26.7.17

O MISTÉRIO DO EU SUPERIOR OU ATMAN – Helena Blavatsky


Todo ser humano é uma encarnação de seu Deus, ou por outras palavras, é uno com seu “Pai no Céu”, como disse o Iniciado Jesus. Tantos homens na Terra, quantos Deuses no Céu; e contudo esses Deuses em verdade são UM, porque ao terminar cada período de atividade do Universo, eles se reconcentram como os raios do Sol poente, na Luz Paterna, o Logos não-manifestado, que por sua vez se funde no Único Absoluto.

Devemos dizer que estes nossos “Pais” sejam, em qualquer circunstância, nosso Deus pessoal? O Ocultismo responde: Nunca. Tudo o que um homem comum pode saber de seu “Pai” é o que ele conhece de si mesmo, por si mesmo e em si mesmo.



A Alma de seu “Pai Celeste” está encarnada nele. Esta Alma é ele mesmo, desde que possa assimilar-se à Individualidade Divina, enquanto está em seu corpo físico. Quanto a invocar esse Espírito, é como esperar que sejamos ouvidos pelo Absoluto. Nossas orações e súplicas serão vãs, se às palavras não acrescentarmos a eficácia dos atos, e se não nos empenharmos em tornar nossa aura tão pura e divina que nosso Deus interno possa atuar fora de nós, chegando a ser uma Potência externa.

Foi assim que iniciados, santos e homens puros se fizeram capazes de ajudar ao próximo tanto quanto a si mesmos, nos momentos de necessidade, e de realizar o que se chama de “milagre”, contando cada um deles com a assistência de seu Deus interno, posto em condições de atuar no mundo externo.


                                         

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