Muitas
pessoas, ao vivenciarem estados infelizes em seu passado espiritual,
quando pelos seus atos feriram deliberadamente a vida do próximo,
com escolhas que desafiaram a lei divina, intentaram esconder o ato
infeliz, alojando suas lembranças nas zonas mais profundas do
psiquismo.
Porém,
os reflexos de suas ações se mostram pelo remorso, que remoem em
seu íntimo, ou em outras fases do pensamento doentio, sabendo que
não podem enganar os postulados da divina lei.
Esses
reveses do passado, ao emergirem da subconsciência mental,
manifestam-se nas psicoses, nas neuroses e em muitos casos de
esquizofrenia, que são diagnosticados pelos profissionais da área
correspondente da ciência terrena.
Sendo
assim, temos os casos mais graves das manifestações mórbidas da
psique como originárias de causas pretéritas, passíveis de
reajuste através da reforma dos padrões mentais e dos conceitos e
vivências morais da própria fonte geradora do desajuste.
Muitos
traumas, fobias, esquizofrenias e manifestações de quadros
psicóticos ou paranóicos podem guardar suas raízes em situações
vivenciadas no passado e relegadas ao esquecimento nas regiões mais
profundas da mente, embora se mantenham vívidas nas delicadas
células do corpo espiritual e nas estruturas mais íntimas da tela
mental.
Tais
situações podem, no momento oportuno, emergir das zonas do
inconsciente, para efeito do reajuste de contas ante a soberana lei
da vida, transformando a casa mental do indivíduo num campo de lutas
íntimas a se expressarem de formas desequilibradas, conforme a
cobrança da própria consciência.
Ante o
crime perpetrado no pretérito, o homem tenta ludibriar as leis
humanas, escondendo a ação infeliz ou furtando-se a assumir o
compromisso inerente à responsabilidade do ato praticado,
esquecendo-se de que, embora seja ainda possível ficar livre da
legislação humana, de maneira nenhuma conseguirá iludir sua
consciência, onde está escrita eternamente a lei de Deus.
Na hora
exata em que soar a ampulheta do tempo, essa mesma lei proporcionará
ao delinqüente a oportunidade de ressarcir seu débito, e, a fim de
despertá-lo para a necessidade de reajuste, muitas vezes lança mão
do instrumental cirúrgico da dor, que não encontra barreiras
sociais, raciais ou ideológicas para usar o bisturi do sofrimento,
mostrando ao espírito que é chegada a hora do acerto de contas.
O
passado emerge então das profundezas da memória, nesta ou em outra
reencarnação, justificando o aforismo popular de que a dívida
sempre acompanha o devedor. E a forma de resgatar esse passado, nem
sempre florido, é pela vivência profunda do amor, que liberta a
alma dos grilhões que a mantêm presa às dificuldades de uma
existência infeliz.
Só o
amor nos liberta de nossa própria consciência culpada. É
necessária, para esses casos, a profunda transformação da conduta
moral e a reeducação dos impulsos e sentimentos da alma.

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