O sexo tem seu lugar na vida do
sádhaka (aspirante espiritual). Ele não deve ser suprimido à
força, porque um celibato forçado produz tensões que criam mais
problemas, mais dificuldades. Entretanto, se você der rédeas soltas
ao desejo sexual e permitir-se ter relações sexuais com qualquer um
sempre que o desejo aparecer, então nunca poderá libertar a mente
da paixão.
Evitando estes dois extremos
igualmente perigosos, o budismo oferece um caminho do meio, uma
expressão saudável da sexualidade que também permite o
desenvolvimento espiritual, que são as relações sexuais entre um
homem e uma mulher comprometidos um com o outro. E se seu parceiro
também pratica a meditação, sempre que a paixão despertar, ambos
a atenderão. Isso não é nem supressão nem rédeas soltas. Assim
procedendo, vocês podem libertar-se do desejo.
Por vezes o casal ainda terá relações
sexuais, mas gradualmente alcançarão o estágio em que o sexo não
mais terá sentido. Esse é o estágio do celibato natural,
verdadeiro, em que nem mesmo o pensamento sexual cruza a mente. Este
celibato traz uma alegria muito maior que qualquer satisfação
sexual. A pessoa sempre se sente tão satisfeita, tão harmoniosa. A
pessoa deve aprender a experimentar essa felicidade verdadeira.

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