Certa ocasião alguém me
mostrou a programação anual de uma grande organização espiritual.
Quando a examinei, fiquei impressionado pela rica seleção de
seminários e palestras interessantes.
A pessoa me perguntou se eu
poderia recomendar uma ou duas atividades. “Não sei, não. Todos
elas me parecem muito interessantes. Mas eu conheço esta: tome
consciência da sua respiração sempre que puder, toda vez que se
lembrar. Faça isso durante um ano e
terá uma experiência transformadora bem mais forte do que a
participação em qualquer uma dessas atividades. E é de graça.”
Tomar consciência da
respiração faz com que a atenção se afaste do pensamento e produz
espaço. É uma maneira de gerar consciência. Embora a plenitude da
consciência já esteja presente como o não-manifestado, estamos
aqui para levar a consciência a essa dimensão.

Tome consciência da sua
respiração. Observe a sensação do ato de respirar. Sinta o
movimento de entrada e saída do ar ocorrendo em seu corpo. Veja como
o peito e o abdômen se expandem e se contraem ligeiramente quando
você inspira e expira.
Basta uma respiração
consciente para produzir espaço onde antes havia a sucessão
ininterrupta de pensamentos. Uma respiração consciente (duas ou
três seria ainda melhor) feita muitas vezes ao dia é uma maneira
excelente de criar espaços na sua vida.
Na verdade, respirar não é
algo que façamos, mas algo que testemunhamos. A respiração
acontece por si mesma. Ela é produzida pela inteligência inerente
ao corpo. Portanto, basta observá-la.
Essa atividade não envolve
nem tensão nem esforço. Além disso, note a breve suspensão do
fôlego – sobretudo no ponto de parada no fim da expiração –
antes de começar a inspirar de novo.
Muitas pessoas tem a
respiração curta, o que não é natural. Quanto mais tomamos
consciência da respiração, mais sua profundidade se restabelece
sozinha.
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