19.3.19

ALINHANDO-SE COM A TERRA – Sadhguru



O planeta tem grande influência sobre o corpo humano. Por exemplo, os parâmetros fisiológicos de seu corpo funcionam de modos diferentes, dependendo da posição em pé ou deitado sobre a terra.

Existem maneiras de estar mais envolvido com o grande magneto sobre o qual vivemos (a Terra) e do qual somos feitos. Se você tem um jardim e alguma privacidade, de manhã, após terminar suas práticas espirituais, cave ali um buraco de uns 50 cm de profundidade. Coloque seus pés dentro e cubra de terra até um pouco acima dos tornozelos. Sente-se ali durante 30 ou 40 minutos, em quietude.

Há muitos benefícios nesta prática. Em relação a sua saúde, você verá que, ao se alinhar ao magnetismo do planeta, as alergias desaparecerão. Fundamentalmente, as alergias indicam que algo dentro de você não está em harmonia com o material que cria a vida neste planeta – você está se tornando um corpo estranho ao planeta.Uma outra prática benéfica é tomar banho de lama.

Talvez você tenha ouvido falar de yogues que se enterram até o pescoço como parte de suas práticas de yoga. Você não precisa ir tão longe, mas estar em contato com a terra é muito benéfico em termos de saúde, bem-estar e para certos tipos de práticas espirituais.
Quando alguns yogues adquirem certas capacidades, como ter um corpo leve como o ar, caminhar sobre a água ou outras coisas consideradas sobrenaturais, é devido a sua habilidade de alinhar sua vida física com os corpos celestes.

Existem nove corpos celestes que têm um papel significativo no que acontece aos seres humanos. Desses nove, a Terra, a Lua e o Sol são os mais importantes. Se seu sistema estiver alinhado ao menos a esses três, e você estiver conscientemente sensível ao relacionamento mutável da Terra com a Lua e o Sol em determinado dia, e souber como ajustar seu sistema, então será competente em Tantra Yoga.

No palco os astros: sol, terra e lua!



18.3.19

MACONHA E ILUMINAÇÃO – Sadhguru


Pergunta: A maconha é um caminho para a iluminação? Afinal, supõe-se que Shiva tenha fumado.

Sadhguru: Se você olhar em meus olhos de perto, verá que estou sempre inebriado. Muitas vezes aconteceu que pessoas que estavam fumando maconha nos Himalayas e em outros lugares me convidaram para juntar-me a eles porque pensaram que eu era um fumante. Nunca toquei nessa substância.

Para mim, a coisa mais importante é viver uma vida clara como o cristal. Ficar com a mente nebulosa com maconha não é viver. Quando você está doente e morrendo, a vida se torna nebulosa e obscura. Quando você está ativo, a claridade é a coisa mais importante. E a claridade pode ser inebriante.

Se você se senta sentindo-se plenamente vivo, alerta e inebriado sem qualquer estímulo externo, então um elemento de Shiva veio a você. Se você puder sentar-se sentindo-se plenamente alerta, é assim que a vida se torna inebriante, não fumando ervas. Deixe as ervas para as vacas. Seres humanos podem fazer coisas melhores.

Usando qualquer tipo de tóxico – álcool, drogas ou seja o que for – de certa maneira você está diminuindo sua capacidade humana. Essas coisas diminuem você como ser humano.

Observe aqueles que geralmente fumam maconha. Quando estão intoxicados, parecem estar em paz. Mas se você não lhes dá a substância por dois dias, verá como ficam irritadiços. Você pode estar em paz quando sua mente fica nebulosa com a maconha, mas essa paz não tem nenhum valor.

Se você usa qualquer tipo de substância externa, algo dentro de você encolhe. Mas se você fica inebriado interiormente com a meditação, algo dentro de você melhora e se expande. Essa é a grande diferença.

Milhões de anos de evolução trouxeram o ser humano ao nível atual de funcionamento cerebral. Mas você não sabe lidar com essa capacidade e quer fumar maconha para ficar com a mente obscura. Com certeza, é um passo para trás. Não há nada espiritual nisso.



Sadhu Smoking Weed

12.3.19

A TÉCNICA DE MEDITAÇÃO DO TERCEIRO OLHO - Eklavya



O sexto Chakra é conhecido como Ajña Chakra, localizado entre as sobrancelhas. É o assento do místico “terceiro olho”. Quando nos concentramos no terceiro olho, automaticamente e instantaneamente obtemos um estado meditativo.

