29.3.15

A VERDADEIRA MEDITAÇÃO – Krishnamurti


Como pode a mente tornar-se completamente quieta – não mecanicamente, não forçada, obrigada a tornar-se quieta? A mente que está quieta, sem ter sido forçada a quietar-se, é sobremodo ativa, sensível, desperta. Ao compreendermos que não há método, nem sistema, nem mantra, nem instrutor, nem nada, neste mundo, que possa ajudar-nos a quietar-nos; quando percebemos a verdade de que só a mente quieta vê – a mente fica tranquila.

A meditação não difere da vida de cada dia; não é meter-nos num canto de nosso quarto para meditar durante dez minutos, e depois sairmos para matar nossos semelhantes – tanto metaforicamente quanto na realidade. A meditação é uma das coisas mais sérias que existem; ela deve durar o dia todo, no escritório, no lar, quando dizemos a alguém “eu te amo”, quando estamos observando nossos filhos, quando os estamos educando para ser soldados, para matar, ser nacionalistas, adorar a bandeira, cair na armadilha do mundo moderno. Considerar todas essas coisas, perceber a parte que nelas tomamos – tudo isso é meditação.

Nessa forma de meditação, encontrareis uma beleza extraordinária; agireis corretamente a cada momento; e se num dado instante não agirdes corretamente não importa, tereis outra oportunidade de fazê-lo – não há tempo para perder com lamentações. A meditação é uma parte da vida e não coisa diferente da vida. 
 

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