Afora
de simples "objeto-sensação", a mulher é poderosa antena
viva captando o magnetismo superior que flui do mundo oculto durante
a relação sexual, operando o milagre da união com as forças
inferiores que sobem do mundo animalizado.
O desconhecimento desse
acontecimento energético durante o intercâmbio genésico transforma
o homem num incessante procurador do gozo ou prazer exclusivamente
físico, ignorando que, acima de tudo, o ato sexual é uma atividade
com a finalidade precípua de esculturar na carne humana a
configuração de outro ser credenciado pelos mesmos direitos de
vivência e proteção.
O casamento na carne é a consagração
humana de um compromisso assumido pelos espíritos antes da nova
encarnação. Além de proporcionar a recuperação espiritual de
ambos, também atende à função de criar mais corpos, que servirão
para outros espíritos aflitos resgatarem as suas dívidas
pretéritas.

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