30.6.17

ALMAS-GRUPO E ALIMENTAÇÃO CARNÍVORA – Ramatis


Os animais, na evolução, possuem uma organização mais avançada que as pedras e as árvores, sendo almas-grupo diferentes entre si, ou tipos de colônias vibratórias correspondendo às necessidades evolutivas das diversas espécies. Portanto, os espíritos, estagiando em corpos de animais, necessitam das experiências vitais no orbe, de acordo com a posição evolutiva em que se encontram, buscando galgar os degraus rumo ao estágio hominal, do mesmo modo que os humanos vivenciam múltiplas situações que os acicatam para a formação da futura consciência angélica que permitirá o ingresso nos planos "celestiais".

Chega um momento em que as espécies animais adquirem os primeiros sinais de emotividade, num psiquismo ainda embrutecido. A lógica sideral condiciona a aquisição de impulsos psíquicos emocionais à formação de corpos físicos afins, para abrigar os princípios espirituais reencarnantes das diversas espécies.

Assim, se evidenciam nas massas nervosas cérebro-encefálicas os primeiros lapsos de formação das células orgânicas que tecerão futuramente a glândula pineal. A partir desse estágio, de animais reunidos em espécies nas almas-grupo, gradativamente vão desaparecendo as amarras que os ligam a seus pares e quanto mais alcançarem impulsos de emotividade, mais darão margem ao nascimento em espécies individualizadas.

Ocorre que os homens, em sua insanidade coletiva, matam diariamente milhões de vacas, porcos e aves, espécies que se encontram mais próximas do estágio evolutivo que descrevemos e que já obtiveram escassos rudimentos de emotividade, tendo capacidade de vincular-se emocionalmente ao homem em suas encarnações.

Como estão aprisionadas nas criações pecuárias intensivas, impedidas de uma experiência natural em suas curtas vidas, artificialmente manipuladas para engordarem e se reproduzirem, além de violentamente assassinadas em vossos matadouros, imprime-se no seu psiquismo nascente o medo dessas experiências e o horror da morte fatídica e cruel. Por isso, aportam ao plano astral bilhões de duplos espirituais morbidamente modificados pelas experiências terrenas aviltantes, o que mantém as almas-grupo correspondentes totalmente distorcidas, formando gigantescos condensadores energéticos de vibrações altamente deletérias e pestilentas que "emperram" a sua evolução e a encarnação de quantidades maiores de espíritos mais evoluídos no orbe.

Então, continuam encarnando hordas de espíritos rebeldes, calcetas, assassinos, déspotas, violentos, pois sobre eles se instala intenso magnetismo telúrico mantido pelo tônus vital etéreo dos milhões de litros de sangue derramados.

Almas-grupo "aleijadas" flutuam adjacentes à crosta planetária, densas, escurecidas, um cenário pintado de vultos disformes em telas gigantes (egrégoras). As conseqüências são nefastas para os habitantes da crosta, pelo mecanismo natural de ressonância vibratória que incide sobre as populações que estão sob o raio de influência dessas egrégoras, intensificando-lhes no psiquismo os estados violentos das almas enfermas.

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Aí estão as guerras fratricidas, os assassinatos grupais, os assaltos, os acidentes de trânsito, os vícios, a cobiça ensandecida da indústria de proteínas animais, a pobreza e a fome de muitas nações, mantendo um roteiro de tresloucado drama existencial.

Este drama é diretamente alimentado por bilhões de bocas carnívoras, entorpecidas pelo hábito aviltante de comer retalhos e vísceras de animais, que escravizam as almas-grupo dos irmãos menores do orbe na vã tentativa de satisfazer o insaciável apetite.

Logo, como o que está em cima está embaixo, e o que está em baixo está em cima, repercute na existência humana terrícola o sofrimento, os lamentos e urros de pavor ecoados dos animais aprisionados artificialmente e trucidados nos matadouros, frigoríficos e charqueadas, excluídos das necessárias e naturais experiências na matéria para sua evolução.

Criam-se então gigantescos campos magnéticos, massas mentais coletivas que emitem ininterruptamente vibrações de emoções aviltantes (energias destrutivas) aos habitantes dos dois planos de vida, encarnados e desencarnados.

Continuando essa situação anômala, somente uma mudança geográfica no planeta fará alterarem-se as consciências, libertando-as das relações escravizadoras dos irmãos menores. Em breve, não haverá mais áreas disponíveis para criar, alimentar e matar bilhões de animais, artificialmente mantidos para saciar outros bilhões de bocas carnívoras, enquanto grande parte da população não terá o que comer, por falta de grãos que servem para produzir ração animal. Também escassearão as hortaliças e verduras, pela absoluta inexistência de terra para o plantio agrícola.


23.6.17

ALIMENTAÇÃO CARNÍVORA E CRUELDADE – Ramatis


Através dos milênios, seja por questões alimentares, religiosas, mercantis ou devocionais, os homens vêm cometendo atrocidades contra o mundo animal que deixariam qualquer nativo "primitivo" estarrecido.

Milhões de animais são retirados das matas para serem vendidos. Em seguida, são mutilados, envenenados, queimados e expostos à ação de diversos componentes químicos para testar vossos cosméticos e artigos de higiene e limpeza. Entre gôndolas perfumadas e corredores refrigerados, acondicionados nas embalagens coloridas e nos corredores com música ambiente, esconde-se o suplício de dor e sofrimento dessas pequenas almas-grupo que procuram estagiar no orbe. São despedaçados, ficam cegos, mancos, sem peles, bicos e unhas, para servirem de teste e verificarem os efeitos internos das novas substâncias pesquisadas por uma indústria esfomeada por lucros; suas entranhas são arrancadas, raspadas e feridas até a morte.

