Se você
esteve com um sábio por um tempo, não apenas uma semana ou um mês,
mas se esteve com um sábio por aproximadamente um ano ou mais, o
sábio se torna uma parte de sua essência e não pode mais deixá-lo.
O corpo
do sábio talvez morra, mas não faz diferença para o sábio se ele
está vivo ou não. O que você chama vida e morte são coisas
totalmente sem sentido para o sábio, porque para ele não há vida,
não há morte, não há nascimento.
Se você
continuar a pensar no sábio, então o sábio sempre será real para
você. Você será até mesmo capaz de conversar com o sábio, ele
sempre estará com você, sendo você.
No caso
do devoto morrer, ele se tornará a essência do sábio, estará no
sábio, com o sábio, ainda que o sábio não tenha morrido. O
sábio nunca o abandonará.
Quando
você vai a um sábio, deve entregar-se totalmente ao sábio, do
contrário é melhor que não vá. Não deve ir lá e dizer, "O
que posso conseguir do sábio, o que posso tirar do sábio, qual
informação? Quero que o sábio me toque, me ilumine, me olhe de
certa maneira para me iluminar." Isso é tudo egoísmo.
A
atitude deve ser, "O que posso fazer pelo sábio? Como posso
servi-lo com amor e devoção?" Pois você entenderá que um
sábio não é deste mundo. O sábio não se importa com o que
acontece a ele materialmente. Ele se acomoda ao que acontece.
O sábio
nunca dirá ao devoto, "Não tenho comida, preciso de abrigo."
O sábio na verdade não se importa, ele está sempre feliz onde quer
que esteja, seja o que for que esteja passando. Mas é dever do
devoto manter o sábio em seu corpo, sustentando-o. E então o poder
do sábio é transferido ao devoto. Este
é o verdadeiro relacionamento guru-discípulo.
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