31.7.17

O QUE É O NIRVANA – C. W. Leadbeater


Os orientalistas ocidentais traduziram a palavra Nirvana por aniquilamento, mas nada poderia ser uma antítese mais completa da verdade. É apenas a aniquilação de tudo que aqui conhecemos como homem, porque não mais há o homem, mas Deus no homem, um Deus entre outros Deuses, embora menor do que eles.

Imaginemos o Universo inteiro cheio de uma imensa torrente de vívida luz que com determinado propósito fluísse irresistivelmente para adiante, e que fosse compreensível e estivesse enormemente concentrada, mas absolutamente sem esforço nem violência.

No princípio, só notaríamos um sentimento de bem-aventurança e veríamos unicamente a intensidade da luz; mas pouco a pouco perceberíamos que ainda naquela constante refulgência há pontos ou núcleos mais brilhantes, nos quais a luz adquire uma nova qualidade para percebê-la dos planos inferiores, cujos habitantes não poderiam sentir esta refulgência sem tal auxílio.

Depois passaríamos a ver que aqueles núcleos de maior brilho, à maneira de sóis subsidiários, são os Excelsos Seres, os Espíritos Planetários, os potentes Devas, os Senhores do Karma, os Dhyan Chohans, Buddhas, Cristos, Mestres e muitos outros de quem nem sequer sabemos os nomes, por cujo meio fluem a luz e a vida aos planos inferiores.

E percebemos que somos parte do Uno residente em todos estes Seres, ainda que estejamos muito abaixo do pico de seu esplendor. O Iniciado que atinge tal consciência está muito longe da aniquilação e nada perde do sentimento de sua individualidade. Sua memória é perfeitamente contínua e pode realmente dizer: “Eu Sou”, sabendo o que o Eu efetivamente significa.

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26.7.17

O MISTÉRIO DO EU SUPERIOR OU ATMAN – Helena Blavatsky


Todo ser humano é uma encarnação de seu Deus, ou por outras palavras, é uno com seu “Pai no Céu”, como disse o Iniciado Jesus. Tantos homens na Terra, quantos Deuses no Céu; e contudo esses Deuses em verdade são UM, porque ao terminar cada período de atividade do Universo, eles se reconcentram como os raios do Sol poente, na Luz Paterna, o Logos não-manifestado, que por sua vez se funde no Único Absoluto.

Devemos dizer que estes nossos “Pais” sejam, em qualquer circunstância, nosso Deus pessoal? O Ocultismo responde: Nunca. Tudo o que um homem comum pode saber de seu “Pai” é o que ele conhece de si mesmo, por si mesmo e em si mesmo.



A Alma de seu “Pai Celeste” está encarnada nele. Esta Alma é ele mesmo, desde que possa assimilar-se à Individualidade Divina, enquanto está em seu corpo físico. Quanto a invocar esse Espírito, é como esperar que sejamos ouvidos pelo Absoluto. Nossas orações e súplicas serão vãs, se às palavras não acrescentarmos a eficácia dos atos, e se não nos empenharmos em tornar nossa aura tão pura e divina que nosso Deus interno possa atuar fora de nós, chegando a ser uma Potência externa.

Foi assim que iniciados, santos e homens puros se fizeram capazes de ajudar ao próximo tanto quanto a si mesmos, nos momentos de necessidade, e de realizar o que se chama de “milagre”, contando cada um deles com a assistência de seu Deus interno, posto em condições de atuar no mundo externo.


                                         

O NÚMERO PERFEITO – Helena Blavatsky


Os orifícios no corpo humano são nove no homem e dez na mulher. A mulher, por ter conservado o número cósmico perfeito (10) é considerada superior ao homem e mais espiritualizada que ele.

No antigo Egito, as estipulações do casamento incluíam uma cláusula segundo a qual a mulher devia ser a “senhora do senhor” e realmente exercer autoridade sobre o marido. Este obrigava-se a obedecer à sua esposa para a produção de resultados alquímicos, tais como o Elixir da Vida e a Pedra Filosofal; pois a assistência espiritual da mulher era necessária ao alquimista do sexo masculino.

Mas ai daquele alquimista que tomasse esse auxílio no sentido de união física! Semelhante sacrilégio o arrastaria à magia negra e seria seu irremediável malogro. Os verdadeiros alquimistas da antiguidade escolhiam como ajudantes mulheres idosas, evitando cuidadosamente as jovens; e se acontecia que algum deles fosse casado, tratava sua esposa como irmã desde vários meses antes de proceder aos trabalhos de alquimia e até que os houvesse terminado.

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OM MANI PADME HUM – Helena Blavatsky


OM – diz o Adepto ariano, o filho da Quinta Raça, que principia e termina com esta sílaba sua saudação ao ser humano e sua invocação às Presenças não-humanas. OM MANI – murmura o Adepto turânio, o descendente da Quarta Raça, acrescentando depois de uma breve pausa – PADME HUM.

Os orientalistas têm traduzido essa famosa invocação por “Oh! A Jóia no Lótus!” Porque embora OM seja uma sílaba consagrada à Divindade, PADME signifique “no lótus” e MANI “pedra preciosa”, ainda assim seu significado simbólico não está com a tradução correta.

Neste mantra, o mais sagrado de todos os do Oriente, não só cada sílaba encerra um poder oculto, capaz de produzir um resultado definido, mas toda a invocação tem sete significados diferentes, com outros tantos efeitos, distintos entre si.

Os sete significados e seus efeitos correspondentes dependem da entonação que se dê ao mantra em conjunto e a cada uma de suas sílabas; e ainda o valor numérico das letras aumenta ou diminui conforme o ritmo que se empregue. O número é subjacente à forma e o número rege o som. O número está na raiz do Universo manifestado: os números e as proporções harmônicas dirigem as primeiras diferenciações da substância homogênea em elementos heterogêneos.