Em vossos rodeios modernos, por trás das apoteoses ensaiadas, escondem-se dolorosos estímulos no saco escrotal dos animais, nos momentos em que os touros bravos saem para as arenas. Pregos, pedras e outros objetos cortantes e pontiagudos, firmemente colocados sob a cela, garantem o sucesso do espetáculo. Reforçam-se as performances com as esporas afiadas aplicadas com força na região do baixo ventre do animal esbravejante.

Dando total garantia ao espetáculo, choques elétricos podem ser aplicados nas partes sensíveis, antes da entrada para o show. Pimenta e terebentina, associadas a outros princípios abrasivos passados no corpo do animal, garantem a satisfação dos espectadores ansiosos em seus camarotes confortáveis.

Touro na arena é brincadeira de criança diante da adulta farra do boi. Conduzido do seu estábulo e solto no meio da rua, é perseguido por pessoas armadas de porretes, pedras, facas e lanças. Ferido até arrancarem seu rabo, no final do festim cruel é morto, e sua carne enrijecida pelas descargas elétrico-nervosas de pavor e medo é repartida entre os esfomeados participantes.

Vossos circos pomposos acorrentam os animais em gaiolas sujas, deixando-os ao sol em altas temperaturas. Nos seus olhos, troncos e pernas, o chicote acicata-os firmemente. Focinheiras apertadas e coleiras estranguladoras garantem o espetáculo da noite. São "treinados" com choques elétricos e chapas quentes para pisar, além de chibatadas.

Quanto ao carnivorismo, já dizia Gandhi:"A grandeza de uma nação pode ser avaliada pela forma como são tratados os animais". As aves ficam dias sem dormir em ambiente extremamente apertado e com luz, sem se mexerem, levadas ao desespero. Martirizadas, os seus bicos são cortados com lâmina quente, sem anestesia, para que não se ataquem uma às outras no desespero a que são submetidas e apertadas.

Da mesma forma, os suínos são confinados em jaulas. O odor brutal de suas fezes fere suas narinas sensíveis, que não mais resfolegam na lavagem de restos de comidas humanas, que é substituída pelas rações cheias de hormônios para a engorda e crescimento descomunal.

Alguns morrem imóveis pela obesidade, recusando-se a comer e a beber; outros se atacam violentamente, mutilando seus rabos, o que leva os criadores a cortarem-nos. Quanto menor o movimento, mais rápido o animal engorda e maior é o lucro.

A produção dos bifes dos tenros bezerros, tão apreciados pelas classes abastadas nos grelhados dos almoços dominicais, obriga-os, desde os primeiros instantes do nascimento, a ficar separados das mães, violentando-os no mais forte instinto natural de sobrevivência, natural aos mamíferos.

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Para suas carnes manterem-se tenras, vossos pecuaristas os deixam imobilizados a fim de não enrijecerem os músculos. Quanto mais rápido crescerem e engordarem, mais sofrem. Para suas carnes ficarem brancas, recebem dieta pobre em ferro. Muitos não resistem e morrem antes do abate. Quando chegam aos cem quilos, algo próximo aos quatro meses de suplício, são abatidos.

As vacas leiteiras são apartadas dos filhotes e o leite é extraído com máquinas de sucção. Após um certo tempo, suas mamas inflamam, sangram e transferem resíduos de pus e sangue infectado para o leite extraído, que será pasteurizado para chegar em caixas de alumínio até vós, acondicionamento metalizado que demora centenas de anos para desintegrar-se junto à natureza. O gado leiteiro vive em média cinco anos em confinamento (sem ver o Sol, sem andar, num espaço exíguo), sendo sugado pelos vampiros mecânicos inventados pelo homem, ao invés de uma existência de 25 anos, que seria o normal.

Nos grandes abatedouros modernos, centenas de milhões de frangos, carneiros, porcos, cabritos, perus, gansos, patos, bois, javalis, são diariamente mortos sem piedade, recebendo um disparo de pistola pneumática com estilete ou agulha, que recorta a medula espinhal.

Nos abatedouros menores, muitos clandestinos, são sacrificados a golpes de marretas na cabeça. Após caídos, são suspensos por trás por correntes e têm suas veias carótidas cortadas. As vísceras são usadas para fazer finos patês e o sangue coletado para servir de farinha e alimentar animais.

Muitos abatedouros utilizam choques elétricos, especialmente os de suínos. Os porcos ficam em jejum para "limparem" o aparelho digestivo, passam por um corredor que os afunila e os molha para, no final, receberem irmã carga elétrica mortífera na cervical. As aves também ficam de cabeça para baixo, recebem choques elétricos e são sangradas no céu da boca.

Vosso famoso peru de Natal é engordado em criadouros de forma intensiva. São "depósitos" sem janela e mal-iluminados, a fim de reduzir a agressividade de uns com os outros. O espaço reduzido produz ferimentos nos joelhos e quadris, úlceras nos pés e bolhas nos peitos. Muitos dos perus têm os bicos arrancados com uma lâmina em brasa para reduzir os ferimentos. Os perus mais pesados são suspensos pelos pés, durantes minutos. Em seguida, recebem um banho de água eletrificada, têm suas gargantas cortadas e são mergulhados em água fervente para serem depenados. A maioria deles vai para a água fervente ainda vivo, com os seus duplos espirituais acoplados nos organismos físicos.

Grande tristeza é a indústria de patê foie-gras para satisfazer os paladares mais refinados. Os gansos são agarrados pelo pescoço e lhes inserem funis e tubos metálicos de alimentação que vão até o estômago. Impedidos de dormir, uma alavanca bombeia ração ininterruptamente, com o objetivo de engorda e aumento das vísceras, algo como se fôsseis obrigados a comer 15 quilos de macarrão por dia, colocado em vossas gargantas.

