27.7.13

A MENTE RAJÁSICA E A MENTE TAMÁSICA - Swami Sivananda

A mente rajásica sempre quer coisas novas. Deseja variedade. Ela se aborrece com a monotonia. Quer mudanças de ambiente, mudança de alimentação, quer mudança em geral. 

Aquele que sempre quer novidades não está pronto para o yoga. Prenda-se a um lugar, a um mestre espiritual, a um método, a um sistema de yoga. Este é o caminho para o sucesso.

A mente tamásica está sempre deprimida, triste e desanimada. Não saia de seu quarto se estiver deprimido e triste, para que não espalhe a influência perniciosa em volta de você.

 Irradie a alegria, a paz e o amor. Desvie a sensação de depressão e tristeza com estudo dos livros divinos, com orações, entoando OM, com pranayama, com uma caminhada ao ar livre, e mantendo a mente em idéias positivas.




COMO CRESCER NO YOGA - Swami Sivananda

Conserve sua saúde física praticando esportes ou exercícios físicos; conserve sua saúde mental comendo comida sátvica (pura e vegetariana), praticando divertimentos de natureza inocente e inofensiva, mudando sua maneira de pensar, descansando o pensamento por meio de idéias boas, nobres e sublimes, e por meio do cultivo do hábito da alegria.

A mente assume a forma daquilo em que pensa intensamente. Se você pensar nos vícios e defeitos dos outros, sua mente ficará impregnada desses vícios e defeitos, pelo menos durante esse momento. Aquele que conhece essa lei psicológica nunca censura os outros ou acha erros em suas condutas. Sempre elogiará os outros, verá o bem em todos. 

Essa é a maneira de crescer na concentração, no yoga e na espiritualidade.

BENEFÍCIOS DA CONCENTRAÇÃO - Swami Sivananda

Se você concentrar sua mente em algo por 12 segundos, isso é dhárana (concentração). Doze dháranas são dhyána (meditação - 144 segundos). Doze dhyánas são samádhi (25 minutos e 28 segundos).

Quando houver concentração profunda, você se sentirá inebriado e experimentará uma grande alegria e paz. Você se esquecerá do corpo e de onde está. Todo o prana será concentrado na cabeça.

O pranayama (controle da respiração) remove rajas (atividade) e tamas (inércia) que envolvem sattva (harmonia) na mente. Ele purifica os nervos e torna a mente estável e firme, preparando-a para a concentração.



Os principiantes terão contrações durante a meditação. Podem ocorrer movimentos espasmódicos da cabeça, pés, mãos, braços, antebraços e tronco. Em razão disso, as pessoas tímidas ficam alarmadas sem necessidade.

Com a meditação, novos caminhos são formados no cérebro e no pensamento, por essa razão os músculos se agitam um pouco.

Os prazeres mundanos criam o desejo de mais prazeres. E com isso a mente fica muito inquieta, não há satisfação nem paz mental. 

Remova o rajas e tamas da mente por pranayama, japa (repetição do mantra), vichara e bhákti. Saiba que você está progredindo no yoga e que o sattva está aumentando, se se sentir sempre animado e sua mente concentrada.

Se sentir dor de cabeça ao concentrar-se no trikúti (entre as duas sobrancelhas), desista de vez da prática. Concentre-se no coração.


26.7.13

A FUNÇÃO DO ATO SEXUAL - Ramatís

Afora de simples "objeto-sensação", a mulher é poderosa antena viva captando o magnetismo superior que flui do mundo oculto durante a relação sexual, operando o milagre da união com as forças inferiores que sobem do mundo animalizado. 

O desconhecimento desse acontecimento energético durante o intercâmbio genésico transforma o homem num incessante procurador do gozo ou prazer exclusivamente físico, ignorando que, acima de tudo, o ato sexual é uma atividade com a finalidade precípua de esculturar na carne humana a configuração de outro ser credenciado pelos mesmos direitos de vivência e proteção. 

O casamento na carne é a consagração humana de um compromisso assumido pelos espíritos antes da nova encarnação. Além de proporcionar a recuperação espiritual de ambos, também atende à função de criar mais corpos, que servirão para outros espíritos aflitos resgatarem as suas dívidas pretéritas. 