Sente-se de pernas cruzadas. Se isso não for possível, então sente-se confortavelmente numa cadeira ou numa cama firme. Mantenha sua espinha ereta. Feche os olhos. Inale e exale profundamente 3 vezes. Agora concentre-se no meio de sua testa, na área alguns centímetros acima do meio dos olhos.
Ainda com os olhos fechados, dirija o olhar gentilmente para o terceiro olho, entre as sobrancelhas, num ângulo de 20 ou 25 graus para cima. Sabe o que sentirá? Sentirá uma agradável tensão acima dos olhos. Haverá tensão, mas você sentirá prazer nela. Sentirá uma estranha sensação no terceiro olho, difícil de descrever em palavras. Além disso, os pensamentos vão desaparecer e você se sentirá mais perto do centro de seu ser.
Resultado de imagem para olhos meditativos
Fique nesse estado, com os olhos dirigidos para cima, por 10 a 15 minutos. Pode repetir um mantra de sua preferência ou orar a Deus durante a meditação.Em seguida volte vagarosamente, abra os olhos e retorne-os ao estado normal, liberando a tensão.
Esse tipo de meditação é um método muito poderoso para desenvolver a concentração. É também um exercício muito útil para a saúde dos olhos. Meditar em Ajña Chakra também é útil para desenvolver a intuição.
Aprenda a meditar pela simples alegria da meditação, pela bênção que ela traz.Não espere desenvolver nenhum poder sobrenatural com ela, do contrário se desviará do caminho.
ALGUMAS PALAVRAS DE AVISO:

Se quando meditar no terceiro olho, sentir que o centro de sua testa está esquentando, isso indica que está atraindo a energia de Kundalini. Nesse caso, seja cuidadoso e pare imediatamente o exercício. Para quem não conhece as complicações do despertar de Kundalini e seus vários caminhos, é melhor limitar-se apenas ao processo de meditação.
Tente a meditação do terceiro olho sem pensar no despertar de Kundalini. Esse despertar é para yogues que dedicam o tempo integral de suas vidas a esse assunto. Não é para homens e mulheres comuns como nós.
Se tiver dores de cabeça, interrompa a meditação durante alguns dias, e continue depois que sentir que seus nervos se restabeleceram novamente. Dirija os olhos para cima gentilmente, sem demasiada tensão. Com o tempo e a prática, os nervos oculares ficarão mais fortes e o período da prática poderá ser estendido gradativamente.


GURU YOGA – Paul Brunton



Existe esperança e ajuda para aquelas pessoas que estão cansadas da religião ortodoxa e que ao mesmo tempo não são capazes de beneficiar-se do misticismo. Elas devem repetir em seu coração, continuamente, dia após dia, o nome de um Guia Espiritual em cujas obras elas sinceramente acreditam, um guia que se dedicou ao serviço aos seres humanos e em cujo poder salvador elas confiam. Esse guia pode estar vivo ou morto. Se ele for um guia que realmente permaneceu imerso no Eu Superior, elas conseguirão resultados genuínos. Se, entretanto, sua fé é posta em alguém que não é divino, nenhum resultado será obtido, a não ser alucinações. Mas quando a devoção é dada a uma grande alma, ela seguramente será recompensada. Pois a repetição silenciosa de seu nome, onde quer que a pessoa esteja e o que quer que faça, em si mesma se tornará um fácil exercício místico de concentração. Não importa quão ignorante o devoto possa ser, a Graça do Eu Superior o alcança.

O yoga de auto-identificação com um adepto é o método mais efetivo e traz os resultados mais rápidos, porque atrai sua graça. O fato é que a inspiração vem com o mero pensamento nele. Esse caminho de yoga envolve duas técnicas: primeiro, meditação formal em períodos fixos, concentrando-se numa imagem mental do mestre, e segundo, lembrança do mestre tão frequentemente quanto possível, em todos os momentos do dia. Nesse caminho, você oferece seu corpo ao mestre, assim como um médium oferece o seu a um espírito desencarnado. Você o convida e o deixa tomar posse de seu corpo e mente. Primeiro, você sente sua presença. Depois você sente que ele toma posse de seu corpo e mente. Em seguida, você sente que é ele (não dualidade). Finalmente, ele desaparece de sua consciência e outro ser se anuncia como sua alma divina. Esta é a meta. Você encontrou seu eu superior.