Nos pescoços das aves é colocado um anel elástico para não regurgitarem, garantindo o sobrepeso almejado para a lucratividade famélica da indústria. Após quatro semanas, os patos e gansos estão com os fígados inchados até doze vezes o tamanho normal. Apenas os machos são utilizados para fazer vossos deliciosos patês e antepastos de vísceras. As fêmeas são amontoadas em sacos e jogadas em latões de água escaldante. As que sobrevivem são mortas tendo as cabeças dilaceradas.

Ao comer vossos canapés regados a champanhe, lembrai-vos desses irmãos menores do orbe. Ao remeter para vossas bocas os quitutes saborosos cobertos desses patês, lembrai-vos que o mesmo Deus que vos criou é Pai desses irmãos menores.

Trata-se de uma indústria cruel, mantida para cidadãos que se dizem de fino paladar. Infelizmente, ainda existem rituais religiosos que matam os animais. Um rito chamado Kosher é uma forma religiosa de abate utilizada por judeus e provém de épocas anteriores ao nascimento de Jesus. O boi é pendurado vivo por grilhões nas patas traseiras. Ao se debater freneticamente de terror, mugindo e babando com a língua de fora, suas pernas são quebradas e é degolado com uma faca sacerdotal, que tem essa única finalidade.

Segue-se toda uma liturgia para analisar se o boi foi sacrificado com o corte adequado e se sua alma (duplo) serviu como oferenda para "Deus". Ao contrário, se for recusado pelos sacerdotes, novo boi deve ser levado ao suplício sacrificial e assim sucessivamente.

Em muitos de vossos países comem-se cães e gatos. No Vietnã, os cachorros são retirados de gaiolas, escolhidos pelas donas de casa nas feiras. Com um pau de gancho na ponta, são espetados no pescoço e jogados vivos em água fervente. São servidos em mercados e restaurantes, acreditando-se que sua carne é afrodisíaca.

Na China, existe fondue de cachorro em que são servidos são-bernardos. Essa indústria de abate canino é mais lucrativa que a de porcos, vacas ou galinhas e está crescendo assustadoramente.

Para nossas considerações não se tornarem demasiado chocantes, já que teríamos muitos outros relatos fatídicos que deixariam qualquer sacerdote religioso antigo estarrecido, ou pajé de penacho em pé, finalizemos este capítulo relembrando Jesus, o Cordeiro de Deus, que se deixou sacrificar para libertar as consciências da mortandade religiosa.

Resta aos homens que ainda matam em nome do sagrado libertarem-se desse atavismo milenar, e aos tantos outros que não assassinam os animais em ritos religiosos, mas que saciam seus estômagos esfomeados com restos dos cadáveres de nossos irmãos menores, educarem-se, contribuindo para a transição planetária que se avizinha.

Em breve a verdade prevalecerá e mudanças se implementarão na consciência coletiva para a inevitável sustentação equilibrada do planeta.


A PROVA DO INICIADO – Helena Blavatsky


A respeito dos verdadeiros Mistérios e Iniciações, nada podemos dizer ao público; só devem conhecê-los os que são capazes de iniciar-se. Podemos, no entanto, dar algumas indicações sobre as grandes cerimônias antigas que o público considerava como os Mistérios reais, e em que os candidatos eram iniciados com um extenso ritual e demonstrações de artes ocultas.

Subjacentes a isso, na obscuridade e no silêncio, estavam os verdadeiros Mistérios, como sempre existiram e continuam a existir. No Egito, como na Caldeia e mais tarde na Grécia, celebravam-se os Mistérios em épocas fixas; e o primeiro dia era uma festividade pública, durante a qual os candidatos eram conduzidos com muita pompa à Grande Pirâmide, em cujo interior ficavam ocultos aos olhares do público.

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O segundo dia era consagrado às cerimônias de purificação, no fim das quais o candidato se apresentava vestido de branco. No terceiro dia, era submetido às provas, examinando-se seu progresso em conhecimentos ocultos. No quarto dia, após outra cerimônia simbólica de purificação, era deixado sozinho, e passava por diversas provas; e por último ficava em provocado estado de letargia, numa cripta subterrânea, durante dois dias e duas noites, imerso em total escuridão.

No Egito, o neófito em letargia era posto em um sarcófago vazio da pirâmide, onde se celebravam os ritos de iniciação. Passava a ser velado pelo hierofante (iniciador), que guiava seu corpo astral, desde este mundo material até os reinos inferiores, de onde, se vencedor, tinha o direito de libertar “sete almas sofredoras” (isto é, sete elementais).

Revestido em seu Anandamayakosha (corpo de beatitude), o iniciado permanecia ali onde não devemos segui-lo, e ao regressar recebia a “Palavra”, com ou sem o “sangue do coração” do hierofante.

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Mas em verdade o iniciado não matava o hierofante, pois o homicídio era apenas simulado; a menos que o Iniciador houvesse escolhido aquele para ser seu sucessor e decidido comunicar-lhe a última e suprema PALAVRA, devendo morrer em seguida.

Porque só um homem tinha, em cada nação, o direito de conhecer a PALAVRA. Muitos foram os grandes Iniciados que deixaram assim o cenário do mundo, desaparecendo dos olhos dos homens misteriosamente.



OS INICIADOS DA ANTIGUIDADE – Helena Blavatsky


A Iniciação nas raças primitivas era a Ciência das Ciências. E embora desprovida de dogmas, de disciplina física e de ritual privativo, era a única Religião verdadeira – a da verdade eterna.

Externamente era uma escola, um colégio, onde se ensinavam ciências, artes, ética, legislação, filantropia e o culto da verdadeira e real natureza dos fenômenos cósmicos. As provas práticas eram dadas secretamente durante os Mistérios.

Os que se mostravam capazes de aprender a verdade acima de todas as coisas, isto é, os que podiam contemplar a face sem véu da grande Ísis, e resistir ao deslumbrante e majestoso olhar da deusa, esses se tornavam Iniciados. Mas os filhos da Quinta Raça (ariana) estavam demasiado submersos na matéria para que o pudessem fazer impunemente; e os que falhavam sumiam deste mundo sem deixar vestígios.

