Você
carrega consigo, ao redor de si, em si, a atmosfera criada por suas
ações, e se o que você faz é belo, bom e harmônico, sua
atmosfera é bela, boa e harmônica; por outro lado, se vive num
egoísmo sórdido, num interesse inescrupuloso e má vontade, é isso
que você respira a cada momento de sua vida e isso significa
sofrimento, constante desconforto.
E não
acredite que deixando o corpo você se livra dessa atmosfera; pelo
contrário, o corpo é um tipo de véu de inconsciência que diminui
a intensidade do sofrimento. Se você está sem a proteção do corpo
no mundo vital (pós-morte), o sofrimento se torna mais agudo e você
não tem mais a oportunidade para mudar o que deve ser mudado, para
corrigir o que deve ser corrigido, e de se abrir a uma vida e
consciência mais luminosas e felizes.
Apresse-se em fazer seu trabalho aqui, pois é aqui que pode realmente fazê-lo. Nada espere da morte. A vida é a sua salvação. É na vida que você deve se transformar. É sobre a terra que você progride e é sobre a terra que você realiza.
Mas
quando você é bom, quando é generoso, nobre, desinteressado,
gentil, você cria em si, ao redor de si, uma atmosfera particular e
essa atmosfera é um tipo de libertação luminosa. Você respira e
se abre como uma flor ao sol; não há reações negativas no
interior, nenhuma amargura, nenhuma revolta, nenhum sofrimento.
Espontaneamente,
naturalmente a atmosfera se torna luminosa e o ar que você respira
está cheio de felicidade. E
esse é o ar que você respira, no corpo ou fora do corpo, desperto
ou dormindo, na vida e após a morte.
Cada
ação errada produz na consciência o efeito de um vento que seca,
de um frio que congela ou de chamas que consomem. Cada ação boa e
gentil traz luz, descanso, alegria – a luz solar na qual as flores
desabrocham.

Maravilhoso texto, iluminador...
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