9.2.17

MESTRE E DISCÍPULO – Robert Adams


Se você esteve com um sábio por um tempo, não apenas uma semana ou um mês, mas se esteve com um sábio por aproximadamente um ano ou mais, o sábio se torna uma parte de sua essência e não pode mais deixá-lo.

O corpo do sábio talvez morra, mas não faz diferença para o sábio se ele está vivo ou não. O que você chama vida e morte são coisas totalmente sem sentido para o sábio, porque para ele não há vida, não há morte, não há nascimento.

Se você continuar a pensar no sábio, então o sábio sempre será real para você. Você será até mesmo capaz de conversar com o sábio, ele sempre estará com você, sendo você.

No caso do devoto morrer, ele se tornará a essência do sábio, estará no sábio, com o sábio, ainda que o sábio não tenha morrido. O sábio nunca o abandonará.

Quando você vai a um sábio, deve entregar-se totalmente ao sábio, do contrário é melhor que não vá. Não deve ir lá e dizer, "O que posso conseguir do sábio, o que posso tirar do sábio, qual informação? Quero que o sábio me toque, me ilumine, me olhe de certa maneira para me iluminar." Isso é tudo egoísmo.

A atitude deve ser, "O que posso fazer pelo sábio? Como posso servi-lo com amor e devoção?" Pois você entenderá que um sábio não é deste mundo. O sábio não se importa com o que acontece a ele materialmente. Ele se acomoda ao que acontece.

O sábio nunca dirá ao devoto, "Não tenho comida, preciso de abrigo." O sábio na verdade não se importa, ele está sempre feliz onde quer que esteja, seja o que for que esteja passando. Mas é dever do devoto manter o sábio em seu corpo, sustentando-o. E então o poder do sábio é transferido ao devoto. Este é o verdadeiro relacionamento guru-discípulo.
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