Que rei, por mais poderoso que fosse, ousaria subtrair à jurisdição dos austeros sacerdotes o súdito que houvesse transposto o limiar do Ádito sagrado?

Os nobres preceitos ensinados pelos Iniciados das primitivas raças propagaram-se até a Índia, o Egito, a Caldeia, a China e a Grécia, e difundiram-se por todo o mundo. Tudo que há de bom, nobre e generoso na natureza humana, todas as faculdades e aspirações divinas, tudo isso os sacerdotes iniciados cultivavam e procuravam despertar e desenvolver nos iniciados.

Os Grandes Iniciados eram como deuses, e Sócrates, no “Fedro” de Platão, declara: “Os Iniciados têm a certeza de que andam em companhia dos deuses.”

E em outra passagem da mesma obra diz o grande sábio ateniense: “É evidente que os fundadores dos Mistérios, ou assembléia secreta de iniciados, não eram simples mortais, mas gênios de grande saber que, desde os tempos primitivos, se esforçaram para nos fazer entender, por meio daqueles enigmas, que todo aquele que chegar impuro às regiões invisíveis será precipitado no abismo; ao passo que aquele que ali chegar já purificado das manchas deste mundo, e integrado nas virtudes, será recebido na mansão dos Deuses.”

Os arianos da Quinta Raça receberam esses ensinamentos de seus antepassados da Quarta Raça, os atlantes. Conservaram religiosamente as doutrinas, enquanto a raça de seus progenitores, crescendo em arrogância a cada geração, pela aquisição de poderes super-humanos, gradualmente se aproximava de seu fim.

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OS SACERDOTES DO EGITO – Helena Blavatsky


Os sacerdotes do Egito, como os antigos brâmanes, mantinham as rédeas do governo, segundo o sistema herdado dos iniciados atlantes. O culto puro da Natureza, nos primitivos tempos patriarcais, foi o patrimônio exclusivo dos que sabiam discernir o número por trás do fenômeno.

Mais tarde, os iniciados transmitiram seus conhecimentos aos reis humanos, do mesmo modo que o fizeram a seus antepassados os Mestres divinos. Era seu dever, e sua prerrogativa, revelar aqueles segredos da Natureza que fossem úteis ao gênero humano, as virtudes ocultas das plantas, a arte de curar os enfermos; e também despertar entre os homens o sentimento de amor fraternal e assistência mútua.

Não era um iniciado quem não soubesse curar, inclusive restituir à vida os que, caindo em estado de morte aparente (coma), estariam realmente mortos se fossem deixados por muito tempo em letargia. Aqueles que demonstravam tais poderes se distinguiam das multidões e eram considerados reis e iniciados.



Como podiam os sacerdotes egípcios adquirir conhecimentos tão maravilhosos, em todos os ramos da ciência, sem dispor de um manancial ainda mais antigo? Os quatro centros famosos de ensinamento do antigo Egito são historicamente comprovados.

Foi no grande santuário de Tebas que Pitágoras, em seu regresso da Índia, estudou a ciência dos números ocultos. Foi em Mênfis que Orfeu popularizou sua metafísica indiana, e foi lá que Tales e mais tarde Demócrito aprenderam tudo quanto sabiam. A Saís cabe a honra da admirável legislação e da arte de governar os povos, comunicadas por seus sacerdotes a Licurgo e Sólon, e cujos códigos haveriam de maravilhar as gerações futuras. E se Platão e Eudóxio nunca tivessem ido fazer suas devoções no santuário de Heliópolis, é bem provável que o primeiro não deslumbrasse a humanidade com seu sistema de ética, nem o segundo com seus profundos conhecimentos de matemática.

Ragon, o notável tratadista dos mistérios da iniciação egípcia, não exagerou ao dizer: “Os sacerdotes do Egito conheciam toda a ciência dos hindus, persas, sírios, árabes, caldeus, fenícios e babilônios acerca dos segredos da Natureza. A filosofia da Índia penetrou na Caldeia e na Pérsia, dando origem aos Mistérios egípcios.”


A ORIGEM DE HÉRCULES – Helena Blavatsky


Hércules, o semideus grego, é de origem indiana. O Coronel Tod tem inteira razão quando sugere que Hércules era Balarama, irmão de Krishna. A Doutrina Secreta explica que Hércules foi a última encarnação de um dos sete “Senhores da Chama”, como Balarama, e que mais tarde seu culto foi introduzido no Egito por imigrantes procedentes da Índia. E que do Egito foi levado para a Grécia, não pode haver dúvida, pois os gregos chegam a atribuir o berço de Hércules à cidade de Tebas, no Egito.

No Vishnu Purana há uma alegoria cujo resumo segue:
Raivata, não encontrando um varão digno para casar com sua encantadora filha, foi com ela ao país de Brahma, a fim de consultar o deus. Ao chegar ali, os Gandharvas estavam cantando diante do trono. Raivata esperou que terminassem; e embora lhe parecesse que só um breve instante havia decorrido, a verdade é que muitos séculos se passaram.

Cessado o canto, Raivata, prosternando-se, expôs sua dificuldade ao deus. Então Brahma lhe perguntou quem ele desejava como genro; e ouvindo-o mencionar alguns nomes, o Pai do Mundo sorriu e disse: “De todos os que nomeaste, já não vivem nem a terceira nem a quarta gerações, porque muitas eras transcorreram enquanto escutavas nossos cantores. Agora está prestes a se iniciar a era de Kali (Kali Yuga). Deves, portanto, confiar esta jóia virginal a outro esposo.”

