oferendas
e deixam o lugar levando suas bênçãos.
Ele
nunca fala, mas todas as dúvidas se dissipam em sua presença. As
pessoas esquecem o mundo, suas famílias, seus filhos. Elas se banham
em sua aura magnética. Tal é a benigna influência de um sábio
liberado que é verdadeiramente um farol para o mundo.
Por
outro lado, há um homem vivendo no bairro mais fervilhante de uma
metrópole. Ele recebe um gordo salário. Gasta metade de seu salário
em jogos e bebidas. A outra metade vai para cinema e prostitutas.
Come peixe, carne e fuma muito. Adquire dívidas todo mês e acha
difícil pagá-las.
Não
gosta de santos e sábios. Não tem fé em Deus ou nas escrituras. É
muito cruel de coração. Frequenta salões de baile e teatros, vai
dormir às 2 da madrugada e se levanta às 9 horas da manhã. Tem o
rosto preocupado, embora use roupas caras. Está sempre sombrio e
deprimido. Seu coração está cheio de desejo, ira, cobiça,
vaidade, hipocrisia e egoísmo.
Compare
por um momento a vida deste homem com aquela do sábio magnânimo dos
Himalayas! São polos distantes. Um é um homem divino, o outro é
um bruto. Mas se o bruto buscar a companhia do homem divino,
seguramente abandonará seus velhos hábitos vis. Assim como o ferro
é transmutado em ouro pelo toque da pedra filosofal, também o bruto
será transformado radicalmente num santo através do constante
contato com um yogue desenvolvido.
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