Ramatís: -
Assegura a vossa ciência que o Universo se encontra em fase de contínua
expansão; assemelha-se a gigantesca explosão que se dilata em todos os
sentidos. Efetivamente, a imagem está próxima da realidade; entretanto, como o
tempo no vosso mundo é relativo ao calendário humano, não podeis avaliar essa
explosão na eternidade da Mente Divina! Para Deus, esse acontecimento é tão
instantâneo como o explosivo que rebenta no espaço de um segundo terrestre! Mas
essa expansão não se verifica apenas na estrutura da matéria cósmica que
anotais através de vossos instrumentos científicos, pois o envoltório físico é
o vestuário exterior e provisório dos Augustos Espíritos do Senhor, cujas auras
conscienciais também se expandem em todos os sentidos, no indescritível
processo de criar e evoluir.
Cada um dos Grandes Planos ou Manvantaras, correspondente
ao total de 4.320.000.000 de anos do vosso calendário, no tempo que gasta para
se concretizar completamente, significa para Deus a sensação de uma explosão
comum que efetuais com fogos de artifício! O Cosmo, eliminada a idéia de tempo
e espaço, é apenas uma eterna "Noite Feérica" e infinita festa de
Beleza Policrômica, decorrendo sob a visão dos Espíritos Reveladores da Vontade
e da Mente Criadora dos Mundos.
A consciência espiritual do homem, à medida que cresce
esfericamente, funde os limites do tempo e do espaço, para atuar noutras
dimensões indescritíveis; abrange, então, cada vez mais, a magnificência real
do Universo em si mesma, e se transforma em Mago que cria outras consciências
menores em sua própria Consciência Sideral.
Pergunta: - Quais as características
principais de um Grande Plano, ou Manvantara?
Ramatís: -
Visto que a Criação, que é o produto do Pensamento de Deus, nunca teve começo,
assim como não terá fim, nem se subordinará nunca ao tempo e ao espaço, os
Mentores Siderais procuram expressar o seu processo criador tanto quanto seja
possível ao entendimento humano, por cujo motivo a situam, idiomaticamente, em
duas fases distintas e compatíveis com a compreensão humana. É óbvio que Deus
não traçou divisões em si mesmo, porquanto a sua manifestação é eterna,
contínua e ilimitada. Mas a filosofia oriental procurou distinguir, no
Onipotente, a fase da sua "descida" à forma exterior-matéria e,
depois, o "retorno" ou a dissolução da substância, como a libertação
do Espírito Cósmico da forma. Em conseqüência, a "expiração" é a
descida angélica para fora, ou exterior, e que no Oriente se denomina o
"Dia de Brama", isto é, quando Deus cria. A segunda fase é a
"aspiração", ou seja, a "Noite de Brama", quando então Deus
dissolve o Cosmo exterior.
O "Grande Plano" - denominação mais apropriada
para a mente dos ocidentais - ou o "Manvantara", da escolástica
oriental, abrange, então, essas duas fases de expirar e aspirar, ou sejam a
Noite de Brama e o Dia de Brama. Perfaz cada fase o tempo de 2.160.000.000 de
anos terrestres, somando ambas o total de 4.320.000.000 de anos, em cujo tempo
Brama, ou Deus, completa uma "Respiração", ou seja, um Grande Plano
ou Manvantara.
Cada signo zodiacal dura exatamente 2.160 anos, e um
Grande Ano Astrológico compreende a passagem completa do Sol pelos 12 signos,
perfazendo, então, 25.920 anos. Os antigos atlantes não se referiam ao Grande
Plano nem ao Manvantara, mas ao "Supremo Giro de Ra", ou seja, o
"Supremo Giro do Sol", que devia compor-se exatamente de 2 milhões de
signos zodiacais. Sendo cada signo de 2.160 anos, conforme a tradição
astrológica, dois milhões de signos somam 4.320.000 .000 de anos terrestres, ou
seja um Grande Plano ou Manvantara.
Os velhos iniciados dos Vedas e os instrutores da
dinastia de Rama costumavam afirmar que a respiração macrocósmica de Brama
corresponde à respiração microcósmica do homem.

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