A fotografia do mestre deve ser colocada em frente ao discípulo na meditação. Este fixa seu olhar na foto e dedica toda a energia de sua mente a essa contemplação. Assim a foto fica impressa na tela mental. A prática continua até que o mestre possa ser visto com os olhos fechados, assim como com os olhos abertos.

Concentrando a mente e a memória no guia espiritual, o discípulo atrai força, inspiração e paz dele. Manter a imagem do mestre na consciência é suficiente para prover proteção contra os perigos e tentações do mundo.

A pessoa deve fechar seus olhos, repetir o mantra várias vezes e tentar penetrar cada vez mais profundamente em seu significado a cada repetição.

VARIEDADES DA PRÁTICA – Paul Brunton



A pessoa deve experimentar muitos exercícios espirituais diferentes e aprender qual é aquele que lhe é mais adequado e a ajuda mais.

Nenhum dos métodos elementares do yoga, tais como pranayama, yantras, mandalas e mantras, leva ao controle permanente da mente, mas eles preparam o caminho e tornam mais fácil realizar aquelas práticas que levam a tal resultado.

Ao selecionar um exercício para a prática, é bom começar com aquele que lhe parece mais fácil.

O método de Maharishi Mahesh Yogi (meditação transcendental) não pode levar à iluminação ou à verdade, mas pode levar a uma quietude mental temporária muito prazerosa.





PRATIQUE A ATENÇÃO CONCENTRADA – Paul Brunton



Assim como nos fortalecemos suportando as tensões nas diversas situações da vida, também nos fortalecemos na concentração suportando pacientemente as derrotas uma após a outra quando as distrações nos fazem esquecer nosso propósito na meditação.

Se alguma luz ou forma é vista, a pessoa deve instantaneamente concentrar toda sua mente nisso e sustentar essa concentração enquanto puder fazê-lo.

Métodos mais fáceis são aconselhados aos iniciantes como preliminares para práticas mais difíceis de concentração. Tais métodos incluem o olhar concentrado sobre um ponto físico, objeto ou lugar; uso de mantra e a prática de certos exercícios de respiração.

Exercício de meditação: imagine um ponto branco no centro de sua testa e mantenha ali a atenção por uma hora. Ou pode imaginar esse ponto no coração. Melhor ainda, imagine a figura de Buddha projetada em sua frente irradiando luz branca. ou coloque um Buddha em miniatura dentro de sua cabeça. Todos esses exercícios ajudam a obter a concentração. Apenas após obtê-la, você poderá fazer corretamente exercícios mais avançados.

O ato da concentração contínua – se praticado por algum tempo – arrasta uma quantidade extra e incomum de sangue ao cérebro. Isso causa sensações agradáveis que podem aumentar até atingirem o êxtase.

 Resultado de imagem para buddha

Com toda sua atenção reunida, ouça a batida do coração.

Como é bela aquela indiferença a ambientes desagradáveis que a capacidade de intensa concentração outorga. E essa é apenas uma de suas recompensas. Eficiência ao estudar um assunto novo é outra.

O segredo da concentração é... praticar concentração! Apenas através de um esforço árduo e persistente isso é conseguido. Nenhum esforço nessa direção é desperdiçado e pode ser feito em qualquer hora do dia.

Depois de alguns minutos praticando a concentração, as pessoas se sentem exaustas. O esforço de concentrar a mente já é bastante difícil, mas concentrar e introverter a mente ao mesmo tempo é demais para elas.

Fixar o olhar sobre um ponto colocado numa parede ou sobre um objeto é apenas um exercício preliminar para concentrar a mente sobre um pensamento.

PARE OS PENSAMENTOS ERRANTES – Paul Brunton



Na meditação, encontre o objeto de concentração que apela mais ao seu temperamento, o objeto que a experiência prova ser o mais efetivo para induzir a condição de concentração mental.

Os primeiros quinze minutos da meditação são tão cansativos para os iniciantes, que eles buscam e encontram uma desculpa para terminar a prática, falhando desse modo em sua busca. Eles talvez concluam que realmente estão fatigados, ou pensar que devem cuidar de outro dever mais importante. Mas o fato é que, assim que começam, não desejam continuar. Sentam-se para meditar e descobrem que não querem meditar. Por que? A resposta está na inquietude do intelecto, sua repugnância natural em ser dominado ou permanecer quieto.

Em suas meditações, pare de pensar nas coisas que foram deixadas para fora da porta e comece a pensar no Eu Superior.