 

KARMA E CASAMENTO - Ramatís

O casamento carnal, embora ainda sofra os imprevistos das separações prematuras entre os cônjuges, obedece a um programa previamente delineado no Espaço, em que dois espíritos se comprometem de fornecer as vestimentas carnais para amigos e inimigos do passado.

No seio da família, os espíritos encarnados aprendem a mobilizar as suas qualidades psíquicas, quer dinamizando os sentimentos fraternos na troca dos interesses recíprocos, assim como adquirindo novos conhecimentos pela experiência dos mais velhos. 

É tão valiosa a função do lar que os espíritos trânsfugas do passado, na responsabilidade doméstica, tornam-se indignos de um novo esponsalício humano. Cumpre-lhes viver na condição de um marginal sem companheiro ou companheira, sem filhos ou filhas, sem parentes ou afetos familiares. 

O aconchego caloroso do lar e o júbilo da descendência da família, que prolonga a configuração ancestral dos pais na face do mundo físico, são dádivas imerecidas para os espíritos negligentes, que estiolaram no passado os valores inestimáveis da vida em família!

O homem que desprezou a sua companheira honrada, ou a mulher que traiu o seu companheiro digno, só merecem existência desconfortável e vazia de afetos, ainda agravados pela imantação cármica a espíritos de quilate inferior, que os ajudarão a sentir a gravidade de sua defecção do passado! É de velho provérbio, que quem despreza o melhor, sempre colhe o pior! 

E quando a compaixão divina permite a tais espíritos comporem o agrupamento da família, jamais eles usufruem de paz e harmonia tão desejadas, porque esse conjunto familiar ainda é de graduação espiritual inferior. Assim como o ácido limpa as vidraças e a lixa dá polimento à madeira bruta, os espíritos primários também terminam "lixando" as arestas dos espíritos mais astutos, a que se imantam pela Lei do Carma!



A FAMÍLIA HUMANA - Ramatís

A família, na sua convenção carnal, reúne espíritos adversários imantados pelo ódio ou amigos unidos pelo amor do pretérito! Uns, vibram pela vingança ainda latente no âmago do seu psiquismo intolerante; outros, vivem os estímulos amorosos e fraternos de longa amizade! 

No desdobramento da vivência no lar, desde as etapas de criança, moço, homem maduro e velho, os espíritos ali encarnados conflitam-se sob os desejos e ambições pessoais. E a tempestade humana só ameniza quando alguém renuncia, ou pelo conhecimento superior exemplificado pela tolerância fraterna. 

Daí, as cenas trágicas é algo comum entre os próprios componentes carnais das famílias terrenas, cujos acontecimentos desairosos são mais freqüentes nos lares primários, onde o ódio e a frustração gravados na memória perispiritual do passado estouram com tal violência e desamor, que se transformam em acontecimentos lastimáveis!


Por isso, a família humana significa a "trégua" de lutas odiosas entre os espíritos adversos desde várias vidas anteriores. O vínculo consangüíneo é um recurso capaz de amenizar o entrechoque de espíritos faltosos e que se atenua por força da sobrevivência carnal sob o mesmo ascendente biológico. 



 

RIQUEZA E POBREZA - Ramatís



Não é a riqueza ou a pobreza o que, realmente, distingue a graduação moral do espírito. Aliás, as almas mais esclarecidas, ao se encarnarem, preferem a pobreza e as vicissitudes do mundo material para solucionarem as suas provas cármicas e acelerarem o seu aperfeiçoamento espiritual. 

A riqueza, quase sempre, proporciona mais facilidades perigosas para o espírito enfraquecido. A renúncia, a paciência, a resignação e a humildade são virtudes que melhor florescem nos ambientes pobres e ajudam o espírito a libertar-se mais cedo dos ciclos dolorosos e expiativos da carne. 

