26.7.13

KARMA E CASAMENTO - Ramatís

O casamento carnal, embora ainda sofra os imprevistos das separações prematuras entre os cônjuges, obedece a um programa previamente delineado no Espaço, em que dois espíritos se comprometem de fornecer as vestimentas carnais para amigos e inimigos do passado.

No seio da família, os espíritos encarnados aprendem a mobilizar as suas qualidades psíquicas, quer dinamizando os sentimentos fraternos na troca dos interesses recíprocos, assim como adquirindo novos conhecimentos pela experiência dos mais velhos. 

É tão valiosa a função do lar que os espíritos trânsfugas do passado, na responsabilidade doméstica, tornam-se indignos de um novo esponsalício humano. Cumpre-lhes viver na condição de um marginal sem companheiro ou companheira, sem filhos ou filhas, sem parentes ou afetos familiares. 

O aconchego caloroso do lar e o júbilo da descendência da família, que prolonga a configuração ancestral dos pais na face do mundo físico, são dádivas imerecidas para os espíritos negligentes, que estiolaram no passado os valores inestimáveis da vida em família!

O homem que desprezou a sua companheira honrada, ou a mulher que traiu o seu companheiro digno, só merecem existência desconfortável e vazia de afetos, ainda agravados pela imantação cármica a espíritos de quilate inferior, que os ajudarão a sentir a gravidade de sua defecção do passado! É de velho provérbio, que quem despreza o melhor, sempre colhe o pior! 

E quando a compaixão divina permite a tais espíritos comporem o agrupamento da família, jamais eles usufruem de paz e harmonia tão desejadas, porque esse conjunto familiar ainda é de graduação espiritual inferior. Assim como o ácido limpa as vidraças e a lixa dá polimento à madeira bruta, os espíritos primários também terminam "lixando" as arestas dos espíritos mais astutos, a que se imantam pela Lei do Carma!



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