22.8.16

O SERVIÇO À HUMANIDADE – Paul Brunton

Na busca da Verdade, devemos atingir uma dedicação interna, um desejo de ser construtivos na vida e de fazer algo útil para o gênero humano, sem importar-nos quão pequeno seja o serviço, quão limitado seja o objetivo. Cabe a cada indivíduo, segundo as circunstâncias em que o destino o tenha colocado, descobrir como ou quando prestará esse serviço à humanidade. Mas a atitude interna será a mesma para todos, e consiste em dedicar-se aos Poderes Superiores para servir a humanidade.

Não importa que forma tome o serviço exterior. Talvez sejais um operário e muito limitado o vosso campo de utilidade. Se tiverdes o reto espírito, notareis que não importa o que façais, mas como o fazeis, porque é a atitude que mantendes para com vosso trabalho e a eficiência com que procurais fazê-lo que serão a expressão de vosso espírito. Quer sejais uma doméstica ou um presidente da república, vossa atitude interna seria a mesma.

Por ser este um período crítico, uma transição de uma idade para outra, as forças psíquicas para o bem e para o mal estão mais ativas e mais expostas que nunca. Por isso podeis ver muitas coisas que desaprovais, e os indivíduos podem dizer ou fazer coisas que intensamente detestais.

A pressão sobre a mente da humanidade de hoje faz vir à tona ativas simpatias e ativas antipatias, o amor ou o ódio, e quase divide a humanidade em dois campos antagônicos. Algo dentro de nós está insatisfeito e reclama uma existência superior. Devemos orar, não por mais verdade, mas por mais vontade para viver a verdade que já possuímos; não para Deus nos ame, mas para que amemos mais a Deus e O ajudemos, permitindo-Lhe atuar através de nós, de nossos corpos.

Dentro do coração reside a divindade suprema; frequentemente nos dizem que ela reina suprema, mas a não ser que manifestemos a vontade dessa divindade em nossas vidas diárias, não somos seus verdadeiros discípulos.


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