A riqueza, comumente, tonteia as criaturas e facilita-lhes a prática dos mais censuráveis caprichos e lúbricos desejos. Sob o manto roto da pobreza, plasmaram-se as figuras sublimes e incomuns de Francisco de Assis, Paulo de Tarso, Vicente de Paula, Buda, Ramana Maharshi, Gandhi e principalmente, Jesus! As dificuldades, dores e sofrimentos morais proporcionaram ao mundo personalidades como Edison, Van Gogh, Gauguin, Mozart, Allan Poe, Sócrates, Chopin, Schumann, Balzac, Beethoven, Cervantes, Milton, Dostoiewsky, Aleijadinho, Gandhi e outros.






O SENTIMENTALISMO NA EDUCAÇÃO - Ramatís


Os pais devem exercer rigorosa vigilância nos filhos até os sete anos, extirpando-lhes energicamente os maus costumes, impulsos danosos, tentativas autoritárias e atrabiliárias, para evitar que uma estigmatização instintiva posteriormente se oponha na forma de uma barreira intransponível à correção espiritual.


A criança não deve ser estimulada nem louvada nas suas irascibilidades e reações censuráveis; o seu espírito só domina mais cedo os seus instintos primários, caso também receba a ajuda eficiente e enérgica dos pais isentos de qualquer sentimentalismo. Embora sem os extremos de crueldade e despotismo, os pais não devem afrouxar a sua autoridade, evitando de louvar e estimular as ações indisciplinadas e rebeldes dos filhos.


Os filhos devem ser criados com amor, mas sem a imprudência de deixá-los agir livremente, só porque são "engraçadinhos" ou amuam-se por qualquer coisa. A fim de formar-lhes um caráter nitidamente estóico e leal, os pais devem fortificá-los desde a primeira infância, para solucionarem as suas culpas, sem o culto demasiado da personalidade humana. 

É algo perigoso quando, para os pais sentimentalistas, o seu pupilo sempre tem razão; enquanto que é mau e condenável o filho do vizinho. As contrariedades da infância caldeiam e fortificam o temperamento da criança para mais tarde enfrentar as desventuras da vida humana, pois, quando excessivamente apoiada e mimada, em todas as suas manhas e indisciplinas, os jovens viverão em conflito nas suas relações com a sociedade e atuações no mundo. 





A MÃE KALI, DIVINA CONSORTE DE SHIVA (A Mãe, de Sri Aurobindo Ashram)

Na atmosfera terrestre existe uma Kali que lida com as coisas terrenas e é, de certa forma, a expressão de Mahakali (a Mãe Universal). 

Essa Kali é totalmente obediente a Mahakali e tem Suas principais qualidades, embora em menor poder e eficácia. Essa Kali não é vingativa, nunca prejudica aqueles que não A amam, não pune com epidemias os países que não lhe mostram suficiente respeito e consideração; mas gosta de violência, gosta de guerra e sua justiça é esmagadora.

(Nota: a Mãe Kali usa a violência e a guerra para punir os malvados, uma vez que só a dor pode vencer a crueldade e humanizar demônios.)

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AUTOENTREGA OU INDEPENDÊNCIA - A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram

O que é autoentrega? É quando a pessoa se dá inteiramente ao Divino. E então o que acontece? Se você se entrega inteiramente ao Divino, é Ele que faz o yoga, não mais você. 

Enquanto que, se você fizer o yoga (pranayama e concentração), é você mesmo quem faz o yoga e carrega toda a responsabilidade. Mas há pessoas que preferem ter toda a responsabilidade, com seus perigos, porque elas têm um espírito muito independente. Talvez elas não tenham grande pressa – se precisarem de várias vidas para ter sucesso no yoga, isso não lhes importa. 

Mas há outros que querem ir mais rápido e estar seguros de alcançar a meta; estes entregam a responsabilidade ao Divino (o Ser Interior).


(Nota: a autoentrega ao Divino só é possível depois de um longo caminho percorrido na prática de qualquer dos yogas, e não pode ser realizada enquanto o ego estiver no comando). 

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25.7.13

A VAIDADE EM PLANTAS E ANIMAIS - A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram

Existem plantas que são vaidosas! Se alguém lhes faz um cumprimento, por palavras ou sentimentos, se a pessoa as admira, elas levantam a cabeça – com vaidade! 

