31.7.17

O QUE É O NIRVANA – C. W. Leadbeater


Os orientalistas ocidentais traduziram a palavra Nirvana por aniquilamento, mas nada poderia ser uma antítese mais completa da verdade. É apenas a aniquilação de tudo que aqui conhecemos como homem, porque não mais há o homem, mas Deus no homem, um Deus entre outros Deuses, embora menor do que eles.

Imaginemos o Universo inteiro cheio de uma imensa torrente de vívida luz que com determinado propósito fluísse irresistivelmente para adiante, e que fosse compreensível e estivesse enormemente concentrada, mas absolutamente sem esforço nem violência.

No princípio, só notaríamos um sentimento de bem-aventurança e veríamos unicamente a intensidade da luz; mas pouco a pouco perceberíamos que ainda naquela constante refulgência há pontos ou núcleos mais brilhantes, nos quais a luz adquire uma nova qualidade para percebê-la dos planos inferiores, cujos habitantes não poderiam sentir esta refulgência sem tal auxílio.

Depois passaríamos a ver que aqueles núcleos de maior brilho, à maneira de sóis subsidiários, são os Excelsos Seres, os Espíritos Planetários, os potentes Devas, os Senhores do Karma, os Dhyan Chohans, Buddhas, Cristos, Mestres e muitos outros de quem nem sequer sabemos os nomes, por cujo meio fluem a luz e a vida aos planos inferiores.

E percebemos que somos parte do Uno residente em todos estes Seres, ainda que estejamos muito abaixo do pico de seu esplendor. O Iniciado que atinge tal consciência está muito longe da aniquilação e nada perde do sentimento de sua individualidade. Sua memória é perfeitamente contínua e pode realmente dizer: “Eu Sou”, sabendo o que o Eu efetivamente significa.

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