Durante
os anos em que vivíamos em Madras, eu sempre levava minha família e
colegas de trabalho ao ashram de Sri Ramana Maharshi nos finais de semana. Das pessoas que
iam comigo, o Maharshi parecia ter uma afeição especial por minha
filha de 7 anos.
Ela
tinha aprendido tâmil muito bem, durante esse tempo em que morávamos
em Madras, de modo que podia conversar com o Maharshi em sua língua
nativa. Eles costumavam rir e brincar juntos, sempre que visitávamos
o ashram.
Em uma
de minhas visitas, ela se sentou em frente ao Maharshi e entrou numa
espécie de êxtase meditativo profundo. Quando o sino para o almoço
tocou, fui incapaz de levantá-la. O Maharshi aconselhou-me a
deixá-la em paz, e então saímos para comer sem ela.
Quando
voltamos ao salão, ela estava no mesmo lugar e no mesmo estado. Ali
passou várias horas mais naquela condição, antes de voltar ao
estado desperto normal.
O
Major Chadwick observava tudo aquilo com grande interesse. Após
a experiência dela terminar, ele aproximou-se do Maharshi e disse,
“Há dez anos que estou aqui, mas nunca tive uma experiência como
essa. Parece que esta garota de sete anos teve um êxtase sem fazer
qualquer esforço. Como isso pôde acontecer?”
O
Maharshi simplesmente sorriu e disse, “Como você sabe que ela não
é mais velha que você?”
Após
aquela intensa experiência, minha filha passou a amar o Maharshi e
se tornou muito apegada a ele. Antes de partir, ela lhe disse, “Você
é meu pai. Não
vou voltar para Madras. Ficarei aqui com você”.
O
Maharshi sorriu e disse, “Não, você não pode ficar aqui. Deve
voltar com seu verdadeiro pai. Vá para a escola, termine sua
educação, e então poderá voltar, se quiser.”
Aquela
experiência teve um grande impacto sobre ela, e depois daquilo ela
só queria estar com Bhagavan. Nenhum dia se passava sem que ela se
lembrasse daquelas horas absorvida no êxtase perante Bhagavan.
Quando as pessoas lhe perguntavam o que aconteceu naquele dia, ela
ficava muda, incapaz de responder, e começava a chorar dizendo, “Oh
Bhagavan!”.

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