Controle seus pensamentos em seu primeiro estágio e controlará a causa de alguns de seus problemas, pecados e até mesmo doenças.

 Imagem relacionada

Habitualmente pensamos ao acaso. Começamos nossas reflexões sobre um assunto e geralmente terminamos com um inteiramente diferente. Até mesmo esquecemos o tema com o qual começamos a meditar. Essa mente indisciplinada é muito comum.

Sempre que o meditador percebe que se extraviou e não mais está pensando em seu assunto escolhido, deve recomeçar e pensar no assunto novamente. Esse processo de reencontrar seu caminho várias vezes tem de ser repetido durante cada sessão de meditação.

É costume entre os yogues começar a meditação prestando homenagem a Deus e ao mestre. O propósito disso é atrair a ajuda dessas fontes.
  
O corpo logo começa a protestar contra a quietude a que se leva a mente de modo forçado; a mente logo começa a se rebelar contra o tédio e o aborrecimento dos estágios iniciais, e a agitação habitual de ambos tem de ser encarada repetidamente.

É difícil, frequentemente impossível, parar de pensar através do esforço próprio. Mas pela ajuda da Graça isso é conseguido. Quando o pensamento para, a consciência se torna contínua e nada impede que se entre na quietude.

TERMINANDO A MEDITAÇÃO – Paul Brunton



Nunca introduza qualquer problema particular ou assunto pessoal para consideração do Eu Superior, até chegar ao momento mais intenso da meditação, descansar ali por um instante e estar pronto para voltar ao mundo exterior novamente.

Primeiro busque em sua meditação o Eu Superior, então, quando sentir algo de sua presença, você poderá fazer qualquer esforço para ajudar outras pessoas pelos poderes do pensamento e da oração.

Sempre termine sua meditação ou sua oração com um pensamento a favor dos outros, tal como: "Que todos os seres sejam verdadeiramente felizes."

Levante-se do assento de meditação vagarosa e gentilmente, e não abruptamente, para não quebrar a delicada consciência que torna o Espírito real e não uma mera palavra.

Se após a meditação o corpo estiver muito rígido e os músculos dos membros muito inativos, ficará mais fácil se o tronco mover-se de um lado para o outro por uns instantes.





REGULARIDADE DA PRÁTICA – Paul Brunton



As práticas devem ser feitas duas vezes ao dia, cada uma durando quinze minutos no caso de iniciantes, até se chegar a sessenta minutos no caso de pessoas suficientemente avançadas.

Ao comparecer regularmente todo dia no local da meditação, a pessoa estará provando sua sinceridade, demonstrando sua fé e mostrando sua paciência. Essas três qualidades darão força a seus apelos ou orações ao Eu Superior.

Quando o meditador começar a sentir paz e quietude, deve procurar prolonga-las o mais que puder.

A regularidade da prática, sentando-se à mesma hora todo dia, o capacitará a receber benefícios com a tendência automática da mente a seguir seus hábitos.

A prática constante é mais importante para o sucesso na meditação do que qualquer outro fator.

Se a pessoa é incapaz de meditar em horários regulares, então que medite quando puder em horários irregulares.

Resultado de imagem para peace in meditation

ATITUDE MENTAL APROPRIADA PARA A MEDITAÇÃO – Paul Brunton




Traga uma verdadeira fome no coração para esta obra, entre nela com grande amor, sinta que a meditação pode trazer muitos benefícios; assim qualquer dificuldade em manter o programa regular de meditação logo se irá.

Um erro importante constantemente cometido por iniciantes é sentar-se para a meditação com uma expectativa errada. Eles começam a meditação querendo ou esperando uma experiência mística. Mas terão melhores resultados  se reverterem essa atitude oferecendo amorosamente seu coração e sentindo alegria por ser capaz de sentar-se pensando no Atman (a divindade interior) sem qualquer interferência.

Se a pessoa é sensível à música, pode empregar essa ajuda para despertar seus sentimentos espirituais, preparando-se assim para o período da meditação.

É aconselhável começar a meditação com uma breve e reverente adoração, que pode ser endereçada ao Poder Superior que mais apela ao indivíduo – seu próprio Eu Superior ou um Guia Espiritual verdadeiramente avançado, ou ainda a Presença Infinita.

Ajuda muito pensar no coração como uma caverna. Você como ser consciente tem de entrar nessa caverna, passar por toda sua extensão, até começar a ver uma pequena luz no final. Essa luz fica mais forte à medida que você se aproxima. Isso só pode ser feito após a pessoa ter aquietado a mente e as emoções e vencido a fase preliminar da concentração.