O mantra OM MANI PADME HUM, quando corretamente compreendido, contém uma alusão a esta indissolúvel união entre o Homem e o Universo, interpretada de sete maneiras diferentes, com a possibilidade de sete distintas aplicações a outros tantos planos de pensamento e ação.

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De qualquer ponto de vista que a examinemos, o mantra quer dizer: “Eu sou o que sou”, “Eu estou em ti e tu estás em mim”, “Oh meu Deus que estás em mim!”. Nesta conjunção e nesta íntima união, o homem bom e puro se converte num deus. De modo consciente ou inconsciente, ele provocará ou inocentemente causará resultados inevitáveis.

No primeiro caso, se for um Iniciado (isto é, um Adepto da Via da Direita), poderá orientar uma corrente benéfica e protetora, e deste modo fazer o bem a indivíduos e até a nações inteiras, e ajuda-los. No segundo caso, embora sem o perceber, o homem bom passa a ser um escudo que dará proteção a todos os que estiverem a seu lado.

O mantra OM MANI PADME HUM tem um poder quase infinito nos lábios de um Adepto, e uma potencialidade quando pronunciado por um homem qualquer. Sejam prudentes todos os que me estiverem lendo. Não usem tais palavras em vão, nem quando estejam dominados pela cólera: aquele que assim o fizer será a primeira vítima, ou o que é pior, exporá a perigos as pessoas a quem ama.

O mantra OM MANI PADME HUM não é composto de seis, mas de sete sílabas, porque a sílaba inicial é dupla, quando corretamente pronunciada: A-UM. Essa sílaba é Atman, o Espírito Superior do homem.

O mantra OM ou AUM, se pronunciada por um homem puro e santo, atrairá e despertará não só as Potestades dos elementos e dos espaços interplanetários como também o próprio Eu Superior, ou Pai interno. Articulada corretamente por um homem comum e bondoso, contribuirá para seu fortalecimento moral, sobretudo se entre um e outro AUM, ele meditar intensamente no seu AUM interno e concentrar toda sua atenção na inefável glória. Mas ai de quem profere a sagrada palavra depois de haver cometido um pecado capital! Porque só conseguirá atrair à sua aura impura forças e presenças invisíveis, que de outro modo não poderiam abrir caminho através do Envoltório Divino.


O MESTRE ADEQUADO – Sadhguru


Pergunta: Guruji, na vida espiritual, a pessoa tem de procurar um guru divino, ou tudo acontece por si mesmo, pela purificação interior?

Sadhguru: Onde você irá procurar e como saberá quem é o guru divino e quem não é? Você não tem como julgar, não é? Então, como eu busco algo? Você apenas busca, quer saber. Quanto mais você se torna ‘não sei’, mais profunda é sua busca, não é? Buscar não significa buscar algo. Buscar significa buscar aquilo que você não sabe.

Se você tem de buscar, não deve fazer suposições, não é? Se você faz uma suposição, ‘Deus está sentado no céu, eu o estou procurando’ – isto não é buscar, isto é apenas alucinação. Buscar significa apenas buscar. A busca é possível apenas quando um profundo ‘eu não sei’ aconteceu dentro de si, então o guru divino se mostrará a você.

Se você procurar com seu intelecto, naturalmente vai procurar aquele tipo de pessoa com quem se sente mais confortável, não é? Veja, se você busca um amigo, que tipo de amigo você busca? Você busca um amigo que fere seu ego todo dia? Você busca um amigo que alimenta seu ego todo dia, não é? Se alguém fere seu ego, ele se torna seu inimigo.

A Profecia sobre a Redução da Vigência do Dharma por Buda ...

Desse modo, se você buscar um guru, vai buscar nesse contexto. E aquele tipo de guru que o consola não é bom para você. Não há nada de espiritual em dar consolo às pessoas. É apenas um consolo psicológico que sua família pode oferecer, seu cão pode oferecer. O cão é um bom consolo, não é?

Você não precisa de um Deus que lhe dê consolo. Você busca o que está além não por consolo, mas para a liberação, para tornar-se livre de tudo que você é agora. Se você está buscando um guru para consolo, existem muitos. Se está buscando um guru para a liberação, então se sentar-se com ele você vai se sentir ameaçado, vai querer fugir dele mas ao mesmo tempo não vai querer deixa-lo nem por um momento.

Se você constantemente se sente ameaçado por ele, e ao mesmo tempo quer estar com ele, isso significa que ele é um bom guru para você. Se você se sente muito confortável com ele, ele não é um bom guru para você. Você precisa estar constantemente desconfortável com ele; mas ao mesmo tempo desejar estar com ele. Esse é o melhor guru para você.



21.7.17

O CAMINHO DA COMPAIXÃO – Dzongsar J. Khyentse


O amor e a compaixão são louvados como o caminho mais seguro para a ausência total de ignorância. O primeiro ato de compaixão de Sidarta Gautama, o Buddha, ocorreu durante uma de suas primeiras encarnações, em um lugar improvável - não como um bodisatva, mas como habitante do reino dos infernos, onde foi parar em conseqüência do carma negativo que ele próprio havia acumulado.

Ele e um companheiro de infortúnio estavam sendo forçados a puxar uma carroça pelas chamas do inferno, enquanto do alto da carroça um capataz os chicoteava sem piedade. Sidarta ainda guardava forças, mas o companheiro estava muito debilitado e por isso era alvo de crueldade ainda maior.

A visão do companheiro sendo açoitado provocou em Sidarta uma pontada de compaixão. Ele implorou ao demônio que os castigava: “Solte-o, por favor; deixe que eu carregue este fardo por nós dois.” Enfurecido, o demônio deu um violento golpe na cabeça de Sidarta e ele morreu, renascendo em um reino superior.

