Compaixão
e gratidão são essencialmente virtudes da alma. Elas aparecem na consciência
apenas quando a alma toma parte na vida ativa. O vital e o físico a
experimentam como fraquezas, pois essas virtudes inibem a livre expressão de
seus impulsos, que são baseados na força.
Como
sempre, a mente, quando insuficientemente educada, é cúmplice do ser vital e
escrava da natureza física, cujas leis ela não entende completamente. Quando a
mente desperta para a consciência dos primeiros movimentos da alma, ela os
distorce em sua ignorância e transforma compaixão em piedade ou no máximo
caridade, e gratidão no desejo de retribuir, seguido aos poucos pela capacidade
de reconhecer e admirar.
Apenas
quando a alma é todo-poderosa no ser é que a compaixão por todos que precisam
de ajuda, em qualquer campo, em qualquer forma, se expressa em sua pureza
luminosa e original, sem misturar a compaixão com qualquer traço de
condescendência ou gratidão com algum sentido de inferioridade.
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