 Resultado de imagem para peace in meditation

Se a meditação fosse uma prática fácil, muito mais ocidentais estariam engajados nela. Mas não é. Os iniciantes frequentemente reclamam que não podem concentrar seus pensamentos, nem tranquilizar suas mentes, nem conseguir qualquer resposta do ser divino interior.

Às vezes o Eu Superior se revela de outras maneiras: ele pode usar outra pessoa ou outras pessoas, pode aparecer numa sentença de um livro aberto ao acaso.

A habilidade na arte da meditação, como em outras artes, vem do treino – seja orientado por um professor qualificado ou através de tentativa e erro na prática constante.

Uma tremenda paciência é necessária aqui, uma resolução de se dirigir ao quarto de meditação como se fosse ficar lá para sempre. O Eu Superior não pode ser apressado a responder.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES FÍSICAS PARA A MEDITAÇÃO – Paul Brunton



O fracasso ao meditar pode também ser devido a causas físicas. Quando o meditador se senta com o corpo cheio de produtos tóxicos, seus intestinos entupidos com alimentos fermentados e mal digeridos, e sua energia esgotada no trabalho causado pela superalimentação, o cansaço da mente e sua inabilidade para concentrar-se não são surpresa. Uma mudança da dieta e limitação da quantidade são indicadas.

Você não consegue ter paz mental se seus músculos, nervos e tendões estão tensos. Relaxe primeiro o corpo, e em seguida os pensamentos e sentimentos. Examine os membros, braços, pernas e mãos para ver se estão tensos ou apertados. Deixe-os todos confortáveis. Faça isso antes da meditação: deite-se de costas sobre uma superfície plana e relaxe o corpo todo.

Por causa do magnetismo inferior da aura de outras pessoas recebido durante o dia, lavar as mãos e os pés é recomendável antes da meditação.

É possível livrar-se das distrações que vem de ruídos usando cera ou plugues de algodão no ouvido, e livrar-se de distrações visuais usando uma venda nos olhos feita de seda ou algodão.

É útil no começo da meditação mover o corpo um pouco de um lado para o outro, até que esse fique numa postura confortável.







POSTURAS PARA A MEDITAÇÃO – Paul Brunton




Qual é a melhor postura do corpo para praticar a meditação? A resposta depende do tipo particular de exercício a ser feito, do seu objetivo, da experiência prévia, ou falta dela, e do próprio meditador. Mas acima de tudo depende do que a pessoa acha mais fácil e confortável. De qualquer modo é melhor sentar-se reto do que reclinado ou desleixado.

Poder, paz, verdade e assim por diante – cada um desses objetivos é diferente e requer uma postura diferente.

A postura sentada sobre uma cadeira com encosto reto, mais baixa que o normal, é comumente a melhor para a meditação dos ocidentais, com os pés descansando sobre o chão. Se mesmo nessa posição a pessoa encontra dificuldade para meditar, ela pode reclinar-se numa cadeira longa e profunda. O que é essencial é estar confortável para esquecer o corpo. Qualquer posição em que a pessoa se sente capaz de sentar-se imóvel e confortável é uma boa posição.

A postura da meditação é importante apenas no caso dos exercícios cujo objetivo é despertar o Espírito-Energia, e carece de importância na maior parte dos outros casos.

O yogue indiano senta-se com suas pernas cruzadas para dentro, o monge zen japonês senta-se sobre suas pernas recolhidas, mas o filósofo senta-se o mais confortável que puder.
A posição em que a pessoa pode permanecer confortável pelo tempo mais longo é a mais adequada para a meditação. Se algum ponto do corpo estiver desconfortável, atrairá a atenção para aquele ponto.

Os jainas indianos e os hassidim hebreus praticam a meditação em pé. Alguns chegam a ficar imóveis por um período de duas horas ou mais durante suas profundas contemplações. A posição deitada deve ser evitada porque tende a provocar sono no meditador.

Em primeiro lugar, deve-se prestar atenção aos ombros, porque qualquer tensão é refletida neles. Relaxe os músculos dos ombros e depois balance a nuca algumas vezes para livrá-la de tensões.

As mãos não devem ser esquecidas. Livre-as de tensões, deixe-as descansar levemente sobre os joelhos. Relaxando as mãos, ficará mais fácil relaxar os pensamentos.