É o mesmo com os animais. Em Paris, no Jardim das Plantas, existem muitas plantas, bem como alguns animais. Um dia eles receberam um magnífico leão, que ficava numa jaula. E ele estava furioso. Havia uma porta atrás da qual ele podia se esconder. E ele se escondia sempre que os visitantes vinham vê-lo! 

Vi aquilo e um dia fui até a jaula e comecei a falar com ele (os animais são sensíveis à linguagem falada, eles realmente escutam). Comecei a falar suavemente com meu leão. Disse a ele, “Oh! Como você é belo, que pena que se esconde assim, como eu gostaria de vê-lo...” 

Bem, ele ouviu. Então, pouco a pouco, ele olhou-me desconfiadamente, e devagar esticou seu pescoço para ver-me melhor; depois mostrou sua pata e, finalmente, colocou a ponta de seu focinho nas barras da jaula, como a dizer, “Finalmente, aqui está alguém que me entende!”



O INSTINTO NOS ANIMAIS - A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram

Em seres humanos raramente encontrei algumas das virtudes que tenho visto nos animais. Como nos gatos, por exemplo: eles são criaturas maravilhosas. 

Conheci gatas-mães que se sacrificavam inteiramente por suas crias, nelas o amor materno estava manifesto num grau que poucos humanos poderiam supor. 

Certa gata nunca tocava seu alimento, até que seus filhotes tivessem comido tudo que precisassem. Vi uma outra gata que ficou oito dias ao lado de seus filhotes, sem satisfazer qualquer de suas necessidades (da mãe), porque temia deixá-los sozinhos. 

Outra repetiu mais de 50 vezes o mesmo movimento para ensinar a seu filhote como pular de um muro para uma janela, com um cuidado, uma inteligência, uma habilidade, que muitas mulheres não têm. 

E por que é assim? É tudo por instinto espontâneo. Mas o que é instinto? É a presença do Divino nas espécies animais, em seu ser psíquico; mas este ser é coletivo, não individual. Tenho visto nos animais todos os sentimentos de que os homens se orgulham tanto. A única diferença entre homens e animais é que estes últimos não podem falar de seus sentimentos, e por isso os consideramos seres inferiores, já que não nos inundam de livros dizendo o que sentiram.


SONHOS E RELACIONAMENTOS - A Mãe, do Sri Aurobindo Ashram



Em sonhos encontramos e conhecemos pessoas que encontraremos e conheceremos mais tarde no mundo exterior. Isto se dá por causa das afinidades que levam certas pessoas a se encontrarem, afinidades no mundo mental ou vital. 

As pessoas frequentemente se encontram nestes planos antes de se encontrarem na terra. Ali elas podem se encontrar, conversar e ter todas as relações que acontecem na terra. Alguns sabem destas relações, outros não. 

Alguns, a maioria, são inconscientes da existência interior, e acontece que quando eles encontram um novo rosto no mundo exterior, este lhes parece muito familiar e conhecido.

19.7.13

TIPOS DE CONCENTRAÇÃO NO YOGA - Swami Sivananda

Os bhaktas (devotos) devem se concentrar no coração (anáhata). Os yoguins e vedantas devem se concentrar no ajna chakra (entre as sobrancelhas). O topo da cabeça (sahásrara) é outro local de concentração, alguns vedantas se concentram ali.

Persevere num centro de concentração. Se você se concentrar no coração, permaneça nele. Nunca mude. Se você for discípulo de um guru, ele selecionará um centro de concentração para você. Se você for uma pessoa que confia em si, você mesmo pode escolher esse centro.

Sente-se no chão sobre uma manta com as pernas cruzadas (ou ainda numa cadeira em que a coluna fique ereta), no seu quarto de meditação. Leve os olhos suavemente para o espaço entre as sobrancelhas (ajna chakra). Pratique suavemente esse olhar fixo por alguns minutos, enquanto se sentir confortável. Não deve haver o menor abuso nesse exercício.

Quem deseja adquirir Ananda (bem-aventurança), deve se concentrar no coração (anáhata chakra).