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Aquela centelha de compaixão na hora da morte continuou a crescer e a brilhar com mais intensidade em suas reencarnações subseqüentes.

Além do amor e da compaixão, existe um sem-número de caminhos disponíveis que nos levam mais perto da compreensão da natureza búdica. Mesmo se entendermos apenas intelectualmente a bondade fundamental do ser humano e de todos os demais seres, esse entendimento já nos aproxima da natureza búdica.

A iluminação faz parte da nossa verdadeira natureza. A nossa verdadeira natureza é como uma estátua de ouro que ainda está dentro do molde, e o molde é como os obscurecimentos e a ignorância. Assim como o molde não faz parte da estátua, a ignorância e as emoções não constituem uma parte intrínseca da nossa natureza, e por isso podemos falar em pureza original.

Quando o molde é quebrado, surge a estátua. Quando os obscurecimentos são removidos, a nossa verdadeira natureza búdica é revelada.

A PITUITÁRIA E A PINEAL – G. Purucker


O cérebro como um todo é o órgão da mente, o campo de atividade de nosso raciocínio ordinário, através do qual pensamos em coisas ordinárias e até mesmo elevadas, e através do qual cumprimos nossas tarefas diárias.

Mas conectadas ao cérebro estão as glândulas pineal e pituitária. A pineal é como uma janela que se abre para mares infinitos e horizontes de luz, pois é o órgão em nós que recebe os raios do intelecto cósmico, ou Mahat. É o órgão da inspiração, da intuição, da visão.

O coração é superior, porque é o órgão da natureza espiritual do indivíduo, e inclui o intelecto espiritual. Quando o coração inflama a glândula pineal e a faz vibrar rapidamente, tão forte é o afluxo de força espiritual, que o homem que a experimenta tem seu corpo envolvido numa auréola de glória.

Uma aura forma-se atrás de sua cabeça, pois à medida que a pineal vibra rapidamente, o olho interno se abre e vê o infinito, sendo que a aura é o fluxo energético desta atividade na glândula pineal.

Descubra as funções da glândula pineal, de acordo com a ciência ...

A pituitária é o tenente da pineal. É o órgão da vontade e do crescimento, do estímulo e do impulso. Mas quando a pineal coloca a pituitária vibrando em sincronia com sua própria vibração, temos um homem-deus, pois é o intelecto que se encontra com o infinito.

Assim, a divindade no coração fala e vibra em sincronia com a glândula pineal, e a pituitária, desse modo inspirada à ação, trabalha através dos outros chakras e órgãos, tornando o homem todo uma harmonia de energias superiores – semelhante a um ser divino!

Todos os grandes líderes espirituais e instrutores do mundo, os grandes homens-deuses da raça humana, nos ensinaram como aumentar a vibração da glândula pineal no crânio. A primeira regra é viver como um verdadeiro ser humano. Simples assim. Faça tudo que tiver de fazer, e faça da melhor maneira possível. Suas ideias do que é o melhor crescerão e ficarão melhores.

A próxima regra é cultivar as qualidades superiores que o tornarão um ser humano superior, comparando-se com os menos evoluídos. Seja justo, seja gentil, perdoe, seja compassivo e piedoso. Aprenda a maravilhosa beleza do auto-sacrifício em favor dos outros; há algo de grande e heroico nisso.

Mantenha estas coisas em seu coração; acredite que você tem intuição; viva em seu ser superior. Quando puder manter isto continuamente até que se torne sua vida, algo habitual a você, então aproxima-se o tempo em que você se tornará um homem superior, um glorioso Buddha. Você manifestará o Cristo que há dentro de si, você o incorporará.

A glândula pineal era nos primórdios da humanidade um órgão exterior de visão física, e de percepção espiritual e psíquica. Mas devido ao curso da evolução do corpo físico, à medida que passava o tempo e os dois olhos atuais começavam a mostrar-se, a glândula pineal ou “terceiro olho”, o “Olho de Shiva”, começou a retroceder para dentro do crânio, que finalmente a cobriu com osso e cabelo.

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Então ela perdeu sua função como órgão de visão física, mas nunca cessou sua função como órgão de percepção espiritual e intuição. Quando um homem tem um pressentimento, a pineal está começando a vibrar suavemente. Quando um homem tem uma intuição, ou uma inspiração, ou um súbito relâmpago de compreensão, a pineal está começando a vibrar ainda mais forte, embora com suavidade.

Ela ainda funciona, e pode ser estimulada a funcionar mais, se acreditarmos em nós mesmos e em nosso poder espiritual inato. A pineal está conectada com aquilo que, com o tempo, será nosso sétimo sentido.

Existem, de acordo com a antiga sabedoria, dois sentidos mais a serem desenvolvidos, perfazendo sete no total. É algo difícil descrever o que estes sentidos serão, porque ainda não existem ou funcionam em nós. O sexto sentido pode ser descrito como sensibilidade psíquica-espiritual, assim como o toque é a sensibilidade da pele.

Esta sensibilidade psíquica significa estar sujeito a impressões psíquicas de variados tipos, o que pode ser muito útil mas também carrega seus perigos, a menos que estejamos eternamente em guarda.

Acho que pela bondade dos deuses o sexto sentido ainda não se desenvolveu. Ele está vagarosamente ficando ativo, muito fracamente ainda, mas já começando a mostrar-se, como comprova o grande número de pessoas psíquicas do mundo, que são frequentemente pessoas instáveis.

Se esse sentido nos viesse totalmente aflorado, seria uma dádiva tal como aquela dada a Hércules. Ele poderia nos destruir e causar a morte. Não estamos suficientemente desenvolvidos moralmente para possuir tal sentido com segurança para nossa sanidade, nossa saúde e nosso dever para com nossos irmãos seres humanos.

