12.8.16

O KARMA DO CARNIVORISMO - Ramatis

O sacrifício habitual de touros, cabritos, carneiros e aves, entre judeus, mascarava a sede de sangue dos espíritos monstruosos do Além, os quais incentivavam tais práticas tenebrosas a fim de compensarem a redução dos massacres humanos dos antigos ritos pagãos.

Eles vampirizavam as carnes tenras das crianças sacrificadas aos ídolos bárbaros, assim como os civilizados de hoje exigem, epicuristicamente, a carne da vitela para satisfazer o seu carnivorismo insaciável.

Embora os próprios sacerdotes, às vezes, percebessem em sua "visão astralina" a presença dos detestáveis vampiros banqueteando-se no sangue dos sacrifícios, eles também fingiam ignorar o acontecimento, porque viviam nababescamente da "indústria da morte", tal qual hoje ainda se vive do massacre, nos matadouros e frigoríficos!

Os templos pagãos com a degola e a queima de crianças e jovens, os templos judeus com o morticínio de animais e aves, eram verdadeiras filiais de fornecimento de tônus vital cobiçado pelos espíritos subvertidos do Além-túmulo, tal qual ainda se faz hoje nos candomblés africanos e outros ritos primitivos.

Mas o sangue vertido inutilmente volta-se por Lei Cármica contra os seus próprios responsáveis, marcando-os como futuras vítimas do vampirismo, feitiçarias ou obsessões.

Aliás, o homem resgata, quase de imediato, a sua defecção para com os animais, porque herda as doenças que eles não podem denunciar antes do corte, em face de sua impotência verbal. Então proliferam hepatites, tumorações, anemias perniciosas, decomposições sangüíneas, nefrites, hipertrofias, artritismos, úlceras, chagas e principalmente o parasitismo incontrolável de amebas, giárdias, estrongilóides, triconocéfalos, helmintos, oxiúros, tênias, ascárides ou diversos protozoários patogênicos.



Os homens ainda poderiam gozar de alguns conceitos favoráveis junto à Administração Sideral, mesmo alimentando-se de carne, caso o fizessem exclusivamente da caça de aves e animais selvagens, cujo psiquismo primário ainda não os perturba na morte súbita, porque estão vinculados a um Espírito-Grupo.

Mas eles agravam suas culpas, porque além de mistificarem os infelizes irmãos menores através de uma assistência aparentemente fraterna, à base de antibióticos, vacinas, rações especializadas e cuidados quase maternais, depois os devoram impiedosamente sob as mais requintadas formas de cozidos e assados!

Algumas espécies animais, como o cão, camelo, elefante, carneiro, macaco, gato e principalmente o cavalo, já possuem bem desenvolvido o corpo astral, que lhes permite dar vazão a emoções e sentimentos a caminho de humanização. O cavalo, no entanto, já demonstra rudimentos de raciocínio, e começa a revelar essa qualidade no campo da aritmética e no discernimento familiar dos locais que percorre freqüentemente, como no caso dos cavalos de padeiros, que após determinados ensinos podem visitar a freguesia sem qualquer comando humano.

É evidente que, se o cavalo já apresenta comprovações da "razão humana", os comedores de carne de cavalo começam a praticar novamente a "antropofagia", isto é, devoram carne humana!

Enquanto existir sangue à disposição dos vampiros do Além, a obsessão, o feitiço, a tragédia, a desventura e a doença ainda serão patrimônios cármicos da humanidade terrícola! 


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