A
parte do ser humano que permanece no céu é o Eu Superior. A parte
que desce (encarna) para sofrer e lutar na Terra é a personalidade.
Ambos estão indissoluvelmente ligados, embora a ignorância só veja
a pessoa.
O
divino Eu Superior, que habita no coração do ser humano, não o
persegue no sentido em que uma criatura apaixonada persegue o objeto
de sua paixão. Mas também não se deixa ficar alheio e indiferente.
Permanece sereno, no coração, esperando para saudar-lhe o regresso
(após muitas reencarnações, talvez), sabendo que seu poder de
atração magnética o atrairá, e que a instrução e o sofrimento
acabarão por fazê-lo cônscio de sua presença.
A
paciência é incomensurável exatamente porque o amor é
incomensurável. O amor divino só é limitado pela compreensão e
receptividade do ser humano. E por ser um amor incrivelmente paciente
não o obrigará a desvencilhar-se da sua escravidão às atrações
terrenas.
A
única coisa que se pede a toda pessoa é que se volte, mude a
direção de sua visão e encare o Eu Superior. Assim que o homem
tiver descoberto essa presença, sentido essa inspiração,
capitulado diante desse poder, este o conduzirá serenamente através
de todas as dificuldades e todas as crises, de todas as vergastadas e
convulsões que a vida possa trazer-lhe (em razão de seu karma).

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