Os
animais, na evolução, possuem uma organização mais avançada que
as pedras e as árvores, sendo almas-grupo diferentes entre si, ou
tipos de colônias vibratórias correspondendo às necessidades
evolutivas das diversas espécies. Portanto, os espíritos,
estagiando em corpos de animais, necessitam das experiências vitais
no orbe, de acordo com a posição evolutiva em que se encontram,
buscando galgar os degraus rumo ao estágio hominal, do mesmo modo
que os humanos vivenciam múltiplas situações que os acicatam para
a formação
da futura consciência angélica que permitirá o ingresso nos planos
"celestiais".
Chega um
momento em que as espécies animais adquirem os primeiros sinais de
emotividade, num psiquismo ainda embrutecido. A lógica sideral
condiciona a aquisição de impulsos psíquicos emocionais à
formação de corpos físicos afins, para abrigar os princípios
espirituais reencarnantes das diversas espécies.
Assim,
se evidenciam nas massas nervosas cérebro-encefálicas os primeiros
lapsos de formação das células orgânicas que tecerão futuramente
a glândula pineal. A partir desse estágio, de animais reunidos em
espécies nas almas-grupo, gradativamente vão desaparecendo as
amarras que os ligam a seus pares e quanto mais alcançarem impulsos
de emotividade, mais darão margem ao nascimento em espécies
individualizadas.
Ocorre
que os homens, em sua insanidade coletiva, matam diariamente milhões
de vacas, porcos e aves, espécies que se encontram mais próximas do
estágio evolutivo que descrevemos e que já obtiveram escassos
rudimentos de emotividade, tendo capacidade de vincular-se
emocionalmente ao homem em suas encarnações.
Como
estão aprisionadas nas criações pecuárias intensivas, impedidas
de uma experiência natural em suas curtas vidas, artificialmente
manipuladas para engordarem e se reproduzirem, além de violentamente
assassinadas em vossos matadouros, imprime-se no seu psiquismo
nascente o medo dessas experiências
e o horror da morte fatídica e cruel. Por isso, aportam ao plano
astral bilhões de duplos espirituais morbidamente modificados pelas
experiências terrenas aviltantes, o que mantém as almas-grupo
correspondentes totalmente distorcidas, formando gigantescos
condensadores energéticos de vibrações altamente deletérias e
pestilentas que "emperram" a sua
evolução e a encarnação de quantidades maiores de espíritos mais
evoluídos no orbe.
Então,
continuam encarnando hordas de espíritos rebeldes, calcetas,
assassinos, déspotas, violentos, pois sobre eles se instala intenso
magnetismo telúrico mantido pelo tônus vital etéreo dos milhões
de litros de sangue derramados.
Almas-grupo
"aleijadas" flutuam adjacentes à crosta planetária,
densas, escurecidas, um cenário pintado de vultos disformes em telas
gigantes (egrégoras). As conseqüências são nefastas para os
habitantes da crosta, pelo mecanismo
natural de ressonância vibratória que incide sobre as populações
que estão sob o raio de influência dessas egrégoras,
intensificando-lhes no psiquismo os estados violentos das almas
enfermas.


Aí
estão as guerras fratricidas, os assassinatos grupais, os assaltos,
os acidentes de trânsito, os vícios, a cobiça ensandecida da
indústria de proteínas animais, a pobreza e a fome de muitas
nações, mantendo um roteiro de tresloucado drama existencial.
Este
drama é diretamente alimentado por bilhões de bocas carnívoras,
entorpecidas pelo hábito aviltante de comer retalhos e vísceras de
animais, que escravizam as almas-grupo dos irmãos menores do orbe na
vã tentativa de satisfazer o insaciável apetite.
Logo,
como o que está em cima está embaixo, e o que está em baixo está
em cima, repercute na existência humana terrícola o sofrimento, os
lamentos e urros de pavor ecoados dos animais aprisionados
artificialmente e trucidados nos matadouros, frigoríficos e
charqueadas, excluídos das necessárias e naturais experiências na
matéria para sua evolução.
Criam-se
então gigantescos campos magnéticos, massas mentais coletivas que
emitem ininterruptamente vibrações de emoções aviltantes
(energias destrutivas) aos habitantes dos dois planos de vida,
encarnados e desencarnados.
Continuando
essa situação anômala, somente uma mudança geográfica no planeta
fará alterarem-se as consciências, libertando-as das relações
escravizadoras dos irmãos menores. Em breve, não haverá mais áreas
disponíveis para criar, alimentar e matar bilhões de animais,
artificialmente mantidos para saciar outros bilhões de bocas
carnívoras, enquanto grande parte da população não terá o que
comer, por falta de grãos que servem para produzir ração animal.
Também escassearão as hortaliças e verduras, pela absoluta
inexistência de terra para o plantio agrícola.





Hércules
Balarama