O sétimo sentido é o desenvolvimento da intuição, do conhecimento espiritual interior. Este “terceiro olho” deveria ser mais corretamente chamado o “primeiro olho”, porque precedeu os outros dois. Com o tempo, os dois olhos físicos terão sua função aperfeiçoada, mas recuarão em importância.

É esse Olho de Shiva que funcionará novamente um dia como o órgão de nosso sétimo e mais alto sentido. E nesse tempo, ele estará unido em sua função com o coração; e quando estes dois unirem seus fluidos e energias, teremos o homem perfeito.

20.7.17

OS DOADORES DE FREQÜÊNCIA – Eckhart Tolle


O movimento de saída que se direciona à forma não se expressa com igual intensidade em todos nós. Algumas pessoas têm uma forte ânsia de construir, criar, envolver-se, conquistar, exercer uma influência sobre o mundo.

Se elas estiverem inconscientes, o ego irá, é claro, controlar e usar a energia do ciclo de saída para seus próprios interesses. Isso, porém, reduz de modo significativo o fluxo de energia criativa disponível para elas. Assim, cada vez mais, dependerão do “esforço” para conseguir o que querem.

Caso estejam conscientes, esses indivíduos em que o movimento de saída é forte serão altamente criativos. Outros, porém, levarão uma existência aparentemente discreta e passiva depois que a expansão natural que acompanha o crescimento tiver seguido seu curso.

Essas pessoas são mais introvertidas por natureza. No seu caso, o movimento de saída que se direciona à forma é mínimo. Elas preferem voltar para casa a sair. Não alimentam nenhum desejo de mudar o mundo nem de se envolver nessa questão. Se têm alguma ambição, essa normalmente se reduz a encontrar uma ocupação que lhes proporcione certo grau de independência.

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Algumas delas acham difícil se encaixar neste mundo. Outras têm sorte o bastante para encontrar um nicho protetor onde conseguem levar a vida com relativa segurança, realizando um trabalho que lhes provê um rendimento regular ou administrando um pequeno negócio próprio.

Há as que se sentem atraídas a viver numa comunidade espiritual ou num mosteiro. Outras podem se tornar desajustadas e viver à margem da sociedade por acharem que têm pouco a ver com ela. Por fim, há as que acabam se tornando agentes de cura ou mestres espirituais, isto é, mestres do Ser.

Em épocas passadas, talvez essas pessoas fossem chamadas de contemplativas. Na civilização contemporânea parece não existir um lugar para elas.

Na nova Terra que está surgindo, seu papel, contudo, é tão importante quanto o dos criadores, realizadores e reconstrutores. Sua função é portar a frequência da nova consciência neste planeta. Eu as chamo de doadores de frequência. Elas estão aqui para gerar a consciência por meio de atividades da vida diária, das suas interações com os outros e do fato de “simplesmente existirem”.

Dessa maneira, elas dotam de um profundo sentido aquilo que parece insignificante. Sua tarefa é trazer o amplo silêncio para este mundo, mantendo-se totalmente presentes em qualquer coisa que façam. Por causa dessa consciência há qualidade em suas realizações, até mesmo na mais simples tarefa.

Seu propósito é fazer tudo de maneira sagrada. Como cada indivíduo é uma parte integrante da consciência coletiva humana, elas afetam o mundo com muito mais intensidade do que mostra a superfície de suas vidas.

Abrem inscrições para curso de Meditação Transcendental na UEM ...






O PROPÓSITO DA VIDA – Eckhart Tolle


Os astrônomos descobriram evidências para sugerir que o universo começou a existir 15 bilhões de anos atrás numa explosão gigantesca e que vem se expandindo desde então. Além disso, sua complexidade está aumentando, o que o torna cada vez mais diferenciado.

Alguns cientistas postulam também que esse movimento da unidade para a multiplicidade acabará se revertendo. O universo vai parar de se expandir e começará a se contrair outra vez até, finalmente, retornar ao não-manifestado, à condição do nada de onde veio – e talvez repita os ciclos de nascimento, expansão, contração e morte por vezes seguidas.

Com que propósito? “Afinal, por que o universo se dá a todo esse trabalho de existir?”, pergunta o físico Stephen Hawking, compreendendo, ao mesmo tempo, que nenhum modelo matemático jamais poderia fornecer a resposta.



Se olharmos para dentro e não apenas para fora, porém, descobriremos que possuímos um propósito interior e outro exterior. E, como somos um reflexo microcósmico do macrocosmo, podemos admitir que o universo também tem um propósito interior e outro exterior inseparáveis dos nossos.

Seu propósito exterior é criar formas e vivenciar sua interação – o sonho, o jogo, a encenação, seja lá como for que você prefira chamar isso. Seu propósito interior é despertar para sua própria essência sem forma. Em seguida, vem a reconciliação entre os propósitos exterior e interior: levar essa essência – consciência – para o universo das formas e, desse modo, transformar o mundo.

O propósito supremo dessa mudança vai muito além de tudo o que a mente humana consegue imaginar ou compreender. E, ainda assim, neste planeta, neste momento, essa transformação é a tarefa que nos cabe. Ou seja, é a harmonização dos dois propósitos, exterior e interior – do mundo com Deus.


