15.1.17

O CORPO ASTRAL E OS VÍCIOS - Ramatis

É conveniente abandonar o vício antes da desencarnação, pois o vício terreno é assunto individual, cuja solução requer a decisão interior do próprio espírito e não depende da mudança de um para outro plano da vida.

Há equívoco por parte de muitos reencarnacionistas, em julgarem que as sensações da matéria, tais como a fome, a sede, o desejo de ingerir bebidas alcoólicas ou de fumar, desaparecem com o corpo físico, na terra.

Doutrinadores há que insistem junto às entidades infelizes e viciadas, que se comunicam em seus trabalhos mediúnicos, para que deixem de pensar no fumo, no álcool, na sede ou na fome, porque tudo isso é apenas ilusão trazida da vida carnal já extinta.

Ignoram essas pessoas que o “desejo” reside no corpo astral e não no corpo carnal, motivo pelo qual os infelizes que partem da Terra ainda escravizados às paixões perniciosas e aos vícios perigosos, embora deixem de pensar nos mesmos, são perseguidos pelo desejo vicioso e violento, porque partiram para o Espaço sobrecarregados de resíduos tóxicos, que lhes acicatam acerbamente o corpo astral. Só depois de os drenarem para fora de sua indumentária perispiritual, é que se poderão livrar dos desejos desregrados.

Na verdade, os vícios terrenos não devem ser encarados como “pecados” ofensivos a Deus, mas apenas como grandes obstáculos e empecilhos terríveis que, em seguida à desencarnação, se transformam em uma barreira indesejável mantendo o espírito desencarnado sob o comando das sensações inferiores.



Quando combatemos o uso do álcool, do fumo, a ingestão da carne e outros costumes que causam embaraços à alma em sua vida perispiritual, não o fazemos na condição de novos missionários ou profetas que excomungam pecados e pecadores. Agimos mais por espírito de solidariedade fraterna, compungidos ante a visão dos quadros dolorosos que todos os dias presenciamos no lado de cá, vividos por aqueles que partem da Terra profundamente viciados ao fumo, ao álcool, à carne e outras práticas prejudiciais.

Na verdade, o viciado que não tenta vencer o seu vício, quando encarnado, arrisca-se a revivê-lo ainda mais intensamente quando desencarnado.

Visto que o objetivo fundamental da evolução do espírito é a libertação de todas as paixões, mazelas e desejos próprios dos mundos físicos, deve a alma exercitar-se para a sua mais breve alforria espiritual e desligação definitiva dos vícios que podem prendê-la cada vez mais aos ciclos tristes das encarnações retificadoras.

Na raiz de quase todos os males, como a tuberculose, o câncer, a imbecilidade, as taras hereditárias, as cirroses, a epilepsia, as neuroses, as lesões orgânicas, a sífilis, os crimes tenebrosos, a miséria humana e os delírios alucinatórios, encontra-se o famigerado dedo do álcool a apontar o trabalho que realizou!

Aos espíritos de alcoólatras incapazes de processarem no Além a sua renovação íntima ou se libertarem dos terríveis efeitos do álcool, só resta a sorte de futura reencarnação expiatória. Por isso eles costumam renascer mais tarde, no vosso orbe, em situação constrangedora e vivendo os quadros tenebrosos da epilepsia, da alienação mental, da imbecilidade ou da esquizofrenia, estados paranóicos e portadores de taras estranhas, submetidos a tremendas confusões mentais e psíquicas.

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