O casamento
carnal, embora ainda sofra os imprevistos das separações prematuras
entre os cônjuges, obedece a um programa previamente delineado no
Espaço, em que dois espíritos se comprometem de fornecer as
vestimentas carnais para amigos e inimigos do passado.
No
seio da família, os espíritos encarnados aprendem a mobilizar as
suas qualidades psíquicas, quer dinamizando os sentimentos fraternos
na troca dos interesses recíprocos, assim como adquirindo novos
conhecimentos pela experiência dos mais velhos.
É tão valiosa a
função do lar que os espíritos trânsfugas do passado, na
responsabilidade doméstica, tornam-se indignos de um novo
esponsalício humano. Cumpre-lhes viver na condição de um marginal
sem companheiro ou companheira, sem filhos ou filhas, sem parentes ou
afetos familiares.
O aconchego caloroso do lar e o júbilo da
descendência da família, que prolonga a configuração ancestral
dos pais na face do mundo físico, são dádivas imerecidas para os
espíritos negligentes, que estiolaram no passado os valores
inestimáveis da vida em família!
O homem
que desprezou a sua companheira honrada, ou a mulher que traiu o seu
companheiro digno, só merecem existência desconfortável e vazia de
afetos, ainda agravados pela imantação cármica a espíritos de
quilate inferior, que os ajudarão a sentir a gravidade de sua
defecção do passado! É de velho provérbio, que quem despreza o
melhor, sempre colhe o pior!
E quando a compaixão divina permite a
tais espíritos comporem o agrupamento da família, jamais eles
usufruem de paz e harmonia tão desejadas, porque esse conjunto
familiar ainda é de graduação espiritual inferior. Assim como o
ácido limpa as vidraças e a lixa dá polimento à madeira bruta, os
espíritos primários também terminam "lixando" as arestas
dos espíritos mais astutos, a que se imantam pela Lei do Carma!