IDENTIFICAÇÃO COM A FORMA – Eckhart Tolle


Vou mencionar alguns comportamentos que as pessoas adotam inconscientemente para fortalecer sua identidade com a forma. Se você estiver alerta o bastante, será capaz de detectar alguns deles dentro de si mesmo:

- exigir reconhecimento por alguma coisa que fez e indignar-se ou aborrecer-se quando não o consegue;
- tentar obter atenção falando sobre problemas pessoais, contando a história da própria doença ou fazendo uma cena;
- dar uma opinião quando ninguém a pede e ela não faz diferença para a situação;
- ser mais preocupado com o modo como é visto pelas pessoas do que com elas,
isto é, usá-las como um reflexo do ego ou como um instrumento para realçar o ego;
- tentar causar impressão nos outros por meio de bens, conhecimentos, boa aparência, posição social, força física, etc.;
- inflar temporariamente o ego adotando uma reação irada contra alguma coisa ou alguém;
- levar tudo para o lado pessoal e sentir-se ofendido;
- considerar-se certo e os outros errados por meio de queixas fúteis, mentais ou verbais;
- querer ser visto ou parecer importante.


Caso você detecte um desses padrões em si mesmo, sugiro que faça uma experiência. Descubra como se sente e o que ocorre se o abandonar. Simplesmente descarte-o e veja o que acontece.

Enfraquecer quem você é no nível da forma é outra maneira de gerar a consciência. Encontre o imenso poder que flui de você para o mundo deixando de fortalecer sua identificação com a forma.




TOMAR CONSCIÊNCIA DA RESPIRAÇÃO – Eckhart Tolle


Certa ocasião alguém me mostrou a programação anual de uma grande organização espiritual. Quando a examinei, fiquei impressionado pela rica seleção de seminários e palestras interessantes.

A pessoa me perguntou se eu poderia recomendar uma ou duas atividades. “Não sei, não. Todos elas me parecem muito interessantes. Mas eu conheço esta: tome consciência da sua respiração sempre que puder, toda vez que se lembrar. Faça isso durante um ano e terá uma experiência transformadora bem mais forte do que a participação em qualquer uma dessas atividades. E é de graça.”

Tomar consciência da respiração faz com que a atenção se afaste do pensamento e produz espaço. É uma maneira de gerar consciência. Embora a plenitude da consciência já esteja presente como o não-manifestado, estamos aqui para levar a consciência a essa dimensão.

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Tome consciência da sua respiração. Observe a sensação do ato de respirar. Sinta o movimento de entrada e saída do ar ocorrendo em seu corpo. Veja como o peito e o abdômen se expandem e se contraem ligeiramente quando você inspira e expira.

Basta uma respiração consciente para produzir espaço onde antes havia a sucessão ininterrupta de pensamentos. Uma respiração consciente (duas ou três seria ainda melhor) feita muitas vezes ao dia é uma maneira excelente de criar espaços na sua vida.

Na verdade, respirar não é algo que façamos, mas algo que testemunhamos. A respiração acontece por si mesma. Ela é produzida pela inteligência inerente ao corpo. Portanto, basta observá-la.

Essa atividade não envolve nem tensão nem esforço. Além disso, note a breve suspensão do fôlego – sobretudo no ponto de parada no fim da expiração – antes de começar a inspirar de novo.

Muitas pessoas tem a respiração curta, o que não é natural. Quanto mais tomamos consciência da respiração, mais sua profundidade se restabelece sozinha.


A MENTE SEM EGO – Eckhart Tolle


O mestre zen Hakuin morava numa cidade no interior do Japão. Altamente estimado e respeitado, era procurado por muitas pessoas que buscavam orientação espiritual.

Então aconteceu que a filha adolescente do seu vizinho apareceu grávida. Quando os pais da moça, tomados de ira e revolta, a interrogaram sobre a identidade do pai da criança, ela acabou dizendo que era Hakuin.

Transtornados de raiva, eles foram correndo até o mestre zen e, entre gritos e acusações, contaram-lhe que a filha havia confessado que ele a engravidara. Tudo o que ele disse foi:
É mesmo?

As notícias sobre o escândalo espalharam-se por toda a cidade e fora dela. O mestre perdeu sua reputação. Isso não o preocupou. As pessoas deixaram de procurá-lo. Ele não se importou com isso também. Quando a criança nasceu, os avós a levaram para Hakuin.
Você é o pai, então cuide dela.

O mestre cuidou do bebê com o maior carinho. Um ano depois, a mãe, consumida pelo remorso, confessou aos pais que o verdadeiro pai da criança era o rapaz que trabalhava no açougue.

Profundamente constrangidos, eles foram procurar Hakuin para se desculpar e pedir seu perdão.
Sentimos muito. Viemos buscar o bebê. Nossa filha confessou que você não é o pai dele.
É mesmo? – o mestre se limitou a dizer enquanto lhes entregava a criança.

Hakuin responde à falsidade e à verdade, à boa e à má notícia, exatamente da mesma maneira: “É mesmo?” Ele permite que a forma do momento, positiva ou negativa, seja como ela é e, assim, não se torna um participante do drama humano.

Para Hakuin, existe apenas o momento, que sempre é como é. Os acontecimentos não são personalizados. Ele não é vítima de ninguém. Dessa maneira, alcança tal unicidade com o que acontece que os eventos deixam de ter poder sobre ele. Somente quando resistimos ao que ocorre é que ficamos à mercê dos acontecimentos e o mundo determina nossa felicidade ou infelicidade.

O bebê foi cuidado com muito carinho. O mal converteu-se no bem por meio do poder da não-resistência. Sempre respondendo ao que o momento presente requer, Hakuin deixou o bebê ir quando chegou a hora de fazer isso.

Imagine rapidamente como o ego teria reagido durante os vários estágios desse acontecimento.

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A SATISFAÇÃO INTERIOR – Eckhart Tolle


J. Krishnamurti, o maior filósofo e mestre espiritual indiano, proferiu palestras e trabalhou quase continuamente por todo o mundo durante mais de 50 anos, tentando transmitir por meio das palavras – que representam o conteúdo – o que está além delas, além do conteúdo.

