A
família, na sua convenção carnal, reúne espíritos adversários
imantados pelo ódio ou amigos unidos pelo amor do pretérito! Uns,
vibram pela vingança ainda latente no âmago do seu psiquismo
intolerante; outros, vivem os estímulos amorosos e fraternos de
longa amizade!
No desdobramento da vivência no lar, desde as etapas
de criança, moço, homem maduro e velho, os espíritos ali
encarnados conflitam-se sob os desejos e ambições pessoais. E a
tempestade humana só ameniza quando alguém renuncia, ou pelo
conhecimento superior exemplificado pela tolerância fraterna.
Daí,
as cenas trágicas é algo comum entre os próprios componentes
carnais das famílias terrenas, cujos acontecimentos desairosos são
mais freqüentes nos lares primários, onde o ódio e a frustração
gravados na memória perispiritual do passado estouram com tal
violência e desamor, que se transformam em acontecimentos
lastimáveis!
Por isso, a
família humana significa a "trégua" de lutas odiosas
entre os espíritos adversos desde várias vidas anteriores. O
vínculo consangüíneo é um recurso capaz de amenizar o entrechoque
de espíritos faltosos e que se atenua por força da sobrevivência
carnal sob o mesmo ascendente biológico.

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