24.11.12

MEDITAÇÃO SEGUNDO SRI RAMANA MAHARSHI


O coração espiritual à direita é a sede da consciência, não a cabeça.

O eu individual reside no olho durante a vigília, no pescoço durante o sonho e no Coração durante o sono profundo.

O fato de cada um assinalar seu peito quando se refere a si mesmo prova que o Eu reside no Coração.

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Cento e um nervos terminam no Coração e setenta e dois mil originam-se deles e atravessam o corpo. O Coração é assim o centro do corpo.

A luz no cérebro é luz refletida do Coração. Quando a pessoa desperta do sono, ela é refletida na cabeça.

Não há necessidade de ninguém reformar o país, antes de reformar a si mesmo.

Paz é o único indicativo da presença de um sábio.

O poder que te criou também criou o mundo, e cuidá-lo é assunto dele, não teu.

Pode o corpo ser a “consciência do eu”? Não existia antes do nascimento, está ausente no sono e se converte em cadáver.

Anáhata é o chakra que fica atrás do Coração.

A reforma do eu dá por resultado, automaticamente, a reforma social.

O nome de cada um é apenas um, e este nome é “Eu”. Cada um diz “Eu” e fala de si mesmo como “Eu”.

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Existe o firme impulso de tua determinação que te põe novamente sobre teus pés a cada queda e quebra. Gradualmente os obstáculos são vencidos e tua corrente torna-se mais forte.

A mente é forçada a retirar-se dos sentidos e isto causa naturalmente uma tensão, deslocamento ou ruptura acompanhada de dor.

O reino vegetal está sempre em estado de sono profundo (tamas). Os animais têm os estados de sono profundo e de sonho (rajas). Os deuses estão sempre em estado desperto (sattva). O homem tem todos os três estados.

Todas as atividades pelas quais o corpo deve atravessar são determinadas quando ele ingressa na existência. Não está em você que as aceite ou recuse. A única liberdade que você tem é voltar sua mente para dentro e renunciar ali às atividades, desidentificando-se com o corpo e não sendo afetado pelos prazeres ou dores consequentes de suas atividades.

Deve-se tentar ganhar equanimidade mental sob todas as circunstâncias. Isto é poder da vontade. Sucesso e fracasso são resultado do destino, e não da força da vontade.

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Dor ou prazer é resultado do karma passado e não do presente karma.

Quando a mente se volta para dentro é ativa de um modo diferente e não está ansiosa em falar.

A causa de sua aflição não está em sua vida externa, está em você. Toda infelicidade e dificuldade se devem ao ego.

Quando se vê o objeto desejado, quando ele é perseguido e quando é saboreado – todas as três classes de prazer são devidas ao desaparecimento de outros pensamentos.

Escolha a senda onde você vê que consegue paz.


Ainda que a mente vagueie e esqueça seu próprio Eu, há que permanecer alerta e recordar: “Eu não sou o corpo. Quem sou eu?” retornando a mente à sua fonte.

Se você acha a vichara muito difícil, siga repetindo “Eu-Eu” e isto o levará à mesma meta. Não há nenhum mal em usar “Eu” como um mantra. É o primeiro nome de Deus, OM lhe é secundário.

Mesmo que você tentar não fazer seu dever, você será obrigado à força a fazê-lo. Deixe o corpo completar a tarefa para a qual veio a existir.

O coração não é um dos chakras; é o centro e a fonte do ego e a morada do Eu, e é portanto o lugar de união.

Método de meditação: Fazer a mente voltar-se para dentro de si mesma, sentar meditando e perguntar “Quem sou eu?”, focalizando ao mesmo tempo a atenção no Coração.

Mantras para meditar em Sri Ramana: - Om Rámana Om
                                                         - Om Namô Bhagavatê Sri Ramanáya





Um comentário:

  1. A dissolução do conceito da dualidade parece ser uma das coisas mais difíceis dentro de um processo de despertar espiritual...

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