É
estranho como ninguém jamais diz: “não sei”. Para que possamos realmente dizer
e sentir isto é preciso haver humildade; mas ninguém admite o fato de nada
saber. É a vaidade que busca o conhecimento.
Porém,
ao reconhecermos nossa ignorância a respeito de alguma coisa, interrompemos o
processo mecânico do saber.
Toda
crença é mero verbalismo, uma conclusão do pensamento, um conjunto de palavras
que corrompe e avilta a beleza espiritual. Destruir a palavra é o mesmo que
demolir a estrutura interna da busca de segurança, que é sempre vã. Viver na
insegurança é ter a força da humildade e da inocência, inacessível aos
arrogantes.
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