Aconselhou o rei Raivata que se dirigisse a sua antiga capital, que passara a se chamar Dváraka, em cujo trono se achava uma emanação de Vishnu, na pessoa de Balarama, irmão de Krishna. Raivata dirigiu-se a Dváraka e deu a mão de sua filha a Balarama.

Outra coincidência: Hércules e Balarama são ambos de temperamento apaixonado e ardente, e famosos por terem pele alva e acetinada, enquanto Krishna tinha a pele escura. Não há dúvida de que Hércules é Balarama em traje helênico.
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21.6.17

O EQUILÍBRIO MENTAL OBTIDO NA NATUREZA – Joseph Gleber


Fontes de água, vegetação e o próprio ar transformam a matéria elementar primitiva através da metabolização dos raios solares absorvidos e desencadeiam processos internos no quimismo astralino do corpo espiritual, encontrando-se esses recursos à disposição daquele que queira utilizá-los de acordo com suas propriedades.

Por isso, recomendamos inúmeras vezes aos companheiros que vêm em busca do lenitivo que possam entrar em contato com a natureza, a fim de se reabastecer dos eflúvios balsamizantes que estão à disposição nas fontes naturais.

Eis também o motivo de aconselharmos aos estressados e portadores de desequilíbrios no sistema nervoso que procurem entrar em contato com a natureza, a fim descarregar o magnetismo mórbido ou grosseiro no solo absorvente do planeta e, ao mesmo tempo, reabastecer-se dos elementos encontrados em meio ao sistema natural.



O PSIQUISMO PROFUNDO E O KARMA – Joseph Gleber


Muitas pessoas, ao vivenciarem estados infelizes em seu passado espiritual, quando pelos seus atos feriram deliberadamente a vida do próximo, com escolhas que desafiaram a lei divina, intentaram esconder o ato infeliz, alojando suas lembranças nas zonas mais profundas do psiquismo.

Porém, os reflexos de suas ações se mostram pelo remorso, que remoem em seu íntimo, ou em outras fases do pensamento doentio, sabendo que não podem enganar os postulados da divina lei.

Esses reveses do passado, ao emergirem da subconsciência mental, manifestam-se nas psicoses, nas neuroses e em muitos casos de esquizofrenia, que são diagnosticados pelos profissionais da área correspondente da ciência terrena.

Sendo assim, temos os casos mais graves das manifestações mórbidas da psique como originárias de causas pretéritas, passíveis de reajuste através da reforma dos padrões mentais e dos conceitos e vivências morais da própria fonte geradora do desajuste.

Muitos traumas, fobias, esquizofrenias e manifestações de quadros psicóticos ou paranóicos podem guardar suas raízes em situações vivenciadas no passado e relegadas ao esquecimento nas regiões mais profundas da mente, embora se mantenham vívidas nas delicadas células do corpo espiritual e nas estruturas mais íntimas da tela mental.

Tais situações podem, no momento oportuno, emergir das zonas do inconsciente, para efeito do reajuste de contas ante a soberana lei da vida, transformando a casa mental do indivíduo num campo de lutas íntimas a se expressarem de formas desequilibradas, conforme a cobrança da própria consciência.

Ante o crime perpetrado no pretérito, o homem tenta ludibriar as leis humanas, escondendo a ação infeliz ou furtando-se a assumir o compromisso inerente à responsabilidade do ato praticado, esquecendo-se de que, embora seja ainda possível ficar livre da legislação humana, de maneira nenhuma conseguirá iludir sua consciência, onde está escrita eternamente a lei de Deus.

Na hora exata em que soar a ampulheta do tempo, essa mesma lei proporcionará ao delinqüente a oportunidade de ressarcir seu débito, e, a fim de despertá-lo para a necessidade de reajuste, muitas vezes lança mão do instrumental cirúrgico da dor, que não encontra barreiras sociais, raciais ou ideológicas para usar o bisturi do sofrimento, mostrando ao espírito que é chegada a hora do acerto de contas.

O passado emerge então das profundezas da memória, nesta ou em outra reencarnação, justificando o aforismo popular de que a dívida sempre acompanha o devedor. E a forma de resgatar esse passado, nem sempre florido, é pela vivência profunda do amor, que liberta a alma dos grilhões que a mantêm presa às dificuldades de uma existência infeliz.

Só o amor nos liberta de nossa própria consciência culpada. É necessária, para esses casos, a profunda transformação da conduta moral e a reeducação dos impulsos e sentimentos da alma.

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O DNA E O KARMA – Joseph Gleber


O DNA, tratando-se de um ácido desoxidado com bases de nitrogênio, em modalidades que se manifestam como adenina, guanina, timina e citosina, contém igualmente fósforo, sob a forma de ácido fosfórico. Essa base de nitrogênio se encontra não somente na formação íntima das células orgânicas, mas igualmente na composição, por assim dizer, mais materializada das células astrais; nesse caso, podemos identificá-la nas moléculas do DNA funcionando como um programa cármico-biológico na execução dos registros da vida do espírito, que, no momento adequado, se revelará no corpo físico, através da reencarnação.

Na estrutura do DNA, vão-se gravando as atividades do eu profundo, ou do espírito imortal, naquilo que se destina a se externar, em futuro veículo somático; tais registros determinam as etapas necessárias da saúde ou das enfermidades genéticas, conforme as conquistas ou deficiências adquiridas ao longo da caminhada evolutiva.



As experiências gravadas diariamente nas estruturas sensíveis do DNA se manifestam, mais tarde, em novas encarnações, conforme a intensidade e a constância dos desejos, das emoções e dos pensamentos que aí são registrados pela lei do carma, a qual se revela, através do DNA, de forma inevitável e inflexível.

Pelo estudo e pela compreensão da bioquímica e, especificamente, das pesquisas levadas a efeito a respeito do DNA, pode-se entender melhor o funcionamento da lei de ação e reação nos mecanismos da vida, pois cada ser humano plasma, diariamente, por efeito de suas vibrações de harmonia ou desarmonia, o código cifrado de todas as experiências de seu psiquismo, no corpo físico de que se utilizará em próxima reencarnação.

