30.12.16

O SEXO NO BUDISMO – Sri Goenka


O sexo tem seu lugar na vida do sádhaka (aspirante espiritual). Ele não deve ser suprimido à força, porque um celibato forçado produz tensões que criam mais problemas, mais dificuldades. Entretanto, se você der rédeas soltas ao desejo sexual e permitir-se ter relações sexuais com qualquer um sempre que o desejo aparecer, então nunca poderá libertar a mente da paixão.

Evitando estes dois extremos igualmente perigosos, o budismo oferece um caminho do meio, uma expressão saudável da sexualidade que também permite o desenvolvimento espiritual, que são as relações sexuais entre um homem e uma mulher comprometidos um com o outro. E se seu parceiro também pratica a meditação, sempre que a paixão despertar, ambos a atenderão. Isso não é nem supressão nem rédeas soltas. Assim procedendo, vocês podem libertar-se do desejo.

Por vezes o casal ainda terá relações sexuais, mas gradualmente alcançarão o estágio em que o sexo não mais terá sentido. Esse é o estágio do celibato natural, verdadeiro, em que nem mesmo o pensamento sexual cruza a mente. Este celibato traz uma alegria muito maior que qualquer satisfação sexual. A pessoa sempre se sente tão satisfeita, tão harmoniosa. A pessoa deve aprender a experimentar essa felicidade verdadeira.


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