Sentar-se imóvel não é a única posição para a meditação. Existem outros meios de alcançar um nível mais elevado de consciência. Balançar o corpo, ir para frente e para trás ou girar, são outros meios. Uma dança sagrada, rítmica, silenciosa é ainda outro.
 Resultado de imagem para posturas para meditação
Não é necessário contrair os músculos da testa ou enrijecer as sobrancelhas. Essa é uma maneira errada e exaustiva de concentrar a atenção.

São João da Cruz costumava meditar deitando-se sobre o chão embaixo de uma oliveira no jardim, com os braços abertos formando uma cruz.

Sente-se como uma estátua egípcia, com as mãos repousando sobre os joelhos, o corpo todo mantido em concentrado poder. Mantenha a cabeça, tronco e quadris em linha reta, colocando ereta a espinha.

Para aqueles que não conseguem sentar com as pernas cruzadas, é suficiente que tragam uma perna em direção ao corpo e mantenham a outra estendida, podendo encostar-se numa parede para dar firmeza.

Os místicos cristãos ortodoxos da Rússia recomendam sentar-se sobre um banquinho para a prática de seu mantra, "Senhor Jesus Cristo, filho de Deus, tem piedade de mim, um pecador."


MEDITAÇÃO SOLITÁRIA OU EM GRUPO – Paul Brunton




A meditação deve ser praticada sozinho ou em grupo? A resposta depende do estágio do progresso. Os iniciantes acham que a meditação em grupo os ajuda, mas o buscador avançado considera a meditação em grupo um obstáculo, devido às correntes de pensamento alheio.

A meditação em grupo traz o risco de perturbar quem medita através de pessoas agitadas ou barulhentas que ali estão. No entanto, a meditação em grupo é útil quando não se tem oportunidade de praticar com um guru.

Aqueles que vão meditar junto a um grupo para encontrar apoio interior estão no começo da busca. E podem continuar agindo assim enquanto isso os ajudar. Mas se permanecerem muito tempo, isso os vai entravar.

Resultado de imagem para meditation center 

Para algumas pessoas é aconselhável meditar sozinhas, mas para outras em grupos de pessoas com mentalidade semelhantes. Um ou outro método é melhor dependendo do temperamento de cada pessoa, seu estado espiritual ou a presença ou ausência de um meditador experiente durante a meditação.

Para a maioria dos iniciantes, a meditação em grupo é inspiradora, mas para buscadores avançados é um obstáculo. Quando um buscador avançado se junta a um grupo para meditar, não é para se beneficiar, mas sim para prestar serviço, isto é, tornar melhor a meditação do grupo.

As experiências da meditação são um solo sagrado: dizer a outros sobre essas experiências íntimas é vulgariza-las, e pior, impedir a si mesmo de recebe-las novamente.

LUGARES PARA A MEDITAÇÃO – Paul Brunton




A meditação deve acontecer onde ninguém vai perturbar o buscador, e se ele é excepcionalmente sensível, deve ser onde ninguém nem mesmo o veja. Deve ser onde não exista o menor ruído. Se ele puder usar o mesmo lugar e o mesmo horário, melhor. Os piores obstáculos são o barulho e o desconforto.

É possível continuar com a meditação apesar dos ruídos, mas a pessoa tem de treinar-se para aprender como fazer isso quando necessário. No entanto, é tolo expor-se aos ruídos quando as condições estão sob seu controle. Cada interrupção da atenção causada por fatores externos que poderia ter sido evitada é uma interrupção desnecessária.

No local da meditação, deve haver algo que lembre o Eu Superior: uma figura, uma foto ou uma pequena lâmpada sugerindo a meta da vida. Esse local deve ser privado, ou se possível, secreto. É aconselhável fechar a porta a chave para evitar interrupções.

Resultado de imagem para inner peace 

Se o local tiver uma atmosfera de cenas neuróticas, passionais e de mútuas recriminações, não será adequado à prática da meditação. Uma igreja é melhor. O melhor local é entre as belezas da Natureza, onde nada perturba e tudo inspira.

Para a meditação é recomendável ficar de frente para o leste onde nasce o sol, ou o leste onde ele se põe, dependendo do horário em que for feita.

Pessoas sensíveis consideram útil vestir um traje especial para ser usado apenas no período da meditação. Esse traje fica permeado com o tempo com uma aura, que influencia e acalma a mente para a meditação. Esse traje deve ser mantido separado das demais roupas, numa caixa ou gaveta exclusiva.

