12.8.16

OS CULPADOS PELAS GUERRAS - Ramatis

Evidentemente, a guerra não é culpa exclusiva dos militares, mas resulta de questões racistas, domínios ideológicos, interesses comerciais e econômicos, competições políticas, ambições de conquistas e espírito de pilhagem animal, os quais ultrapassam os próprios campos de batalha.

Sob a perspectiva de guerra, todas as criaturas alimentam algo de ganho fácil e interesse pessoal em tal acontecimento trágico. Enquanto o soldado sonha com as divisas de sargento, este aspira ao posto de oficial; e o oficial, por sua vez, antevê os seus galões de general!

Os industriais alteram o preço dos produtos alegando o clima belicoso, os negociantes ocultam os gêneros alimentícios, aguardando o ensejo favorável para vendê-los a preços escorchantes! Os jornais alcançam edições vultosas, prenhes de mentiras, boatos, exaltações racistas, incentivos e difamações contra os pacifistas.

Os sacerdotes benzem armas, submarinos e tanques de guerra, em nome do "seu Deus" e contra o Deus do inimigo; mulheres, crianças e velhos, entre vivas e entusiasmos, rejubilam-se com as primeiras vitórias sobre o adversário justo ou injusto, massacrado impiedosamente!

Enquanto isso, os oportunistas lançam a confusão entre ódios e desforras, organizando a pilhagem dos bens do estrangeiro radicado em sua pátria, praticando as mais ignóbeis e inescrupulosas ações de pilhagem criminosa!

O espírito de guerra alimenta a própria vida civil, incentivando as mais indignas ações dos próprios cidadãos pacíficos e inofensivos! Mas os povos inimigos, que estão do outro lado da luta, também pensam assim e hão de agir da mesma forma, porque a guerra é um produto da animalidade e ignorância de toda a humanidade, cuja herança de rancor, ódio, cobiça, inveja, orgulho, egoísmo e rapinagem, é conseqüência funesta desde os tempos dos homens das cavernas!

A guerra monstruosa só deixará de existir, na Terra, quando os homens dominarem os seus sentimentos perversos, buscando a vivência da paz e do amor nos códigos morais deixados por Buda, Krishna, Jesus, Gandhi e outros luminares da vida espiritual.



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