Como pode a mente
tornar-se completamente quieta – não mecanicamente, não forçada,
obrigada a tornar-se quieta? A mente que está quieta, sem ter sido
forçada a quietar-se, é sobremodo ativa, sensível, desperta. Ao
compreendermos que não há método, nem sistema, nem mantra, nem
instrutor, nem nada, neste mundo, que possa ajudar-nos a quietar-nos;
quando percebemos a verdade de que só a mente quieta vê – a mente
fica tranquila.
A meditação não
difere da vida de cada dia; não é meter-nos num canto de nosso
quarto para meditar durante dez minutos, e depois sairmos para matar
nossos semelhantes – tanto metaforicamente quanto na realidade. A
meditação é uma das coisas mais sérias que existem; ela deve
durar o dia todo, no escritório, no lar, quando dizemos a alguém
“eu te amo”, quando estamos observando nossos filhos, quando os
estamos educando para ser soldados, para matar, ser nacionalistas,
adorar a bandeira, cair na armadilha do mundo moderno. Considerar
todas essas coisas, perceber a parte que nelas tomamos – tudo isso
é meditação.
Nessa forma de
meditação, encontrareis uma beleza extraordinária; agireis
corretamente a cada momento; e se num dado instante não agirdes
corretamente não importa, tereis outra oportunidade de fazê-lo –
não há tempo para perder com lamentações. A meditação é uma
parte da vida e não coisa diferente da vida.
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