O
homem que deseja vencer a si mesmo deve fazer um esforço tão grande
que necessariamente se estenderá por muitas e muitas reencarnações.
A primeira purificação a que ele se obriga é a do corpo.
A
redução, ou eliminação, da gula à mesa, do comer carne, do tomar
bebidas alcoólicas e do fumar são indícios desse progresso.
A
gula é mais um erro em matéria de higiene do corpo que um pecado
moral; consiste em levar à boca uma quantidade maior de comida e
bebida do que o corpo precisa para sua saúde. Uma forma eficaz de
reduzir a acumulação é o jejum, praticado de vez em quando e
apenas por curtos períodos.
Os
homens enchem o corpo de resíduos tóxicos comendo mal, e isso por
sua vez, enche-o de apetites mórbidos e contínuos desejos.
O
aspirante pode manter relações sexuais, mas não permitirá que a
preciosa destilação da sua essência vital seja continuamente gasta
na debilitante satisfação dos próprios apetites, nem que a
preciosa liberdade de seu coração e da sua mente se submeta à
escravidão sexual.
Não
se deixará cegar pelo êxtase físico produzido pelo ato sexual,
lembrando que se trata de uma lembrança breve, lastimável e incerta
do êxtase produzido pela elevação espiritual.
Breve
porque em minutos se dissipa. Lastimável porque seu custo
frequentemente é muito superior ao seu valor. Incerta porque as
pessoas em que o desejo se origina poderão vir a cansar, desamar e
até odiar umas às outras.
A
energia sexual é uma forma baixa, limitada, da energia criativa da
Mente Universal. O prazer que ela proporciona é um eco abafado, cujo
som original pertence a uma região divina. Eis porque ele é tão
procurado.

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