Os
pais devem exercer rigorosa vigilância nos filhos até os sete anos,
extirpando-lhes energicamente os maus costumes, impulsos danosos,
tentativas autoritárias e atrabiliárias, para evitar que uma
estigmatização instintiva posteriormente se oponha na forma de uma
barreira intransponível à correção espiritual.
A
criança não deve ser estimulada nem louvada nas suas
irascibilidades e reações censuráveis; o seu espírito só domina
mais cedo os seus instintos primários, caso também receba a ajuda
eficiente e enérgica dos pais isentos de qualquer sentimentalismo.
Embora sem os extremos de crueldade e despotismo, os pais não devem
afrouxar a sua autoridade, evitando de louvar e estimular as ações
indisciplinadas e rebeldes dos filhos.
Os filhos
devem ser criados com amor, mas sem a imprudência de deixá-los agir
livremente, só porque são "engraçadinhos" ou amuam-se
por qualquer coisa. A fim de formar-lhes um caráter nitidamente
estóico e leal, os pais devem fortificá-los desde a primeira
infância, para solucionarem as suas culpas, sem o culto demasiado da
personalidade humana.
É algo perigoso quando, para os pais
sentimentalistas, o seu pupilo sempre tem razão; enquanto que é mau
e condenável o filho do vizinho. As contrariedades da infância
caldeiam e fortificam o temperamento da criança para mais tarde
enfrentar as desventuras da vida humana, pois, quando excessivamente
apoiada e mimada, em todas as suas manhas e indisciplinas, os jovens
viverão em conflito nas suas relações com a sociedade e atuações
no mundo.

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