Existe uma profunda antipatia na natureza da maioria dos ocidentais em
relação ao esforço requerido para concentrar-se e introverter a atenção. A
concentração os fadiga excessivamente. E isso se deve à falta de familiaridade
e de prática. Mas essa antipatia também tem um elemento misterioso nela, cuja
origem está escondida no desejo do ego de evitar qualquer auto-análise profunda
que penetre além de sua própria superfície. Pois isso levaria a sua própria
exposição e destruição.
As técnicas de concentração e meditação não são as mesmas que as
empregadas por médiuns a fim de entrarem no estado de transe, ou para conseguir
a escrita automática. O estudante não deve se expor ao perigo de deixar forças
psíquicas desconhecidas tomarem posse de seu corpo.
Existem três diferentes tipos de
meditação. A elementar (concentração) se refere a entreter firmemente certos
pensamentos na mente. A avançada (meditação propriamente dita) se refere a
manter todos os pensamentos completamente fora da mente. A mais elevada
(contemplação) se refere a mergulhar a mente na bênção do Eu Superior.
O primeiro estágio é a concentração mental; o segundo é o relaxamento
mental. O primeiro é positivo; o segundo é passivo.
A meditação é um processo de retirar a atenção do mundo exterior e
dirigi-la para dentro de si mesmo. Ela deve ser feita com cuidado e por
períodos limitados, uma vez que a pessoa tem de viver e trabalhar no mundo e
conservar sua capacidade normal de lidar com o mundo.

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