9.2.17

AS DIFERENTES LINHAGENS DE KRIYA YOGA – Sailendra B. Dasgupta


Mais que nunca os dias atuais veem o fenômeno emergente de um mercado de “gurus da Kriya yoga original.” Dói no coração dos devotos ver a sagrada e sublime tradição deturpada, às vezes por vigaristas, às vezes por autoproclamados “especialistas” promovendo suas próprias teorias inventadas sob o disfarce de “ensinamentos de seu guru” ou como ensinamentos de alguma linhagem particular.

A estrita tradição da Kriya yoga estabelecida pelo Santo dos Santos, o Mahamúni Babaji, através de Lahiri Mahasaya e seus canais autorizados, é que a pessoa só pode agir como guru de Kriya Yoga quando seu próprio guru lhe permitiu.

Com respeito à atual onda de autoproclamados “adeptos”, pode-se observar que estas pessoas sentem falta de algo em suas vidas. Sentem-se solitários ou sem importância em suas modestas vidas. Após terem contato casual com a prática do yoga ou com yogues durante algum momento de suas vidas, e agora percebendo que desperdiçaram a oportunidade em carreiras vazias e deveres familiares, na fase final de sua vida sentem o “divino chamado” para “ensinar” outros a fim de preencher esse vazio que sentem.

Sem perceber que esse vazio é uma falta de realização divina, decidem preenchê-lo “servindo” outros com um superficial “conhecimento” equivocado, adquirido durante suas casuais vidas espirituais, usando fantásticas teorias que eles mesmos inventaram para explicar coisas nas quais nunca foram iniciados e que não compreendem.

Tendo vivido vidas superficiais como homens de negócios, banqueiros, professores etc. e tendo considerado as práticas espirituais apenas casualmente em suas vidas, sem nunca ter passado dos estágios iniciais do yoga, começam a falar sobre Kriya.

Todos esses “instrutores” afirmam conhecer tudo de Kriya yoga, embora Lahiri Mahasaya tenha dificilmente ensinado tudo de Kriya a uma pessoa, a qual talvez tenha ensinado a mais uma ou duas. Agora, de repente, todos esses “instrutores” afirmam conhecer tudo.

E o que ensinam são coisas sem sentido e ridículas, que as pessoas engolem com linha e anzol. Alguns anunciam falsamente que Lahiri Mahasaya ensinou coisas completamente diferentes a pessoas diferentes. Que todas as práticas de Kriya de todas as linhagens são diferentes entre si. É assim que promovem suas idéias estranhas.

O mundo está cheio de “gurus.” Hoje em dia eles até “se sacrificam” e saem numa turnê mundial para “ensinar” os outros. Na verdade, tiram férias com todas as despesas pagas! E chamam isso de “sacrifício” e “serviço.” Serviço a seu próprio ego!

Ao mesmo tempo, os buscadores acessam o “mercado” em seu computador e vão de um “guru” a outro. Em alguns casos, esses “instrutores” são enganadores tentando ganhar a vida, mas em outros casos são apenas pessoas mais velhas e solitárias que nada sabem e que nunca foram autorizadas a ensinar.

Hoje em dia, a maior parte das chamadas “linhagens” de Kriya Yoga são linhagens não autorizadas. Quase todas elas. Elas colocam na web páginas de “conhecimento” absurdo, sem sentido.

O que iniciou toda essa mania de “Kriya yoga original” é porque se veio a saber que Paramahansa Yogananda deixou de fora Khechari Mudra e fez algumas poucas simplificações para benefício de seus estudantes. Mas o que está sendo ensinado como “Kriya yoga original” é algo muito mais simplificado que o sistema de Yogananda.

O que é necessário para a união com Deus é um verdadeiro guru. As escrituras dizem que apenas ele conhece o caminho. Este é o ensinamento do Yogiraj Lahiri Mahasaya. E as pessoas iam até ele para render-se a seus pés buscando sua graça. Pela mesma razão iam aos pés de seus sucessores pessoalmente autorizados: Swami Sri Yukteshvar, Swami Pranabananda, Panchanan Bhattacharya, Sanyal Mahasaya e todos os outros que foram autorizados, após alcançarem o mais estágio do sucesso em Kriya yoga.

Nota-se também atualmente o curioso fenômeno da emergência de toda uma corrente de “gurus” afirmando ser discípulos do Santo dos Santos, o supremo guru Mahamúni Babaji Maharaj. A isto podemos apenas comentar: “A credulidade humana não tem limites!”

Grandes seres iluminados tais como Sri Yukteshvar, Swami Pranabananda Paramhansa, Sri Panchanon Bhattacharya, Keshavananda Paramhansa e outros afirmaram ter tido a boa sorte de encontrar Babaji poucas vezes em segredo. Para Lahiri Mahasaya e seus avançados discípulos, Babaji era muito mais que um Deus.

Dói no coração dos devotos perceber que até mesmo indivíduos bem mais modestos afirmam ter recebido as bênçãos deste super-homem. A credulidade dos homens não conhece limite.
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