Numa de suas apresentações, já no final da vida, ele surpreendeu o público perguntando: “Vocês querem conhecer meu segredo?”

Todos os presentes ficaram atentos. Muitas pessoas na plateia vinham acompanhando suas palestras ao longo de 20 ou 30 anos e ainda não haviam conseguido captar a essência do seu ensinamento. Por fim, depois de todos aqueles anos, o mestre lhes daria a chave para a compreensão: “Este é o meu segredo: eu não me importo”, disse ele.

Como ele não explicou mais nada, desconfio de que a maior parte do seu público ficou ainda mais perplexa do que antes. As implicações dessa simples afirmação, entretanto, eram profundas. O mestre estava em paz interiormente e os acontecimentos da vida exterior não o tocavam.



  


  

  
















15.7.17

NAS HORAS DO SONO – Ermance Dufaux



Todos os encarnados são também espíritos. A diferença é que, enquanto alguns estão livres da matéria, mesmo que de forma temporária, outros estão a ela ligados, através do cárcere de carne, de forma igualmente temporária.

Porém, é possível a todos os encarnados realizar o intercâmbio com os desencarnados, mesmo sem atuações mediúnicas. Isto se dá no momento do
sono, do descanso do corpo físico.

Ao dormir, os encarnados estão temporariamente libertos da matéria, porém mantêm com ela um vínculo através do conhecido como cordão de prata. E assim os espíritos são diferenciados. Aqueles que possuem cordão de prata, estão encarnados. E aqueles que não o possuem, estão desencarnados.

Mesmo que não se recordem de suas experiências depois, ao acordar, e isto é o padrão, os espíritos encarnados vivem experiências das mais variadas no mundo espiritual, enquanto seus corpos físicos repousam desfrutando o sono.




E é no recolhimento do sono que os encarnados podem escolher melhorar-se nas suas atuações do dia-a-dia ou, de forma livre, podem optar por adentrar em regiões tenebrosas e se afundar em charcos fluídicos pesados e contrair tendências de atuação para suas vidas na matéria.

Muitos encarnados se perguntam os motivos que os levam a praticar determinadas ações. E não entendem como não podem ter forças para vencer tendências degenerativas. E a resposta pode estar no recolhimento do sono. Suas escolhas neste momento podem lançar luz a atitudes na carne.


Portanto, é de extrema importância o momento de preparação para o sono, antes do recolhimento do corpo físico ao descanso. Boas leituras e orações. Pedidos ao Pai que estejam em boas companhias, de preferência sob orientação de seu guia espiritual. 

O PRANA OU FORÇA VITAL – Ramacháraka


Absorvemos nossa provisão de Prana (ou Força Vital) dos alimentos que comemos, da água que bebemos, e em grande proporção do ar que respiramos. Temos também uma fonte mental de força, por meio da qual haurimos a energia dos grandes receptáculos de Energia, que formam a Mente Universal.

A Energia Vital é depositada no cérebro e nos grandes centros nervosos (chakras) do corpo, e daí é tirada para suprir as necessidades do sistema. Pelos fios do sistema nervoso é distribuída a todas as partes do corpo. Com efeito, cada nervo está sendo constantemente carregado de Força Vital; todas as vezes que se acha exausto, é novamente recarregado.

Cada nervo é um fio vivo, através do qual corre o fluxo de Força Vital. E além disso, cada célula do corpo contém sempre Energia Vital em grau maior ou menor.

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É sadio e robusto quem possui uma boa provisão de Força Vital, a qual passa a todas as partes do corpo, refrescando, estimulando e produzindo atividade e energia. E não se limita a isso sua ação, mas ainda circunda o corpo como uma aura, que pode ser sentida por pessoas com quem vem em contato.

Uma pessoa que não tem suficiente Força Vital manifesta má saúde, falta de vitalidade etc. e recupera suas condições normais só quando novamente absorve Vitalidade. Os médicos não negam a existência da Força Vital, embora difiram em suas teorias a respeito de sua natureza, mas julgam que não pode ser transferida além dos limites do sistema nervoso da pessoa que a produz ou manifesta.

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Esta opinião é, porém, inutilizada pelas experiências de milhares de pessoas que sabem que a Força Vital, ou Prana, chamai-o como quiserdes, pode ser transmitida ao corpo de uma terceira pessoa, que com essa transmissão se sente fortificada e revigorada.

Todas as pessoas têm mais ou menos Força Vital, e todas as pessoas têm a faculdade de aumentar sua provisão (através do pranayama) e de transmiti-la a outrem, curando assim doenças. Em outras palavras, todas as pessoas são terapeutas potenciais.


VIDA E ENSINAMENTOS DE PITÁGORAS - F. S. Darrow


I. A VIDA

Este mundialmente famoso instrutor grego da “Doutrina do Coração” nasceu em cerca de 580 a.C. na ilha de Samos e morreu em cerca de 500 a.C. Antes de seu nascimento foi profetizado a seu pai que um filho nasceria dele e seria um grande benfeitor da humanidade. Alguns declararam que Pitágoras era uma encarnação humana de Apolo. Relata-se que, quando ainda jovem, ele deixou sua cidade natal para iniciar uma série de viagens em busca dos sábios de todos os países, dos hindus e árabes no Oriente, aos Druidas da Gália no Ocidente.

Dizem que ele passou doze anos na Babilônia, conversando com os magos, que lhe ensinaram todos seus Mistérios. Passou ainda vinte e dois anos no Egito convivendo com os mais sábios hierofantes, e junto a eles dominou as três formas egípcias de escrita: a comum, a hieroglífica e a sacerdotal.

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Levou consigo uma carta pessoal de introdução de Amasis, o faraó da época, que escreveu aos hierofantes pedindo-lhes que iniciassem Pitágoras em seus Mistérios.

