O
Silêncio é a Verdade. O Silêncio é Bem-Aventurança. O Silêncio é Paz. Daí que o
Silêncio é o Atman (a Alma Universal). Viver nesse Silêncio é a meta. É o fim
desse ciclo interminável de nascimentos e mortes. Sri Rámana era a incorporação desse Silêncio.
Ele era o próprio Silêncio. Portanto ele não pregou o Silêncio.
Há
trinta e cinco anos atrás, tive a boa sorte de encontrar o Maharshi em
Tiruvannamalai, quando ele vivia numa caverna com sua mãe e irmão. Num certo
dia, um jovem brahmachári (que fez voto de castidade) naquela época subiu até a
caverna, viu o Maharshi ali, colocou uma penca de bananas a seus pés, curvou-se
e sentou-se perante ele.
No
mesmo momento alguns macacos pularam na cena, disputaram as bananas e fugiram
com elas. O Maharshi olhou amavelmente para mim. Isso foi tudo, nem uma palavra
se passou entre nós. Um Silêncio supremo, dinâmico e divino prevaleceu. Uma
hora se passou, todos em Silêncio. Ele se levantou para comer algo. Eu também
me levantei, prostrei-me novamente e desci a colina.
O
divino Silêncio se aprofundou mais e mais dentro de mim a cada passo! Alguém
veio correndo atrás de mim e me instou a pegar um pouco de prasad (alimento
consagrado). Agradecendo, recusei. Eu
estava “pleno” de Silêncio. O Maharshi chamou-o de volta e o aconselhou a não
insistir. Então deixei a caverna e fui embora.
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