5.7.16

O CÉREBRO – Krishnamurti



O cérebro deixou de ser primitivo, mas ainda que refinado, inteligente ou técnico, permanecerá sempre dentro dos limites do tempo e do espaço.

Ser anônimo é ser humilde; não consiste isso na mudança de nome ou de vestuário, nem na identificação com o que pode ser anônimo, com um ideal, um ato heróico, a pátria etc. – esse anonimato foi criado pelo cérebro, é um anonimato consciente. Existe, porém, o anonimato que surge com a percepção do absoluto. O absoluto nunca se encontra na área do cérebro ou da idéia.



Reformas sociais ou econômicas acarretam mudanças superficiais de maior ou menor alcance, mas sempre dentro do limitado campo do pensamento. Para que ocorra a revolução total, o cérebro tem de renunciar à sua íntima e secreta estrutura de autoridade, de inveja, do medo e assim por diante.

O controle, sob qualquer forma, prejudica a compreensão global. O conformismo é a conseqüência de uma existência disciplinada; e ele jamais nos liberta do medo. O hábito destrói a liberdade; o hábito de pensar, de beber e outros mais, conduzem a uma vida superficial e enfadonha. A religião organizada, com suas crenças, dogmas e rituais, impede o livre ingresso na vastidão da mente. É esta penetração que purifica o cérebro e dele elimina a noção do tempo e do espaço.


 

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