Pitágoras primeiro foi aos sacerdotes de Heliópolis, mas eles, devido às suspeitas que os egípcios tinham para com estrangeiros, embora hesitando desobedecer Amasis abertamente, recusaram-se a iniciar Pitágoras e o aconselharam que fosse à sagrada escola de Mênfis, porque era mais antiga que a de Heliópolis.

Em Mênfis ele encontrou a mesma situação e foi encaminhado à escola de Tebas, onde finalmente, após passar por severos testes que quase lhe custaram a vida, foi plenamente iniciado nos Mistérios Egípcios, e daí em diante teve livre acesso aos tesouros de conhecimento dos hierofantes.

Após deixar o Egito, Pitágoras retornou à Grécia através de Creta, onde ele desceu à caverna do monte Ida em companhia de Epimênides, o grande profeta e vidente cretense, que em agradecimento pela remoção de uma epidemia em Atenas no ano de 596 a.C., aceitou do povo apenas um galho da oliveira sagrada de Atena, a deusa, e recusou as grandes somas de dinheiro que lhe foram oferecidas, declarando que as dádivas espirituais não podem ser compradas ou vendidas.

De Epimênides e Themistoklea, a sacerdotisa do templo de Delfos, Pitágora recebeu mais conhecimento. No curso de suas viagens, ele se tornou um iniciado não apenas nos mistérios da Índia, Egito, Grécia e Gália, mas também nos de Tiro e Síria.

Pitágoras estudou os vários ramos de conhecimento, especialmente a matemática, astronomia, música, ginástica e medicina, e contribuiu grandemente para o desenvolvimento destas ciências entre os gregos.

Sua aparência pessoal era notável. Era muito belo e digno, trajava-se comumente em branco e usava uma longa barba. Nunca cedeu à dor, alegria ou ira, mas costumava cantar hinos de Homero, Hesíodo e Tales, para preservar a serenidade de sua mente, e era muito conhecido por seu poder de fazer amigos.

O elemento religioso era predominante em seu caráter, e toda sua vida foi dominada por motivos humanitários e filantrópicos. Opunha-se ao sacrifício animal, e em certa ocasião comprou grande quantidade de peixes, que tinham acabado de ser pegos numa rede, e os libertou para ensinar a bondade.

Pitágoras era um ocultista prático, e dizem que entendia a linguagem dos animais a ponto de conversar com eles e domar até mesmo os mais ferozes. Dizem que em certa ocasião foi visto e ouvido em lugares distantes, tais como a Itália e Sicília, no mesmo dia, uma impossibilidade física.

Relata-se também que curava os doentes, tinha o poder de expulsar espíritos maus, previa o futuro, reconhecia o caráter de uma pessoa só em olhá-la e tinha comunicação direta com os deuses.

Finalmente, na idade de cinqüenta anos, Pitágoras foi para o sul da Itália, após uma tentativa infrutífera de iniciar uma sociedade em sua cidade natal, e em 529 a.C. fundou a Irmandade Pitagórica e a Escola de Mistérios em Crotona.

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Ali atraiu muitas pessoas de todas as classes, incluindo muitos nobres e ricos da cidade, e logo escolas similares foram estabelecidas em outras cidades da Magna Grécia. Os candidatos eram aceitos sob invioláveis promessas de manter segredo e eram ligados a Pitágoras e aos outros membros pelos mais sagrados compromissos.

Sobre sua morte, uns dizem que foi banido de Crotona e se dirigiu a Metapontum, onde morreu devido a um jejum autoimposto de quarenta dias. Outros dizem que foi assassinado por seus inimigos quando o templo de Crotona foi destruído por Kylon devido a sua indignidade para ser admitido na Irmandade.

Em outras cidades onde havia escolas da Irmandade, todos os membros foram assassinados, com exceção de alguns mais jovens e fortes, que conseguiram escapar para o Egito. A partir de então, alguns membros da Irmandade mantiveram a tocha do conhecimento acesa durante séculos.

II. A ESCOLA

Era uma máxima pitagórica que "nem tudo deveria ser dito a todos." Portanto a admissão na sociedade era secreta e protegida pelas mais solenes formas de votos e iniciações. Os membros eram classificados como Ouvintes, Probacionários e Estudantes, que viviam com suas famílias na escola central dos Mistérios ou numa de suas filiais.

Qualquer candidato que tivesse uma vida honesta e correta era admitido como Ouvinte, mas apenas os mais dignos e preparados eram aceitos como Estudantes. Os Ouvintes que desejavam tornar-se Estudantes tinham de passar por um período probatório que durava de dois a cinco anos, durante os quais sua capacidade de manter-se em silêncio era testada, bem como seu temperamento, caráter e capacidade mental.

Bons conhecimentos de aritmética, geometria, astronomia e música eram requisitos preliminares para ser admitido à escola. Às mulheres também se permitia a admissão na Irmandade. Os membros eram fiéis ao líder e uns aos outros. Conseguiam reconhecer-se através de seus símbolos secretos.

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Os Estudantes usavam uma roupa especial e faziam votos. Eram treinados para suportar fadiga e falta de sono, usavam roupas simples, nunca se importavam com a censura e suportavam a zombaria com serenidade.

A Escola de Mistérios era uma escola da vida, não um monastério. Pitágoras não pretendia que seus discípulos se retirassem da vida ativa, mas ensinava-lhes a manter um comportamento calmo e um caráter elevado sob todas as circunstâncias.

Como era uma máxima de Pitágoras que "amigos devem possuir todas as coisas em comum," os novos membros, ao entrar na Escola, entregavam suas posses à Irmandade, que as adicionava ao tesouro comum.