Dessa forma, pode-se entender como os conceitos do Evangelho são uma fórmula científica para imprimir nesses núcleos genéticos um programa mais equilibrado para as nossas experiências reencarnatórias. O Evangelho torna-se, assim, uma ciência genética-molecular-espiritual, que nos favorece com formas de interferir na futura programação de nossas vidas.


VISÃO ESPIRITUAL DA AIDS – Joseph Gleber


Quando surge a contaminação pelo supervírus HIV, vemos desfigurada a conformação destes chacras — genésico, esplênico e solar. No caso particular do chacra genésico, a sua base ou ramificação atravessa o plexo pélvico, o hipogástrio, terminando entre a vértebra sacra e a primeira coccígea; seus vórtices são aferentes, ou seja, absorvem energias externas, canalizando-as para a contraparte etérica e o corpo espiritual.

Quando se dá a contaminação de que falamos, passa a funcionar desregradamente, ora absorvendo resíduos da atmosfera fluídica e muitas vezes expelindo os fluidos vitais daquele que é portador do vírus. Quando expele os fluidos, causa extrema descompensação magnética, o que provoca a exaustão física, uma das características dos nossos irmãos que contraíram a enfermidade.

Agindo conjuntamente com o chacra esplénico, também afetado, já é suficiente para promover o caos orgânico, instalando assim um ritmo, muitas vezes até lento, de decomposição das células sangüíneas, bem como a intoxicação do duplo etérico, contribuindo para o desencarne do companheiro detentor da enfermidade.

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No entanto, para aqueles nossos irmãos que já se conscientizaram de sua realidade espiritual e cujas aquisições pretéritas no campo moral permitem intervenções mais profundas por parte dos companheiros espirituais, existem recursos deste lado de cá da vida, ao infundirmos energias revitalizantes e intervirmos tanto no duplo etérico — com antivírus estruturados com base na matéria astral ou no ectoplasma fornecido por outros irmãos — quanto diretamente no perispírito — através de microcélulas extraídas dos diversos reinos da natureza, por processos ainda difíceis de compreender por meus irmãos, e que são, por assim dizer, implantadas no corpo espiritual, quando utilizamo-nos da parte etérica de tais microcélulas.

Uma vez aí implantadas, passam a funcionar nas correntes magnéticas que compõem o corpo etéreo-espiritual como organismos vivos, que retardam a ação destruidora do supervírus HIV no corpo físico. Isto facilita-nos fazer trocas ou transfusões periódicas das energias vitais do indivíduo soropositivo, porém em espaços de tempo maiores.

Quando a lei cósmica nos permite, e sem interferir no processo cármico do indivíduo, tais recursos tendem a regular o funcionamento do chacra afetado, proporcionando o prolongamento da vida do espírito no corpo somático ou mesmo promovendo a cura da enfermidade, conforme seja o caso.


OS CHAKRAS E SUAS FUNÇÕES – Joseph Gleber


O CHAKRA CORONÁRIO (SAHASRARA)
Recebe diretamente a influência do espírito, agindo sobre os outros chacras, embora conserve sua função independente. É o mais importante vórtice energético, destinado a receber e processar as influências sublimadas dos planos imortais, promovendo a iluminação da consciência, situado, para tanto, no local correspondente à parte superior da cabeça, na dimensão etérica.

Esse chacra está intimamente ligado à glândula pineal, centro de energias divinas na intimidade do homem. Recebe das dimensões superiores da vida as idéias, em forma de intuições, promovendo a ligação do ser humano com os mundos sublimes, de onde se originam todas as manifestações superiores da vida mental.

O CHAKRA FRONTAL (AJNA)
Localizado na região correspondente ao lobo frontal, dinamiza as atividades do espírito através dos sentidos, que funcionam como portas abertas às realidades objetiva e subjetiva do universo. Sabedoria, ciência, arte e vários pendores do senso estético da alma são exteriorizados através desse fulcro sagrado, que trabalha diretamente ligado ao psiquismo e às manifestações intelectivas da alma.

As glândulas endócrinas são diretamente influenciadas por esse chacra, juntamente com algumas funções do sistema nervoso, que lhe recebe de forma direta a influência. As manifestações de clarividência e de outras possibilidades da vida íntima da alma são profundamente relacionadas a esse chacra.

O CHAKRA LARÍNGEO (VISHUDDHA)
Encontra-se localizado mais ou menos na parte etérica correspondente à tireóide, controlando certas glândulas do corpo físico e atuando diretamente nos mecanismos da voz. Quando bem desenvolvido pode repercutir em fenômenos vocais melodiosos e mais inteligíveis.

É através desse chacra que se realizam as manifestações da alma no mundo fenomênico, demonstrando sua capacidade de convivência com as demais criaturas pela comunicação verbal.


O CHAKRA CARDÍACO (ANÁHATA)
Situado sobre o coração físico, controla seu ritmo, podendo equilibrar os sentimentos da criatura. Auxilia na distribuição e na oxigenação do sangue. Quando bem desenvolvido, costuma transformar em sentimentos as emoções, tocando com suas vibrações as extremidades do chacra umbilical.

É o chacra desenvolvido pelos grandes missionários, como Jesus, Francisco de Assis, Tereza d'Ávila, Vicente de Paula e outros que vivenciaram o amor em sua plenitude divina, pois é por esse chacra, em sintonia com o coronário, que o espírito entra em sintonia com os mundos divinos.

CHAKRA DO PLEXO SOLAR (MANIPURA)
É o responsável pelo metabolismo do processo digestivo, controlando também todo o sistema vago-simpático, o qual recebe influência constante do plexo solar. Este chacra pode estar seriamente comprometido naqueles que possuem dificuldades com emoções descontroladas ou conflitos emocionais mais graves. Deve-se aí concentrar, então, toda a atenção quando do tratamento realizado.

