O sucesso é brutal. Tanto no campo político quanto no
religioso, como na arte ou no mundo dos negócios. A conquista do sucesso conduz
à ausência de compaixão.
O poder emana da ação, do status, da virtude, da dominação
etc. São maléficas todas estas formas de poder. Corrompem e pervertem. O uso do
dinheiro, do talento, da habilidade para obter o poder, ou o poder que disso
emana, são sempre danosos.
Existe porém um poder inteiramente diferente dessa força
nociva. Ele não se adquire com sacrifício, virtude, boas ações ou crenças, nem
tampouco mediante a adoração, as preces e meditações que visem ao
auto-esquecimento ou à autodestruição. Todo esforço para ser ou para vir a ser
alguém deve cessar naturalmente. Só assim poderá existir aquela força que não
representa o mal. Não a força desenvolvida pela vontade e pelo desejo, mas a
existente num rio, numa montanha, numa árvore.
O homem adquire essa energia ao
libertar-se de toda forma de desejo e de vontade; isso não tem valor, não traz
lucro ao ser humano, mas sem ela o homem nada significa, nem a árvore. É a
essência da vida.

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