Apenas o buscador avançado pode com segurança meditar num quarto completamente escuro. O iniciante deve praticar com alguma iluminação, seja de fonte externa ou uma lâmpada fraca.

O incenso não apenas ajuda a acalmar a atmosfera, mas também purifica a mente.

Os antigos manuais de yoga dizem que a meditação não deve ser praticada onde as pessoas ao redor são malvadas, quando o corpo está cansado ou doente ou quando a mente está infeliz ou deprimida. As razões para essas proibições é que essas condições indesejáveis tornam a meditação muito mais difícil e propensa a terminar em fracasso.

HORÁRIOS PARA MEDITAÇÃO – Paul Brunton



Existem certas horas do dia que são as melhores para as práticas de meditação: o amanhecer, o por do sol, a meia-noite e a hora em que a pessoa nasceu.

Existem certos pontos no tempo que são particularmente auspiciosos para a meditação. São o começo do dia, o começo da noite, o começo de cada semana, o começo de cada mês e o começo de cada ano.

Duas vezes por ano, o período do equinócio dá ao aspirante a chance de se beneficiar dos movimentos da Natureza. Os equinócios da primavera e do outono trazem as forças naturais a um centro neutro, que afeta a parte mental, emocional e física do ser humano, assim como meio planetário fora dele. Perto de 21 de março e 21 de setembro, a duração do dia é igual à duração da noite. O aspirante igualmente pode temporariamente ganhar uma estabilidade ou equilíbrio mental se usar esses períodos para praticar meditação.

 


Donas de casa que não encontram outro período para meditar, a não ser quando seus maridos saem para o trabalho e as crianças para a escola, podem ignorar o conselho sobre os melhores períodos do dia e treinar a mente para aproveitar os momentos livres.

A meditação deve ser realizada antes de comer, e não depois. Também não deve ser feita quando se está muito cansado.

Se o aspirante despertar durante a noite de repente, com os pensamentos dirigindo-se a coisas espirituais, é um bom momento para meditar. Não é necessário levantar-se e vestir-se, nem assumir uma postura meditativa. Ele pode inclusive sentir um tipo de choque interno que o acorda no meio da noite, e sentir dificuldade para dormir novamente. Esse também é um sinal para começar a meditação imediatamente.

PERIGOS DA MEDITAÇÃO E COMO EVITÁ-LOS – Paul Brunton



A prática da meditação é benéfica, não prejudicial; mas há pessoas que ainda não estão prontas para ela e que devem adiá-la até que estejam. Essas pessoas incluem: aquelas cujos valores morais são baixos; aquelas que sofrem de psicoses, distúrbios mentais ou histeria emocional; aquelas que tomam drogas, que possuem ambições desordenadas, que buscam poderes ocultos ou praticam feitiçaria ou magia negra. Tais pessoas precisam de disciplinas ou tratamentos preparatórios, físicos e psicológicos, do contrário a prática pode leva-las a um estado de desequilíbrio que pode torna-las incapazes de cumprir com as obrigações e deveres da vida.

A meditação é uma técnica muito delicada que, feita incorretamente, pode fazer tanto bem quanto mal. Há períodos em que é necessário abandonar a prática, a fim de fortalecer as partes mais fracas da personalidade que poderiam de outro modo afetar o praticante adversamente, à medida que ele se torna mais sensível através da prática. Além disso, é necessário entender que a meditação feita incorretamente pode atrair espíritos perniciosos ou desequilibrar a mente.

Após praticar por algumas semanas ou meses, se fortes dores de cabeça ou sensação de tédio aparecerem, são sinais para o buscador interromper ou diminuir seus exercícios temporariamente, até sentir-se melhor.

Sentar-se passivamente em meditação na presença de uma pessoa de caráter pouco recomendável traz o perigo de receber e absorver daquela pessoa suas emanações emocionais e mentais de caráter negativo. Essa é a razão de se recomendar a prática solitária da meditação.

Se desejos surgirem durante a meditação, levando o pensamento do praticante para longe de sua meta, é melhor levantar-se e tentar novamente em outro momento.

Não é aconselhável praticar em demasia a meditação. É necessário às vezes reduzir os esforços por algum tempo, ou até mesmo parar completamente. De outro modo, a sensibilidade gerada pode tornar-se um empecilho e não uma ajuda.