E também para aí que devem convergir os esforços para o tratamento de pessoas nervosas, irritáveis ou que facilmente choram, pois a magnetização desse importante centro de energia poderá, quando realizada por pessoa experiente, restaurar o equilíbrio emotivo do paciente, principalmente nos casos de depressão, tristeza ou melancolia.

CHAKRA ESPLÊNICO (SVADHISHTANA)
Sua função é extremamente importante para manter o equilíbrio orgânico, já que está relacionado à produção do plasma sangüíneo, ao equilíbrio vital e à distribuição dessas mesmas energias vitais pelo corpo. Absorve a vitalidade dos raios solares, transformando-a em magnetismo, para nutrir tanto o duplo etérico como os corpos espiritual e físico.

CHAKRA BÁSICO (MULADHARA)
É o responsável pela metabolização do magnetismo primário de que se utiliza para o desenvolvimento da energia criadora nos processos de co-criação, na manutenção da forma física e na elevação da alma. Através deste chacra é que a energia primária, chamada de kundalini, é absorvida e distribuída conforme a destinação específica.

Tal energia guarda um forte ascendente sobre o homem, por estar ainda materializado, ou mais ou menos dominado pelo instinto de sua parte menos espiritualizada, sendo, por isso, desaconselhável o despertamento prematuro deste centro básico de energia.

Aí se ligam espíritos embrutecidos pelo uso irregular das forças sexuais, aumentando as sensações de prazer e mesmo de insatisfação ou não saciedade sexual, em virtude do aumento artificial da libido.

É ainda através do básico ou fundamental que têm ação os diversos parasitas astrais, as larvas ou outras criações mentais mórbidas, penetrando e alastrando-se pela constituição delicada do duplo etérico e atingindo mais tarde o perispírito. As intoxicações causadas por esses parasitas refletem-se nos demais chacras inferiores (esplênico e do plexo solar), causando descompensação dos fluidos vitais, com reflexos notáveis no corpo físico, que, segundo a intensidade, apresentam-se até mesmo como patologias diagnosticadas pela medicina terrena.

Em muitos casos, observando as anomalias ou disfunções nas questões da sexualidade, existe intensa inversão da estrutura energética deste chacra, que poderia ser tratado com o uso de magnetismo espiritual, acompanhado da moralização do espírito.

Nesse contexto, podemos catalogar as diversas enfermidades que são classificadas como doenças venéreas ou sexualmente transmissíveis como tendo direta relação com o mau uso das energias produzidas por esse centro energético.




O DUPLO ETÉRICO E AS DROGAS – Joseph Gleber


Funciona o duplo etérico para o ser encarnado como um manto protetor ou uma tela eterizada, que impede o contato constante e sem barreiras com o mundo astral, atuando também como proteção natural contra investidas mais intensas dos habitantes menos esclarecidos daquele plano e, ainda, protegendo o homem contra o ataque e a multiplicação de bactérias e larvas astralinas, que, sem a proteção da tela etérica, invadiriam a organização não somente do corpo físico, durante a encarnação, como a própria constituição perispiritual.

Quando, por meio de seus desregramentos e vícios, passa a consumir substâncias corrosivas, como o álcool, o fumo, a maconha e outras drogas, ou quando, no seu comportamento abusivo na esfera da moralidade, bombardeia a sensível tessitura do duplo, queimando-lhe e envenenando-lhe as células etéricas, o ser humano nele cria verdadeiras brechas, que ocasionam conseqüências nefastas.

Através delas, penetram as comunidades de larvas e vírus do subplano astral, comumente utilizadas por inteligências sombrias para facilitar-lhes o domínio sobre o homem; além disso, favorecem o assédio mais intenso das consciências vulgares, que usam o ser encarnado para saciar sua fome e sede de elementos materiais, quando não, para acirrarem ainda mais a perseguição contumaz e infeliz sobre a pobre vítima de seus desequilíbrios.


A ingestão de drogas mais fortes, como a maconha, o LSD, a cocaína e seus derivados, bem como de medicamentos específicos, cujos componentes químicos sejam inegavelmente tóxicos, violenta a tela etérica, provocando sua ruptura.

Sabemos que a lesão do duplo dificilmente se recompõe, donde vem a facilidade de as pessoas que fazem uso de tais tóxicos verem verdadeiras monstruosidades e aberrações quando estão sob o seu efeito devastador. Acontece que, sem a proteção dessa tela, que os manteria naturalmente protegidos dos habitantes dos subplanos astrais, começam a perceber as formas horripilantes, criadas e mantidas pelos seres infelizes que estagiam nas regiões mais densas do plano astralino. Falta-lhes a proteção etérica, que violentaram pelo consumo de drogas, estimulantes ou excitantes que lhes destruíram parte da proteção de que a natureza os dotou, para sua própria segurança na marcha evolutiva.

Embora essa destruição não seja completa, criando apenas rasgos ou brechas, é verdadeiramente nociva a sua falta, pois o duplo é de essencial importância para o equilíbrio do ser humano.

Quando isso ocorre, além dos recursos terapêuticos comumente empregados nas casas espíritas para tais casos, deve-se promover a doação e a transfusão de fluido vital, ectoplásmico, para suprir a falta ou para revitalizar a parte afetada do duplo etérico.




