15.2.14

A PURIFICAÇÃO DAS EMOÇÕES - Paul Brunton


A pessoa infantil petulante, cuja atitude emocional é adolescente, precisa desenvolver-se e transformar-se num adulto mais maduro e equilibrado, para que as práticas espirituais deem resultado.

O neurótico cujas emoções ainda se encontram num nível infantil, que dá caminho ao pânico ou a acessos de cólera, que explode em paroxismos histéricos à menor provocação, deve compreender que sua tarefa não é desenvolver poderes místicos, mas antes desenvolver virtudes morais.

O Eu Supremo lhe recusará um vislumbre enquanto ele não as desenvolver. É mais importante para ele construir seu caráter que deixar-se ficar sentado e meditar, buscando sensações psíquicas.

As emoções negativas como a maldade, a malevolência, a inimizade, a mesquinhez, a intolerância, o fanatismo, o mau-humor e a belicosidade fazem a força do ego quando este se recusa a ceder à voz silenciosa do Eu Supremo.

Seus juízos serão errôneos, suas metas serão fantasmas e sua vida será salteada de infortúnios quando ele insiste em defender o ego em lugar de censurá-lo. Quanto mais depressa reconhecer seus equívocos, tanto melhor será seu futuro comparado com seu passado.

Quanto menos ansioso se mostrar em melhorar seus vizinhos, e quanto mais ansioso se mostrar de aprimorar-se, tanto maiores serão as chances de que venha a fazer ambas as coisas.

O aspirante precisará de humildade para reconhecer suas próprias deficiências em lugar de enlevar-se nas deficiências de outras pessoas, mas a recompensa será proporcionada.

A prudência aconselha a evitar os lugares, as pessoas e as situações capazes de despertar sua natureza inferior. Se por exemplo, a propensão para a cólera é uma de suas falhas, procederá com prudência evitando as situações que podem provocá-la, enquanto não tiver adquirido algum domínio do eu.

 

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