Se a pessoa está meramente buscando poderes paranormais, ela corre um grave risco. Quando o desejo por poderes paranormais está misturado com aspirações espirituais, o risco não é eliminado: é apenas reduzido. O risco resulta daqueles seres que vivem no mundo astral, que ou são malévolos ou prejudiciais, e que estão prontos a se aproveitar da condição mediúnica na qual a pessoa desprotegida pode cair.

Se a pessoa faz seus exercícios da maneira certa, com objetivos sãos e por um tempo não muito longo de cada vez, então suas capacidades de funcionar no plano físico não serão enfraquecidas e nenhum mal será causado a seus interesses pessoais. Do contrário, a pessoa se tornará cada vez menos capaz de lidar com a vida prática e será levada a retirar-se da existência social.

O objetivo da meditação é levar a pessoa ao mais profundo de si mesma. Se ela permite que alguma experiência psíquica a detenha no caminho, entra naquela experiência e não dentro de si mesma. É um meio astuto do ego para fazer a pessoa pensar que aquela experiência é mais importante que realmente é, mais espiritual do que realmente é. Assim podem-se desperdiçar anos inutilmente em psiquismo – às vezes toda uma vida.

Resultado de imagem para meditação

Pelo poder de simpatia que se desenvolve no praticante, ele é capaz de elevar-se mais alto que seu próprio nível, bem como descer a níveis mais baixos que o seu. No primeiro caso, ele se abre à ajuda de sábios e santos. No segundo, ele dá ajuda a viciados e criminosos.

Se por meditação a pessoa pensa em absorção em si mesma, retirar-se do mundo exterior ou contatar algum mundo interior, isso não necessariamente significa um estado divino, mas pode significar um estado não divino onde a comunhão se dá com seres demoníacos. Há várias maneiras de se conseguir essa profunda absorção semelhante a um transe, e essas maneiras incluem drogas, feitiçaria e magia negra. A diferença para os estados divinos deve ser claramente entendida. Muitas pessoas meio loucas que se recusam a reconhecer isso caíram num misticismo falso que as leva à queda e destruição.

Qualquer coisa boa feita exageradamente pode facilmente se tornar uma coisa má. Qualquer prática mística feita em exagero pela pessoa errada, no tempo errado e em circunstâncias erradas, pode levar à loucura. Nos casos de dúvida, desconforto ou inquietação, é melhor voltar atrás e interromper do que continuar a prática até chegar a extremos.

Alguns exercícios de meditação não serão benéficos se praticados por mentes ainda não preparadas, e podem inclusive causar danos.


Imagem relacionada

Pessoas bêbadas, mentalmente doentes, iradas ou insensíveis não podem praticar meditação. Estados psicóticos e psicopatológicos tornam indesejáveis as práticas de meditação. Essas pessoas se perderam no caminho e precisam de tratamento exterior.

Se, enquanto se encontra num estado altamente sensitivo, o indivíduo descobre que está chegando a um nível mais psíquico que espiritual, ele deve substituir a meditação por oração ou adoração, ao menos por algum tempo. Será necessário também praticar o fortalecimento da vontade e livrar-se de temores ocultos. Deve aumentar sua fé no Eu Superior e invoca-lo para receber força e coragem.

Tomemos cuidado com cultos tolos, grupos lunáticos e líderes paranoicos. Também devemos evitar cair em fantasias que fabricam um mundo particular. Mas uma atitude mental sadia prontamente vai nos proteger.

Aspirantes que desejam mais ter "experiências" em sua meditação do que livrar-se do ego, correm o risco de cair nos desvios da busca. As experiências são buscadas por causa do prazer que dão às emoções do ego.

O místico, sentado no silêncio de seu quarto de meditação, pode receber grande sabedoria e sentir uma presença benevolente, ou extraviado do bom caminho e imprudente, pode cair no engano psíquico e ser possuído por presenças más. Para evitar esses perigos, deve adotar certas salvaguardas e encontrar um guia competente. Sem eles, é melhor que se contente com a leitura, o estudo e a crença.

Na forma de relaxamento simples, a meditação é urgente atualmente e não há perigo nisso.

Se vier um tempo em que a corrente da meditação seca, em que a prática não traz resultado e é feita sem fervor, o aspirante deve tomar esses sinais como avisos para fazer uma mudança por algum tempo. Deve desistir de seus exercícios habituais e engajar-se em atividades externas, informais, ou simplesmente dar-se um longo descanso.

Meditação demais pode criar hipersensibilidade e nervosismo em certas pessoas.