20.6.17

A PRESENÇA DIVINA NA ALMA HUMANA – Helena Blavatsky


Todo mortal tem no céu sua contrapartida imortal, isto é, o seu Arquétipo. Quer isso dizer que, durante todo o ciclo de renascimentos, em cada uma de suas encarnações, o homem está indissoluvelmente unido a seu Arquétipo, mas esta união se dá por meio do princípio espiritual, inteiramente distinto da personalidade terrena.
Esta personalidade pode, em alguns casos, até chegar a romper a união, pela ausência de vínculos espirituais no indivíduo moral.
O Ocultismo ensina o meio de realizar a união com o Arquétipo (ou Deus Pessoal); mas são as ações do homem e seus merecimentos pessoais que podem unicamente ensejá-la na terra e determinar-lhe a duração. Esta duração varia desde alguns segundos – um relâmpago – a muitas horas, quando o homem se transfigura nesse “Deus” protetor, ficando assim momentaneamente dotado de relativa onisciência e onipotência.
Em Adeptos tão perfeitos e divinos como Buddha e outros, esse estado de união pode durar toda a vida, enquanto que no caso de Iniciados completos, mas que ainda não alcançaram o estado perfeito de Jivanmuktas (totalmente libertos), tal estado lhes proporciona a inteira recordação de tudo o que viu, ouviu e sentiu (durante a união).
Os que são menos perfeitos conseguem apenas uma lembrança parcial e indistinta; e o principiante, na primeira fase de suas experiências psíquicas, se vê simplesmente envolvido por uma sensação confusa, seguida de um rápido e total esquecimento dos mistérios que presenciou durante esse estado superior.
Ao voltar à condição normal de vigília, o grau de recordação depende de sua purificação psíquica e espiritual, pois o maior inimigo da memória espiritual é o cérebro físico.
Quando Simão o Mago pretendia ser “o Deus Pai”, queria dizer precisamente isso: que era uma divina encarnação de seu próprio Pai – quer se veja neste um Deus, um Anjo ou um Espírito. E por isso ele dizia: “Este poder de Deus que se chama Grande”, ou o poder pelo qual o Eu Divino se engasta em seu eu inferior, isto é, no homem.
Quanto ao êxtase e outras espécies de auto-iluminação, podem ser alcançados sem necessidade de mestre ou iniciação. Ao êxtase se chega mediante o comando interno e domínio do Eu sobre o ego físico, ao passo que o domínio das forças da Natureza só se adquire depois de longo esforço, ou quando se é “mago de nascença”.
Aos que não possuem nenhuma das qualificações requeridas, aconselha-se portanto que se limitem ao desenvolvimento espiritual. E este mesmo não é fácil de conseguir, porque o primeiro dos requisitos indispensáveis é a fé inquebrantável nos próprios poderes e no poder do Deus interno; de outro modo, o homem se converteria em um simples médium irresponsável.
Essa Divindade pessoal não é uma vã aspiração ou uma fantasia, senão uma Entidade imortal. É impossível alcançar o Adeptado e o Nirvana, a Bem-Aventurança, sem a união indissolúvel com o Deus imortal que está em nós.
Devemos, primeiro que tudo, reconhecer nosso próprio Princípio Imortal, e só então tomar de assalto o Reino dos Céus, ou conquistá-lo. Mas essa empresa só o homem superior pode levá-la a cabo, sendo preciso nos identificarmos com nosso Pai Divino.
Tal é, igualmente, o sentido místico do que São Paulo disse aos Coríntios: “Não sabeis que sois o templo de (vosso) Deus, e que o Espírito de (vosso) Deus habita em vós?”
Estas palavras encerram exatamente o mesmo significado da sentença dos vedantinos: “Eu sou verdadeiramente Brahman” (Aham Brahmasmi). Todas as nações antigas compreendiam perfeitamente o mandamento délfico: “Conhece-te a ti mesmo”. Ainda hoje o compreendem as religiões orientais, de cujos ensinamentos esse mandamento faz parte.

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A GRATIDÃO É IMPORTANTE – Modern Age Spirituality


A gratidão tem uma relação direta com a vida que acontece em você e no universo. A pessoa que vive com gratidão é como um coqueiro, que sabe quando curvar-se e quando ficar ereto. A qualidade da gratidão em você permite que você se curve e se abra ao fluxo da vida.
A qualidade da gratidão não está limitada ao corpo e à mente, mas toca seu espírito. Ela abre o espírito em você. E é o espírito quem conhece os caminhos da vida.
A gratidão não permite que você permaneça preso no meio do caos da vida. Ela simplesmente muda a direção de sua mente. Se você acha que está envolvido num grande problema, reserve um tempo para si mesmo e olhe as coisas que existem a seu redor pelas quais você deve ser grato. Seja sinceramente grato pelas bênçãos ao seu redor, seja grato por tudo com o que foi abençoado na vida. Permaneça nesse estado mental por pelo menos uma hora.
Então você terá uma experiência pessoal. O problema que o assustava simplesmente desaparecerá de sua mente e a solução do problema surgirá.
As pessoas se perdem na teoria do karma, mas o karma não existe exteriormente. Todo seu karma, toda causa e efeito, existem em você. Quando você muda a causa em você, há uma mudança no mundo exterior. O processo da vida opera de dentro para fora.
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A gratidão é importante porque tem o poder de impactar a causa da vida. Ela muda diretamente a causa que irá produzir efeitos em sua vida.
A gratidão opera diferentemente para homens e mulheres. A gratidão vem naturalmente para as mulheres, mas para os homens é difícil reconhecer a bondade da vida. Os homens são duros por natureza, e quando começam a sentir gratidão maravilhas são produzidas em suas vidas, ao permitir que a vida flua através deles. Nas mulheres a gratidão opera levando suas vidas a outro nível.
A gratidão opera maravilhas tanto na vida pessoal quanto na profissional. Ela muda os padrões de nossos cérebros, permite que vejamos a vida de uma perspectiva diferente e melhor. Então vemos a mesma situação ou pessoa com mais clareza.
A qualidade da gratidão pertence ao coração, ao poderoso chakra Anáhata. Não importa quão preso você se sente em sua vida, pela gratidão poderá construir um caminho para sair de qualquer problema da vida.
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