15.2.17

AMOR E APEGO – Robert Adams


Você é apegado às coisas, porque acredita que se não tiver aquilo terá problemas. Acredita que não pode viver sem certa pessoa, sem certa coisa. Por isso é totalmente apegado à pessoa, lugar ou coisa, e em sua mente doente chama isso de amor. Pensa que isso é amor.

O amor é liberdade absoluta, sem nenhum apego. O amor dá, nunca toma. Amar é deixar tudo em paz, sem julgar ninguém nem nada. A pessoa apegada cria todo tipo de regras em sua vida com as pessoas, como elas devem se comportar, como elas devem ser possuídas por você, e você chama isso de amor.

Em outras palavras, você ama alguém ou algo, porque esse alguém ou algo faz o que você quer que seja feito, agrada você do jeito que quer ser agradado. Então você ama essa pessoa, ou lugar, ou coisa. Ela lhe dá felicidade.

Por exemplo, quando compra um carro novo. Você ama aquele carro de todo coração. Mostra-o a todos. Mas assim que o carro quebra, muda seu modo de pensar. O carro está em pedaços, então não ama mais o carro como antes. Começa a pensar em trocar o carro por um novo, pois ele está velho. Não é mais belo como era.

E faz o mesmo com as pessoas. No começo do relacionamento, dizemos que amamos terrivelmente certa pessoa. Então o tempo passa, ficamos mais velhos e queremos trocá-la por alguém mais jovem. Isso nunca foi amor, foi apego.

Amar é dar liberdade e amar sem motivos. O apego prende porque aquilo o satisfaz, lhe dá algo. Se esse algo não existir, o ‘amor’ deixa de existir. Essa é a diferença.

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