12.3.19

A ARTE DA MEDITAÇÃO – Paul Brunton


Existe uma profunda antipatia na natureza da maioria dos ocidentais em relação ao esforço requerido para concentrar-se e introverter a atenção. A concentração os fadiga excessivamente. E isso se deve à falta de familiaridade e de prática. Mas essa antipatia também tem um elemento misterioso nela, cuja origem está escondida no desejo do ego de evitar qualquer auto-análise profunda que penetre além de sua própria superfície. Pois isso levaria a sua própria exposição e destruição.

As técnicas de concentração e meditação não são as mesmas que as empregadas por médiuns a fim de entrarem no estado de transe, ou para conseguir a escrita automática. O estudante não deve se expor ao perigo de deixar forças psíquicas desconhecidas tomarem posse de seu corpo.


Existem três diferentes tipos de meditação. A elementar (concentração) se refere a entreter firmemente certos pensamentos na mente. A avançada (meditação propriamente dita) se refere a manter todos os pensamentos completamente fora da mente. A mais elevada (contemplação) se refere a mergulhar a mente na bênção do Eu Superior.

O primeiro estágio é a concentração mental; o segundo é o relaxamento mental. O primeiro é positivo; o segundo é passivo.

A meditação é um processo de retirar a atenção do mundo exterior e dirigi-la para dentro de si mesmo. Ela deve ser feita com cuidado e por períodos limitados, uma vez que a pessoa tem de viver e trabalhar no mundo e conservar sua capacidade normal de lidar com o mundo.


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