Um hatha yoguin concentra sua mente no Sushumna nadi ou noutro centro específico ou chakra. Quem se concentra em ajna chakra, domina automaticamente todos os outros centros inferiores.

Quando houver concentração profunda, você se sentirá inebriado e experimentará uma grande alegria. Você se esquecerá do corpo e de onde você está. Todo o Prana será concentrado em sua cabeça.

O pranayama, ou controle da respiração, removerá o véu de tamas (inércia) e rajas (atividade) que envolvem o sattva (harmonia) de sua mente. O pranayama purifica os nervos e a mente.





A CONCENTRAÇÃO DA MENTE - Swami Sivananda

Concentração é a estabilização da mente, o desenvolvimento de seus poderes. Se sua mente estiver inquieta, você não pode progredir. Silencie os pensamentos borbulhantes e acalme as emoções. Não existirá concentração se não houver alguma coisa em que a mente possa se fixar.

Não deve haver tensão no cérebro durante a concentração. Não lute ou dispute com a mente. Cada vez que ela se distrair, traga-a gentilmente de volta à concentração no objeto exterior ou interior.

O celibato, o pranayama, a limitação de desejos e atividades, a renúncia aos espetáculos sensuais, o silêncio, o aniquilamento do desejo sexual, da cobiça e raiva, o não envolvimento com pessoas indesejáveis, tudo isso aumenta o poder de concentração.



No início a mente deve ser exercitada na concentração de coisas mais concretas, e mais tarde pode se concentrar em idéias abstratas.

Formas concretas: concentre-se num ponto preto na parede, na chama de uma vela, numa estrela brilhante, na lua, na imagem de OM (AUM), no Senhor Siva ou Devi ou outra forma divina. Faça isto com os olhos abertos.

Formas sutis: sente-se diante de uma imagem divina e feche os olhos. Mantenha essa imagem no espaço entre as duas sobrancelhas ou no coração. Concentre-se no Muladhara, Anahata ou  Ajna ou qualquer outro chakra. Concentre-se nas qualidades divinas como o amor, a misericórdia ou outra idéia abstrata.

DESENVOLVA OS PODERES DA MENTE - Swami Sivananda

A mente opera maravilhas. Um pensamento errado amarra, um pensamento certo liberta. Por isso, pense corretamente e seja livre.

Querido filho! Desenvolva os poderes ocultos da mente. Feche os olhos. Concentre-se lentamente. Com a concentração você poderá ver objetos distantes, ouvir sons longínquos, enviar mensagens para qualquer lugar, curar pessoas que estão a milhas de distância, mover-se a lugares distantes. 

Acredite no poder da mente. Lembre-se que a mente nasceu do Atman (o Eu universal). A mente cósmica é a mente universal. A mente cósmica é Ishvara (Deus). A mente humana é um fragmento da mente universal. Aprenda a integrar sua pequena mente na Mente Cósmica e a obter a onisciência e experimentar a consciência cósmica.

Mantenha sempre uma mente equilibrada. Mantenha o equilíbrio no prazer e na dor, no frio e no calor, nos lucros e nas perdas, no sucesso e no fracasso, no louvor e na crítica, no respeito e no desacato. Se puder fazê-lo, será um poderoso rei na terra. Será o homem mais rico, embora esteja vestido de trapos e não tenha o que comer. Será muito forte, apesar de ter uma forma física frágil.

As pessoas comuns perdem o equilíbrio por coisas insignificantes. Perdem o controle de seus nervos e ficam rapidamente irritadas. Quando alguém perde o controle dos nervos desperdiça energia. Aqueles que desejam desenvolver o equilíbrio da mente devem desenvolver a discrição e praticar o celibato e a concentração. 

A concentração é difícil de se obter. Os sentidos provocam você e perturbam sua paz de espírito. Domine-os. Refreie-os como faria com seus inimigos no campo de batalha. Isso não é trabalho de um dia. Requer paciência e sádhana (práticas espirituais) por um longo tempo.

Se um método  falhar, você deve se valer de outro. A prática requer paciência, perseverança, vontade férrea, inteligência e coragem. Mas a recompensa é valiosa. É a Imortalidade, a Paz Suprema e a Felicidade Infinita.