6.3.15

A DRENAGEM DA CARGA TÓXICA DO ESPÍRITO - Ramatis




Não é a genética que impõe a forma ao organismo, mas as energias más do corpo perispiritual a causa determinante da hereditariedade patológica de cada um. A alma atribulada e enferma (como resultado de um viver errado em vidas passadas) deve filtrar e "drenar" a toxicidade do seu perispírito, através do corpo físico, durante as encarnações na matéria, e esse processo lento e insidioso provoca as doenças.

À medida que o homem cresce e envelhece, o conteúdo de seu campo vibratório tóxico perispiritual flui mais intensamente para o "mata-borrão" vivo, que é o corpo carnal; disso, então, resulta a enfermidade específica a cada tipo de ser, agravando-se tanto quanto a criatura se torna mais idosa.

Quase sempre, pela maturidade, o espírito encarnado principia a sentir a descida cármica e cáustica de sua carga tóxica do perispírito, a se desprender pelas vias endócrinas e nervosas, fluindo pelos "plexos nervosos" do corpo físico, afetando todos os centros principais etéricos que comandam o metabolismo orgânico.

Sob o aspecto de um morbo fluídico, que busca a sua materialização na indumentária psicofísica, as toxinas do perispírito incorporam-se, através dos sistemas próprios de drenagem, a todo o conjunto, produzindo os climas eletivos para a proliferação de determinados germens, vírus e ultravírus, que são os principais responsáveis pelas diversas doenças.

Assim, sob a ação específica das várias toxinas que se desagregam do perispírito para o corpo físico, se nutrem determinadas coletividades microbianas, além das cotas normais do seu organismo físico, surgindo as cefaléias, artrites, hiperestesias, dermatoses, inflamações, inclusive as infecções das regiões gástricas, pancreáticas, renais ou hepáticas, que, de conformidade com a gravidade, a ciência médica caracteriza por úlceras, colites, diabetes, nefrites ou hepatites.

E à medida que a criatura mais se impacienta, se irrita ou perde o ânimo vivificador, esse morbo "psicofísico" mais se acicata e agrava, porque o processo de envelhecimento reduz a produção de insulina, bílis, fermentos, sucos gástricos, diminui a fisiologia do fígado, a drenagem renal, perturba o peristaltismo intestinal ou altera o metabolismo endocrínico, as funções cerebrais pela atrofia cortical, numa técnica natural de libertação da individualidade.

Notamos a sabedoria das inteligências que regem o Universo quando, primeiramente, o ser cumpre o ciclo biológico de nascer, crescer, reproduzir-se, ajudar na criação da prole, pagando o seu tributo à vida, para, depois, saldar os seus débitos do pretérito, o que é facilitado pela pouca resistência do organismo ao escoamento do residual venenoso do perispírito para a matéria.

Como é uma ação planejada, então, se esgotam todos os procedimentos médicos. E as terapêuticas não têm efeito, ou podem agravar o estado geral, quando empregadas de maneira agressiva. Desesperada, não encontrando uma solução científica, a criatura entrega-se aos mais pitorescos métodos do curandeirismo amador.

Sendo católica, recorre ao socorro do padre; protestante, procura o pastor exorcista; em última instância, recorre ao médium kardecista ou ao "aparelho" de Umbanda.

Nessa busca, há o contato com as filosofias dos credos, o conhecimento de novas doutrinas; há o efeito salutar da prece, num conjunto de ações que podem mudar o modo de pensar do sofredor, permitindo mais entendimento de seus males e a conseqüente modificação de suas doenças anímicas, como o egoísmo, a vaidade, o orgulho, transformados em fraternidade e humildade.

À guisa de um vaso vivo, a colher em seu bojo a carga venenosa vertida do perispírito pelo mecanismo drenador e purificador, o corpo carnal do homem toma-se um excêntrico "fio-terra" dessa limpeza cruciante, mas benéfica.




Nenhum comentário:

Postar um comentário