Um Estudante poderia deixar a Escola a qualquer momento, e na sua partida era-lhe dado o dobro do que trouxera ao entrar, mas era a partir daí considerado como morto pelos membros leais.

Exigia-se pureza de vida e equilíbrio. Todos os membros comiam num refeitório comum em grupos de dez. A alimentação consistia principalmente de pão, mel e água. Alimentos derivados de animais e vinho eram proibidos. Muita importância era dada à musica e aos exercícios físicos.

Cada dia começava com uma meditação sobre como ele deveria ser melhor gasto, e terminava com um cuidadoso retrospecto. Os membros levantavam-se antes do nascer do sol e após o desjejum estudavam por várias horas, com intervalos de lazer passados em caminhadas solitárias e contemplação silenciosa. A hora anterior ao jantar era devotada aos exercícios físicos. À noite os estudantes visitavam Pitágoras e iam dormir com música.

III. OS ENSINAMENTOS

Pitágoras tinha duas formas de ensinar: uma pública ou exotérica, e a outra privada ou esotérica. Onde seus ensinamentos prevaleciam, a sobriedade e o equilíbrio tomavam o lugar da licenciosidade e da luxúria, pois os pitagóricos eram homens de vida correta, consciência e autocontrole, capazes de amizades duradouras.

(a) ENSINAMENTOS EXOTÉRICOS

Os ensinamentos públicos de Pitágoras consistiam de práticas morais e enfatizavam as virtudes do autocontrole, reverência, patriotismo, sinceridade, verdade, justiça e pureza de coração. Ele insistia sobre os ideais mais elevados do casamento e dos deveres familiares.
Ele costumava dizer: “A embriaguez é sinônimo de ruína. A força mental depende da sobriedade, pois esta mantém a razão não desviada pela paixão. Nunca diga ou faça nada, se estiver irado. A virtude é harmonia; a saúde é o Bem Universal.”

Estimulava seus discípulos a não matar animais, porque declarava que estes tinham o direito de viver, assim como o homem.

Faça o que considerar que é correto, pensem o que pensarem de você. Despreze igualmente a censura e o louvor. Não fale poucas coisas em muitas palavras, mas muitas coisas em poucas palavras. Acostume-se à obediência, pois assim será fácil obedecer à autoridade da razão. Ninguém deve considerar algo como exclusivamente seu. Cada homem deve treinar-se a fim de ser digno de ser acreditado sem necessidade de jurar.”

Um homem nunca deve orar pedindo algo para si mesmo, porque ele ignora o que é realmente bom para si. As melhores dádivas do céu para o homem são falar a verdade e fazer o bem. Aprenda a reverenciar seu Ser interior.”

(b) ENSINAMENTOS ESOTÉRICOS

Os ensinamentos esotéricos de Pitágoras tratavam de (1) Símbolos, (2) Números, isto é, o significado interno da aritmética e geometria, (3) Música, (4) o Homem e (5) a Terra e o Universo.

Os Números: (1) a Mônada é Deus e o bem, é a origem do ser e a Inteligência. A Mônada é o começo de tudo. A Unidade é o princípio de todas as coisas e da Unidade veio a dualidade, que é subordinada à Mônada como sua causa. (2) a Díade é a primeira figura, simboliza o caos ou espírito-matéria. (3) a tríade, que é a Mônada mais a díade, simboliza o Divino, tudo é simbolizado pelo número 3: começo, meio e fim; masculino, feminino e neutro etc. (4) a tétrade contém em germe a soma total do universo, as quatro estações, os quatro elementos, as quatro direções cardeais etc. (5) o pentário simboliza o homem. (6) o senário é composto de dois três e é considerado uma abreviação para o alfa e o ômega do crescimento evolucionário. (7) o setenário é o número perfeito, as sete cores, as sete notas musicais, os sete dias da semana etc. (8) a ogdóade simboliza o movimento eterno dos ciclos. (9) o nonário é o triplo ternário, reproduzindo a si mesmo incessantemente sob todas as formas e figuras. (10) a década traz de volta todos os dígitos à unidade e termina a tábua pitagórica.

Pitágoras também ensinava que a música era importante para controlar as paixões, que a música expressava a Harmonia das Esferas, isto é, dos corpos celestes. Declarava que a harmonia das esferas não é ouvida pelo ouvido humano comum, porque o som é poderoso demais para as capacidades do ouvido físico.

Pitágoras ensinava sobre os continentes anteriores, que foram destruídos alternadamente por fogo e água, e em particular sobre a lenda da Atlântida, incluindo uma história da invasão atlante na Grécia, por volta de 10.000 a.C., antes que os gregos vivessem nas terras gregas – uma invasão que foi repelida pelos habitantes da Atenas pré-histórica.

Em relação a nosso Sistema Solar, Pitágoras sabia não apenas que a Terra era esférica, mas também que o Sol, igualmente esférico, é o centro do Sistema – uma teoria redescoberta mais de 2.000 anos depois por Copérnico e Galileo.

Resultado de imagem para copernico  Copérnico   Resultado de imagem para galileu galilei  Galileu

Pitágoras também explicou a obliquidade da eclíptica, as causas dos eclipses, que a Lua brilha pela luz refletida do Sol, e que a Via Láctea é composta de estrelas. Sustentava que o Universo não tem altura nem profundidade, mas que é infinito em extensão; que o Universo é criado por uma Deidade e que é perecível em relação à sua forma, mas que sua essência não pode ser destruída.


Ele declarou que toda a Natureza é viva, pois a Alma se estende a todas as coisas e as interpenetra. Acreditava que existe uma Alma Universal difundida em todas as coisas – eternal, invisível, imutável, e que desta Alma Universal provém a inteligência do homem e dos seres que lhe estão acima e abaixo.