14.12.18

O ESFORÇO DA MEDITAÇÃO – Paul Brunton


 
O número de pessoas que continuam suas práticas regulares de meditação é muito menor que o número de pessoas que a abandonam. A pressão da vida moderna é demais para elas.

Os ocidentais não simpatizam muito com a meditação, em razão do esforço requerido para se concentrar e introverter a atenção. Esse esforço os fadiga excessivamente e é devido à falta de familiaridade e prática. Mas essa antipatia tem também um elemento misterioso, cuja origem está escondida no desejo do ego de evitar qualquer auto-aprofundamento que penetre além de sua superfície. Porque isso levará à exposição e destruição do ego.

A Yoga não termina quando o yogue pode se concentrar perfeitamente e manter sua mente quieta. Ele deve ir além e dominar as avançadas fases da jnana yoga – a união com a verdade. A Busca é muito maior que a meditação – ela inclui a meditação às vezes, mas não necessariamente sempre.
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A meditação acalma as paixões e aquieta o ego, mas não o extingue. As paixões e o ego só serão extintos através do pensar correto. O objetivo da meditação é chegar cada vez mais perto do Centro do ser. É meditação o que os quakers chamam de "esperando no Espírito Santo," e o que Swedenborg chamou de "abrir a mente ao influxo do Senhor".

Quando os filósofos chineses usaram a frase "sentado em esquecimento," expressaram o mesmo que os yogues hindus chamaram de "sentado em meditação." O esquecimento se refere ao mundo e seus afazeres, suas cenas e eventos, bem como se refere ao corpo físico.

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