Não é a genética que impõe a forma ao organismo, mas
as energias más do corpo perispiritual a causa determinante da hereditariedade
patológica de cada um. A alma atribulada e enferma (como resultado de um viver
errado em vidas passadas) deve filtrar e "drenar" a toxicidade do seu
perispírito, através do corpo físico, durante as encarnações na matéria, e esse
processo lento e insidioso provoca as doenças.
À medida que o homem cresce e envelhece, o conteúdo
de seu campo vibratório tóxico perispiritual flui mais intensamente para o "mata-borrão"
vivo, que é o corpo carnal; disso, então, resulta a enfermidade específica a
cada tipo de ser, agravando-se tanto quanto a criatura se torna mais idosa.
Quase sempre, pela maturidade, o espírito encarnado
principia a sentir a descida cármica e cáustica de sua carga tóxica do
perispírito, a se desprender pelas vias endócrinas e nervosas, fluindo pelos
"plexos nervosos" do corpo físico, afetando todos os centros
principais etéricos que comandam o metabolismo orgânico.
Sob o aspecto de um morbo fluídico, que busca a sua
materialização na indumentária psicofísica, as toxinas do perispírito
incorporam-se, através dos sistemas próprios de drenagem, a todo o
conjunto, produzindo os climas eletivos para a proliferação de determinados
germens, vírus e ultravírus, que são os principais responsáveis pelas diversas
doenças.
Assim, sob a ação específica das várias toxinas que
se desagregam do perispírito para o corpo físico, se nutrem determinadas
coletividades microbianas, além das cotas normais do seu organismo físico, surgindo as cefaléias, artrites,
hiperestesias, dermatoses, inflamações, inclusive as infecções das regiões
gástricas, pancreáticas, renais ou hepáticas, que, de conformidade com a
gravidade, a ciência médica caracteriza por úlceras, colites, diabetes,
nefrites ou hepatites.
E à medida que a criatura mais se impacienta, se
irrita ou perde o ânimo vivificador, esse morbo "psicofísico" mais se
acicata e agrava, porque o processo de envelhecimento reduz a produção de
insulina, bílis, fermentos, sucos gástricos, diminui a fisiologia do fígado, a
drenagem renal, perturba o peristaltismo intestinal ou altera o metabolismo endocrínico,
as funções cerebrais pela atrofia cortical, numa técnica natural de libertação
da individualidade.
Notamos a sabedoria das inteligências que regem o
Universo quando, primeiramente, o ser cumpre o ciclo biológico de nascer,
crescer, reproduzir-se, ajudar na criação da prole, pagando o seu tributo à vida,
para, depois, saldar os seus débitos do pretérito, o que é facilitado pela
pouca resistência do organismo ao escoamento do residual venenoso do
perispírito para a matéria.
Como é uma ação planejada, então, se esgotam todos
os procedimentos médicos. E as terapêuticas não têm efeito, ou podem agravar o
estado geral, quando empregadas de maneira agressiva. Desesperada, não
encontrando uma solução científica, a criatura entrega-se aos mais pitorescos métodos
do curandeirismo amador.
Sendo católica, recorre ao socorro do padre;
protestante, procura o pastor exorcista; em última instância, recorre ao
médium kardecista ou ao "aparelho" de Umbanda.
Nessa busca, há o contato com as filosofias dos
credos, o conhecimento de novas doutrinas; há o efeito salutar da prece, num
conjunto de ações que podem mudar o modo de pensar do sofredor, permitindo mais
entendimento de seus males e a conseqüente modificação de suas doenças
anímicas, como o egoísmo, a vaidade, o orgulho, transformados em fraternidade e
humildade.
À guisa de um vaso vivo, a colher em seu bojo a
carga venenosa vertida do perispírito pelo mecanismo drenador e purificador, o
corpo carnal do homem toma-se um excêntrico "fio-terra" dessa limpeza
cruciante, mas benéfica.
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