Hércules,
o semideus grego, é de origem indiana. O Coronel Tod tem inteira
razão quando sugere que Hércules era Balarama, irmão de Krishna. A
Doutrina Secreta explica que Hércules foi a última encarnação de
um dos sete “Senhores da Chama”, como Balarama, e que mais tarde
seu culto foi introduzido no Egito por imigrantes procedentes da
Índia. E que do Egito foi levado para a Grécia, não pode haver
dúvida, pois os gregos chegam a atribuir o berço de Hércules à
cidade de Tebas, no Egito.
No
Vishnu Purana há uma alegoria cujo resumo segue:
Raivata,
não encontrando um varão digno para casar com sua encantadora
filha, foi com ela ao país de Brahma, a fim de consultar o deus. Ao
chegar ali, os Gandharvas estavam cantando diante do trono. Raivata
esperou que terminassem; e embora lhe parecesse que só um breve
instante havia decorrido, a verdade é que muitos séculos se
passaram.
Cessado
o canto, Raivata, prosternando-se, expôs sua dificuldade ao deus.
Então Brahma lhe perguntou quem ele desejava como genro; e ouvindo-o
mencionar alguns nomes, o Pai do Mundo sorriu e disse: “De todos os
que nomeaste, já não vivem nem a terceira nem a quarta gerações,
porque muitas eras transcorreram enquanto escutavas nossos cantores.
Agora está prestes a se iniciar a era de Kali (Kali Yuga). Deves,
portanto, confiar esta jóia virginal a outro esposo.”
Aconselhou
o rei Raivata que se dirigisse a sua antiga capital, que passara a se
chamar Dváraka, em cujo trono se achava uma emanação de Vishnu, na
pessoa de Balarama, irmão de Krishna. Raivata dirigiu-se a Dváraka
e deu a mão de sua filha a Balarama.
Outra
coincidência: Hércules e Balarama são ambos de temperamento
apaixonado e ardente, e famosos por terem pele alva e acetinada,
enquanto Krishna tinha a pele escura. Não há dúvida de que
Hércules é Balarama em traje helênico.
Hércules
Balarama
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