Cada
ego faz uma evolução que toma a forma de tríplice corrente:
física, intelectual e espiritual. Na primeira, dirige-se para o
exterior e alcança os abismos da ignorância e do mal, perdendo-se
durante certo tempo na ilusão da matéria. Os desejos se multiplicam
poderosamente na primeira corrente, mas perdem intensidade na
terceira.
A
evolução intelectual é a mais longa e carregada de lutas. No curso
da primeira caminhada, o ego só procura adquirir, mas na segunda ele
se faz curioso e interrogador. Não é mais desejoso de conseguir a
vida, mas de compreendê-la. Resulta daí um mal maior – o que
nasce da entrada em jogo da velhacaria humana.
Mas
sai também da segunda depois de muitos sofrimentos e penas. O ego
atinge então o ponto de sua longa evolução em que, recorrendo à
inteligência, começa a olhar para trás, empreendendo a viagem que
o levará ao porto.
Na
evolução espiritual, o ego se dirige para o interior e atinge
finalmente a unidade procurada e volta em plena consciência ao Eu
Superior.

O
mal é presente na evolução, mas não eternamente; ele acaba por
transformar-se. Se a dor e o mal desempenham um papel considerável
em nosso planeta, outros planetas há em que são desconhecidos.
Seres
pertencentes a todos os graus de evolução, do mais baixo ao mais
elevado, aparecem simultaneamente sobre a Terra; e os que se entregam
ao mal, mas dele se libertam posteriormente, não desaparecem
completamente como tipo. São substituídos por outros que se
manifestarão mais tarde.
Entretanto,
isso é verdadeiro apenas para um período limitado, porque soará a
hora em que os tipos inferiores cessarão de aparecer nesta planeta
para que os demais possam evoluir mais rapidamente. A partir desse
momento, o mal começará por atenuar-se, e por fim desaparecerá
completamente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário